Assunto da semana: Minissérie da Record com qualidade da HBO


O ritmo de TV paga impresso na trama bíblica de José do Egito

Reprodução/Rede Record

Muito já se discutiu acerca de cotas de programação nacional para os canais pagos, principalmente após a entrada em vigor da lei 12.485, no dia 12 de setembro de 2011, e das regulamentações posteriores da Ancine. Mas a minissérie bíblica José do Egito (Record, 4ª, 21h45, 12 anos) é produto de TV aberta. Assim mesmo, consegue imprimir ritmo de TV paga incomum ao círculo das grandes redes nacionais.

Rede Record/Divulgação

Escrita por Vivian Oliveira, funcionária da Record há 16 anos (principais créditos: Os Mutantes: Caminhos do Coração/colaboração, A História de Ester e Rei Davi/texto principal), José agrada não por sua história em si – escravização (motor usado pela Glória Perez para aparecer no Le Monde), ascensão social, superação. Mas principalmente pela linguagem de cinema copiada pela Globo na sua atual novela das 18h, gravada em Natal. Aula para os outros.

Rede Record/Divulgação

Quarta minissérie do programa bíblico empregado pela fábrica de novelas do Recnov, no Rio, José do Egito tem na atuação de Ricky Tavares (Malhação ID, Promessas de Amor e Vidas em Jogo) como o jovem escravo egípcio o motor-chave de sua história, basicamente filmada no deserto do Atacama (Chile). Exatamente para atender aos padrões Game of Thrones (HBO) de concepção artística.

Rede Record/Divulgação

Com oito capítulos já transmitidos (sete deles até o fechamento deste texto, na terça-feira, 12), José do Egito tem mostrado bom serviço em termos de audiência e caixa comercial à Rede Record. Ao espelho de The Bible, über-produção que acaba de estrear no History Channel americano, José mostra que a dramaturgia bíblica brasileira é mestra. Hollywood é quem precisa aprender. E muito. Até domingo.

History Channel/Divulgação

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Roma Downey pensa que está nas Séries Brasileiras da Globo

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (17/3)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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