Adalgisa Colombo morreu de amargura com os escândalos de corrupção envolvendo os concursos de Miss Brasil(*) e Miss Universo(*)


A anatomia de uma tragédia anunciada

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Motohiro Araki/Estadão Conteúdo/AE/29.09.1958


Na foto, Gabriela Markus e Olivia Culpo numa convenção do PSDB

Na madrugada do dia 17 para o dia 18 de janeiro, aos 73, Adalgisa Colombo, segunda colocada no concurso Miss Universo 1958, saiu da vida para entrar nos livros de história (com h minúsculo).
Oficialmente, não se sabe sua causa mortis. Nem se saberá, nem mesmo com a ajuda do dr. Ricardo Molina do “bolinhagate” serrista do ex-seminarista Gil Rugai ou do dr. House. Mas sabe-se que ela morreu de desilusão com o antro de corrupção eleitoral e de prostituição em que se transformaram os concursos de Miss Brasil(*) e Miss Universo(*).
Basta olhar para o aqueduto de dólares que abasteceu a candidatura de Olivia Culpo ao título de Miss Universo(*) 2012 e sua consequente eleição, bancado por empreiteiras que foram encarregadas pelo governo Obama de tocarem as obras de reconstrução do furacão Sandy em Rhode Island e arredores.
Cheques administrativos, kits-propina, inserções publicitárias no intervalo do jornal nacional e do Chantástico(**), tudo valia para favorecer Culpo no E! News, no Access Hollywood, na revista Época e na Veja. Até foto de miss estadual brasileira pelada, travestida de competidora do Big Brother da CBS valia para dar propina a Scott Disick e fazer a Giuliana Rancic expressar sua patriotada favorável a Culpo, ao pior estilo Galvão Bueno e numa clara demonstração de total falta de respeito aos princípios da ética jornalística.
Parafraseando Lennon numa campanha anti-drogas veiculada pelo SBT em 1987:

“O Sonho (de miss) acabou, vamos encarar a realidade. E meta na sua cabeça uma coisa, seu filho da Solange Gomes da Riley Parks do “The Client List”, seu filho-da-puta: quem vive de sonho é padeiro. E esperança é para trouxas”

(John Lennon, segundo o padeiro da esquina e Robert Goren do Law & Order: Criminal Intent do Brasil Urgente do Cidade Alerta do Praça TV)

Yoani Sánchez, Kourtney Kardashian, Tate Stevens, Carly Rose Sonnenclar, as garotas do Fifth Harmony, Ice-T, Emily Deschanel, David Boreanaz e até os humoristas do Pânico sabem o caminho das pedras e das pedradas. Caminho esse que Adalgisa tentou despistar. Mas acabou sendo alvo assim que o Críticas denunciou fraudes nos concursos Miss Brasil(*) 2009 e 2010. Ao descobrir a participação da máfia russa e da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) na tabulação das 16 semifinalistas do Miss Universo(*) 2012 (Culpo e a brasileira Gabriela Markus inclusas) através deste Críticas, Adalgisa sucumbiu. Morreu de infarto. Causa essa que nem os legistas de Law & Order: SVU nem do IML central de São Paulo (em relação ao caso do músico Chorão, frontman do Charlie Brown Jr., sob investigação) serão capazes de decifrar.
Nem a vasta discografia do saudoso Baden Powell.
Nem o fabricante do gloss osado pelo Jda do American Idol.
Nem o ato de espirrar da filha caçula da Kourtney-K.
Nem a Polícia Civil da Bahia.
Nem o tebowing.
Nem os restos mortais da Clara Nunes.
Nem a poesia da Cora Coralina.
Nem os cabelos grisalhos do Mark Harmon do NCISquando parecia o George Clooney, botou a Jacqueline Meirelles para correr contra o jornal da globo e o Globo Economia.
Muito menos o cabelereiro da Angie Miller do mesmo Idol.
Tampouco as discografias de Geraldo Filme, Paula Abdul, João Nogueira, Élson do Forrogode, Kelly Clarkson, Lady Gaga, Lady Antebellum, Lady Lu e Lady Zu muito menos as filmografias de Kevin Bacon e Kyra Sedgwick.
Meu escritório é na praia, eu tô sempre na área, diria um aprendiz fracassado de Ibrahim Sued na Baixada Santista (paulistano da gema) e bem-sucedido vocalista de banda de rock formada na era Collor e contratada de gravadora na era FHC.
Com a Alessandra Scatena – cria do Gugu à época (1997) – estrelando clipe – ver abaixo:

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Corrupção nos concursos de beleza, Nossas Venezuelas, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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