Assunto da semana: o Oscar da máquina pública e dos grandes musicais


A noite em que o Oscar de MacFarlane foi parar na seção de política

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Há quem acredite que o Oscar concedido a Argo na premiação realizada no último domingo (24) tenha sido jogo de cena da Casa Branca para, digamos, “oficializar” o lobby governamental a certos filmes indicados. Mas não foi exatamente esse tom que se viu da condução de Seth MacFarlane para a 85ª edição dos prêmios da academia, cá retransmitida no todo pela TNT e no Chico Picadinho global pós-BBB.

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Sem irmos por partes, ao contrário do serial-killer paulista e da emissora carioca, a decisão dos produtores Craig Zadan e Neil Moran (Smash, Chicago) de acrescentar mais musicais e oxigenar a festa foi tão acertada quanto à volta da Barbra Streisand ainda que para um emotivo In Memoriam. Isso, apesar de terem escalado a artista para cantar depois de todos os mortos na área cinematográfica em 2012 terem sido citados no telão. Um a um. Um erro.

ABC News

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Cretinice à parte, a presença da primeira-dama Michelle Obama para dar uma pompa oficial ao anúncio do vencedor de Melhor Filme imprimiu ares governistas jamais impensados a uma premiação de cinema, televisionada para 225 países (em dados da AMPAS e da ABC) – no Brasil, desde 1970, incialmente na antiga TV Tupi. Colocou o Oscar na página errada – a de política ao invés apenas da de artes e festas.

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Dois pontos altos da noite – as cantatas de Shirley Bassey no tributo à franquia 007 e Adele Adkins (não Jenkins, como citei na exortação de Stephanie Sanson no American Idol, semana passada) para Skyfall – chamaram tanto a atenção quanto o ursinho boca-suja Ted, dublado por MacFarlane, ante um Mark Wahlberg constrangido. Devem render indicações técnicas ao Primetime Emmy de setembro. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (3/3)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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