Assunto da semana: a conexão ficcional entre a CIA e o massacre de Newtown


A escolha dramática e traumática do final de temporada de Homeland

Kent Smith/Showtime/Divulgação

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À luz do debate sobre o controle de armas nos Estados Unidos, já reempossado seu presidente para mais quatro anos, o episódio final da segunda temporada de Homeland (FX, domingo, 22h, 16 anos) The Choice abre uma ferida profunda naqueles que acreditam na máxima “esta é uma obra de ficção e qualquer semelhança com fatos reais terá sido mera coincidência”. Neste caso, não é.

Michelle McLoughlin/Reuters/14.12.2012

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Levado ao ar pela Showtime em 16 de dezembro, dois dias após o massacre da escola elementar Sandy Hook, em Newtown (Connecticut), The Choice forçou a direção do canal pago a tomar uma medida drástica: eliminar a abertura berrante e alarmista, que desdenha de um Barack Obama que anunciou, em rede nacional de TV, a execução de Osama Bin Laden, além de referências ao 11 de setembro. Pelo visto, o inferno de Carrie Mathison (Claire Danes) parece ter mudado de endereço.

Kent Smith/Showtime/Divulgação

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Com o pretexto de mostrar a relação de Carrie com Nicholas Brody (Damian Lewis), The Choice tem seu fio motor regido por um atentado a uma instalação da CIA, onde ocorre o memorial de um ex-diretor da agência de inteligência americana, o vice-presidente William Walden (Jamey Sheridan), ao mesmo tempo em que o terrorista Abu Nazir (Navid Negabhan, The Shield, Lost) é jogado ao mar.

Kent Smith/Showtime/Divulgação

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Beijo de novela entre Carrie e Brody, deslocamento de carro e explosão com centenas de mortos à parte, este desfecho interessante de Homeland assegurou indicação ao American Cinema Editors Eddie Awards 2013, entre as séries de uma hora para TV paga. A edição diretorial de Michael Cuesta para The Choice foi a exceção: rendeu 70 minutos no geral. Mais que receita de bolo. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (27/1)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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