A invencionice de Maurício Stycer sobre o pastor d’O Canto da Sereia na Record


O desespero do colonista(*) do UOL(**) com o jornalismo praticado pelo Domingo Espetacular e com o discurso da Jodie Foster nos Golden Globes

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Getty Images/13.01.2013

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Na foto, Isis Valverde

Para quem acompanhou atentamente o Patriots do Tom Brady dar uma sova nos Houston Texans (41 a 28) e se emocionou com o discurso competente da Jodie Foster nos Golden Globes, o texto abaixo de Breno Cunha (publicado no NaTelinha) dá uma dimensão exata do que a Record fez no último Domingo Espetacular acerca da microseries O Canto da Sereia:

“A Record exibiu neste domingo (13) uma reportagem especial repercutindo as críticas que o pastor de uma igreja pentecostal de Minas Gerais fez em relação à minissérie O Canto da Sereia.
A matéria do Domingo Espetacular gerou muita repercussão e opiniões sobre se a emissora agiu certo em atacar produtos da concorrente “sob o disfarce do interesse jornalístico” e beneficiar “direta ou indiretamente a Igreja Universal, cujo criador é também dono da emissora”, como disse o jornalista do UOL, Maurício Stycer.
Segundo boa parte da crítica à Record por conta de mais uma reportagem polêmica – a outra tinha sido a entrevista com Guilherme de Pádua, o que gerou revolta do público que julgou desnecessário a exploração do assunto –, a emissora perde credibilidade e audiência com atitudes assim. No entanto, o que se vê não é isso, mas um panorama muito diferente, que só destaca cada vez mais o Domingo Espetacular.
Domingo após domingo, o jornalístico apresentado por Paulo Henrique Amorim tem em suas pautas repercussão muito superior a programas concorrentes, como o Chantástico(****) (ênfase minha-J.E.L.), por exemplo. Esse tipo de repercussão, ainda que boa parte dela não seja exatamente uma propaganda positiva, gera interesse no público e não diminui a credibilidade do programa – nem tampouco sua consequente audiência.
Os números provam isso e, muito diferente do que se propaga por aí – tendenciosamente ou não – o Domingo Espetacular caminha contra a tendência de queda da emissora e consegue se manter estável, além de um forte produto comercial.
Confira alguns números de audiência do Domingo Espetacular desde dezembro:

– Dia 02/12: 12 de média
– Dia 09/12 (Data da polêmica entrevista com Guilherme de Pádua): 10 de média
– Dia 16/12: 10 de média
– Dia 23/12: 7 de média (segundo lugar)
– Dia 30/12: 7 de média (segundo lugar)
– Dia 06/01: 10 de média
– Dia 13/01: 11 de média

A tão comentada reportagem deste domingo, apesar de todo o burburinho causado, foi somente a repercussão de uma grande polêmica envolvendo autores da Globo, com, inclusive, um espaço destinado à resposta do canal da família Marinho.
Em televisão, a resposta do público se dá em números de audiência. E o público vem respondendo, domingo a domingo.”

Tradução livre: Stycer bebeu do próprio veneno ao tentar desqualificar a reportagem da Record sobre a ênfase religiosa de O Canto…, adaptada de um romancezinho mequetrefe do Nelson Motta que viaja na maionese. In fact, nenhuma cantora baiana de axé foi assassinada. Só o foi pelas Mentes Criminosas do Criminal Minds do Boninho, que transformou Essa Voz do Milton Nascimento em The Voz Brasil (thanks to John De Mol, Mark Burnett, Yoani Sánchez, Gabriela Markus e Instituto Millenium). Viajou na maionese Hellman’s (superfaturada pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo). Vendeu esgoto da Sabesp no bairro do Mocambinho, zona Norte de Teresina.

For the record: a reportagem questionada por Stycer sequer está entre os destaques do Domingo Espetacular do último dia 13/1 (basta dar uma olhada na pauta do programa).

(*)Convém lembrar que colona não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. Tratam-se de colonistas que, na visão de Paulo Henrique Amorim, “…tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso específico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…” e “combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí”. Para o Críticas, tratam-se de colonistas sociais que tratam o Brasil como um combinado de Venezuela em termos missológicos com um Sudão em termos econômicos, sociais, de infra-estrutura (vide a campanha que a Globo e a Band fazem contra a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Verão de 2016 por causa dos aeroportos) e de educação. Mais: tratam-se de colonistas sociais, calunistas de sites de celebridades, de jornais facistóides e de revistas de entretenimento que jamais reconhecerão Haley Reinhart, James Durbin, Scotty McCreery e Lauren Alaina, finalistas do American Idol em 2011, como promessas da indústria fonográfica. Preferem a Paula Fernandes, o Neymar, o Elano, o Luan Santana, a Nayla Micherif, a Mariana Rios, namorada do Di do NXZero e a Giovanna Lancelotti, namorada do Pê Lanza do Restart, ambas empregadas da Rede Globo, à Pia Toscano, ao Paul MacDonald, ao Ruben Studdard, à Lindsey Vonn, ao Johnny Weir, ao Clay Aiken, ao Francis Lopes, ao saudoso Raimundo Soldado, ao Israel Lucero, ao LeeDewyze, ao Goffredo da Silva Telles Jr., autor da Carta aos Brasileiros de 1977, à Sarah Michelle Gellar….
(**)UOL é o braço de Internet do Grupo Folha(***) em associação com a Abril-Naspers, que, quando governou a África do Sul, apoiou o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos. E, durante os 15 anos de governos tucanos em São Paulo, ofereceu assinaturas de suas revistas sem licitação (inclusive livros pornográficos e revistas de mulher pelada) às escolas públicas do Estado.
(***)Folha é o jornal que não se deve deixar a tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os pêlos pubianos, a vagina, a bunda e os seios da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da (Costa), em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE; da ditabranda; da ficha falsa da Dilma; das mulheres-fruta; do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore; da Carla Perez lecionando “i” de iscola; da Débora Lyra “eleita” Miss Brasil 2010 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico); que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo); que manda a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!; publica texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007; fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009); manda a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit ; o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS; é o que é porque o dono é o que é; das ancas da cantora Jôsy; quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(****)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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