Assunto da semana: Arte pop sexualizada, fotografia, Legião Urbana e Girls


Lena Dunham e a nova ordem da comédia após os Golden Globes

Getty Images

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Para quem acompanhou a saga de premiações de Glee e Modern Family nas três últimas edições dos Golden Globe Awards, a acolhida para Girls, criada por Lena Dunham, 26, como melhor série cômica serviu como antídoto contra a chatice verificada nos recentes Primetime Emmys nesse setor. A 70ª cerimônia dos Globes, realizada no último domingo (13), em Beverly Hills, atestou esta mudança de ventos.

Escamoteada nos Emmys, a mistura de Sexo e a Cidade com Geração Coca-Cola do Renato Russo convenceu bem os integrantes da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. Não adianta seguir os ventos dos Primetime Emmys se existem novas ideias rolando de mentes imaginativas (e descoladas) como a de Dunham. Filha do pintor Carroll Dunham e da fotógrafa Laurie Simmons, Lena quebrou a cabeça de quem torcia por um bicampeonato de Modern Family.

Divulgação/Showtime

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Outro injustiçado nos Primetime Emmys 2012, tal qual Lena Dunham, Don Cheadle encontrou nos Globes seu reconhecimento como ator de série cômica. A interpretação do inescrupuloso Marty Kaan em House of Lies (a exemplo de Girls, exibida no Brasil pela HBO) pesou bastante para os correspondentes internacionais votarem a favor. A experiência de já ter concorrido ao Oscar, também.

Fotos Divulgação/Showtime e Divulgação/HBO

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Mesmo com a balança tendo pendido para o drama psico-terrorista Homeland e o telefilme político Virada de Jogo/Game Change (ambos levaram três estatuetas), Girls foi o sinal claro da renovação saída do Golden Globe 2013. Acabou com a obviedade que se esperava desde o Primetime Emmy 2012. Virou a partida de uma forma esperada. Dita uma nova ordem para a comédia televisiva. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV que circula no domingo (20/1)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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