As curvas e letras da ex-sister e ex-policial Anamara Barreira na Playboy de maio de 2010


Mãos ao alto


Fotos André Passos/Playboy/Reprodução


Crônica de Marco Antônio Araújo publicada no R7 em 14 de janeiro de 2010 (serve também para agora, na volta de Anamara, ja definitivamente despida das vestes militares ao reality globelezado):

PM no BBB é falta de QI ou o quê?

Uma das participantes desta edição do Big Brother Brasil chama-se Anamara e é da Polícia Militar da Bahia. Claro que a corporação não aprovou a participação da moça no programa. Nem sabiam da história. Ela vai dançar bonito.
É o que se espera, pelo menos. Tá pensando o quê? Que vai posar nua na Playboy de coturno e, hum, pistola e cassetete? Expulsem essa mulher já! Tirem o uniforme dela antes que ela mesma faça isso em rede nacional. Falta de decoro.
Só de ter feito inscrição para o programa já é motivo para sindicância. Até que enfim um Tribunal Militar vai ter a oportunidade de fazer justiça de verdade.
Que o sonho dos 15 minutos de fama virou febre epidêmica, ok. Quem não tem talento para ser artista fica se humilhando em frente a qualquer câmera, pagando mico, dançando como siri. Problema deles.
O futuro costuma reservar para a maioria desses irmãos o castigo do mais absoluto esquecimento. Viram pó em meses. Ficam deprimidos, vão catar coquinhos em Itacaré.
O que não dá é um servidor público da mais alta responsabilidade se prestar a um vexame desses. Nem de moralismo se trata, e olha que nesse caso até cabia. É questão de respeito à farda. Senso de ridículo.
Ela não é dançarina, stripper, DJ, estudante de teatro. Ela fez concurso público para lutar contra o crime, defender a sociedade. Mas, no fundo da sua alma, ela quer mesmo é ser famosa, dar entrevista pro Faustão.
Queria ver essa donzela subindo o Morro do Dendê, arriscando a vida como seus colegas. Ela participaria de um reality, só que realmente. Ia ter traficante pedindo autógrafo e posando pra foto de celular. Só depois a mandariam pro paredão.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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