PHA: Os 10 mandamentos da editoria “o Brasil é uma m…”


Nada funciona num Governo trabalhista. Se funcionar tem um defeito, e, aí, sempre cabe um “mas”

Por Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada

Bessinha

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Como se sabe o jornal nacional do Gilberto Freire com “i”(*) tem várias editorias.
A mais importante, é a do “Esporte”, que, na verdade, não passa de vitrine do “Esporte” que a Globo monopoliza: o Brasileirinho, a F-1 do Bernie Ecclestone (Ah!, se a Graça Forster sabe das peraltices do Bernie), os concursos de misses[****] cedidos à Band e suas afiliadas (ênfase minha-J.E.L.), etc, etc.
Tem a editoria internacional, que cobre os eventos do mundo da perspectiva do Departamento de Estado dos Estados Unidos.
(Tal qual o colonista[**] dos múltiplos chapéus, a editoria tem pavor da política externa independente do Lula e do Celso Amorim, que ele chama de “diplomacia dos atabaques” [Êpa! Êpa!] – clique aqui para ler “Trair o Lula é o que a Casa Grande reserva à Dilma”).
Tem a editoria inspirada em Onan: trata das novelas, celebridades da Globo em circunstâncias irrelevantes, e seus heróis domésticos, como foi no lançamento do livro sobre o pai do Roberto Marinho, Irineu Marinho, que dirigiu o O Globo por três semanas e morreu.
A editoria mais importante, aquela que define o jornal nacional é a “o Brasil é uma m…”.
É a editoria que explica por que a “Globo cresce tanto no Governo Dilma”: um crescimento do volume publicitário físico, percentual e no market-share; clique aqui para votar na trepidante enquete “É o BV do Governo o que salva a Globo?”.
A editoria “o Brasil é uma m…” segue rigorosamente um decálogo que o Gilberto Freire com “i”(*) recolheu no Monte Sinai.
O Conversa Afiada teve acesso aos Mandamentos através da generosidade de alguém que se identificou como Aaron.
É assim:
Nada funciona num Governo trabalhista.

– Se funcionar tem um defeito, e, aí, sempre cabe um “mas”- clique aqui para ler “Até quando vai o boicote conservador?”.
– É preciso destruir o Lula ! E a Dilma, a menos que ela traia o Lula.
– O Congresso não presta.
– O que presta é o Supremo, porque não precisa de voto.
– Melar qualquer eleição.
– O Fernando Henrique é o nosso Guia Espiritual.
– O Bolsa Família é a Bolsa Vagabundagem.
– O BV das empresas do Governo é nosso! Ninguém tasca!
– Se estiver em dúvida, leia a colona(**) do Ataulfo Merval(***) para conhecer “a linha justa”.
– Ley de Medios é censura à Imprensa.

(*)Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro Não somos racistas, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.
(*)Convém lembrar que colona não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. Tratam-se de colonistas que, na visão de Paulo Henrique Amorim, “…tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso específico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…” e “combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí”. Para o Críticas, tratam-se de colonistas sociais que tratam o Brasil como um combinado de Venezuela em termos missológicos com um Sudão em termos econômicos, sociais, de infra-estrutura (vide a campanha que a Globo e a Band fazem contra a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Verão de 2016 por causa dos aeroportos) e de educação. Mais: tratam-se de colonistas sociais, calunistas de sites de celebridades, de jornais facistóides e de revistas de entretenimento que jamais reconhecerão Haley Reinhart, James Durbin, Scotty McCreery e Lauren Alaina, finalistas do American Idol em 2011, como promessas da indústria fonográfica. Preferem a Paula Fernandes, o Neymar, o Elano, o Luan Santana, a Nayla Micherif, a Mariana Rios, namorada do Di do NXZero e a Giovanna Lancelotti, namorada do Pê Lanza do Restart, ambas empregadas da Rede Globo, à Pia Toscano, ao Paul MacDonald, ao Ruben Studdard, à Lindsey Vonn, ao Johnny Weir, ao Clay Aiken, ao Francis Lopes, ao saudoso Raimundo Soldado, ao Israel Lucero, ao LeeDewyze, ao Goffredo da Silva Telles Jr., autor da Carta aos Brasileiros de 1977, à Sarah Michelle Gellar….
(***)Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.
(****)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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