Luis Felipe Scolari e o patrocínio do Banco do Brasil ao Miss Universo 2011. Nota da Contraf, vídeo e trecho de matéria do Críticas


Nota oficial e denúncia jornalística

Da redação TV em Análise

Primeiro, a nota oficial da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro:

Bancários repudiam declaração de Felipão

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) repudia a declaração do técnico Luis Felipe Scolari sobre o trabalho dos bancários do Banco do Brasil, feita na entrevista coletiva desta quinta-feira 29, no Rio de Janeiro, ao reassumir o posto de treinador da Seleção Brasileira.
Ao afirmar que, “se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada”, Felipão não apenas desrespeita os trabalhadores bancários, como demonstra total desconhecimento sobre a realidade do trabalho no sistema financeiro nacional.
Cerca de 1.200 bancários são afastados do trabalho mensalmente, por razões de saúde, vítimas do assédio moral e da pressão violenta para que cumpram as metas abusivas de produção e vendas impostas pelas instituições financeiras, inclusive o Banco do Brasil.
Luis Felipe Scolari começou mal como novo técnico da Seleção Brasileira. Esperamos que ele não esteja tão desatualizado sobre futebol quanto está sobre as relações de trabalho nos bancos.

Carlos Cordeiro
Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)”

Segundo, excerto de matéria do Críticas publicada em 9 de outubro de 2011:

“Só para se ter uma ideia, a máquina pública patrocinou duas das quatro cotas nacionais do Miss Universo 2011, via Banco do Brasil (federal) e Prefeitura da Cidade de São Paulo (municipal, atendendo pleito da NBC e da MUO).”

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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Uma resposta para Luis Felipe Scolari e o patrocínio do Banco do Brasil ao Miss Universo 2011. Nota da Contraf, vídeo e trecho de matéria do Críticas

  1. romu disse:

    Já trabalhei no Banco do Brasil e sei que o que passa na cabeça do Filipão é o mesmo equívoco que passa na cabeça de muita gente. Certa vez, fui procurado por um empresário emergente que queria abrir uma conta e fazer algumas aplicações. Ao me perguntar qual pacote seria melhor para ele, disse: “o que pode te proporcionar maior equilíbrio entre rentabilidade, liquidez e segurança é esse. Entretanto, para o banco, seria mais interessante que você investisse nesse outro”. O empresário, espantado, me perguntou porque ele iria então aplicar em algo que seria melhor para o banco em vez de melhor para ele mesmo. Disse que o outro pacote não era tão ruim e que, a longo prazo, o banco poderia reconhecer e oferecer-lhe alguns descontos em taxas de administração, por exemplo. O empresário preferiu fazer um mix. O meu chefe, ouvindo a conversa, me “delatou” para o gerente dizendo que eu estava agindo contra os interesses do banco.
    O gerente me xingou até, rs: “maldito delegado sindical. Já não basta insuflar os outros funcionários, agora dá prejuízo para o banco e blá, blá, blá”. Um tempo depois, veio uma greve dos bancários em que tivemos 90% de adesão na agência em que eu trabalhava. Finda a greve, fui procurado pelo tal empresário que me disse: “a greve de vcs me deixou p… Só não fechei minha conta porque gostei da sua sinceridade”. Não resisti e contei o que havia acontecido comigo por causa daquela sinceridade. O empresário se indignou e foi ao gerente protestar em minha defesa. O incrível é que o gerente o escorraçou falando que se era para defender “sindicalista insubordinado”, não fazia questão que o empresário mantivesse negócios com a agência “dele” (sic). Resultado: o empresário fechou a suculenta carteira que tinha no banco e saiu esbravejando e prometendo falar mal do Banco do Brasil para todo mundo. É a cúpula que sempre difamou o próprio banco.

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