Para o consumidor final e para o anunciante de TV paga: estreias e retornos das séries americanas na fall-season brasileira 2012


Levantamento não inclui produções de canais infanto-juvenis; sitcom cancelada com Teri Polo abre temporada nesta segunda-feira (12)

Da redação TV em Análise
Com texto de Fernanda Furquim, na Veja Online

Divulgação/ABC

https://i0.wp.com/www.tvequals.com/wp-content/uploads/2011/10/MAN-UP-ABC-Pilot-Episode-1-4.jpg
Teri Polo em cena de Man Up, que o canal Sony começa a exibir na tarde desta segunda-feira (12)

Chegou a hora: nesta postagem, o TV em Análise Críticas apresenta a relação de estreias e retornos de algumas séries americanas para a fall-season 2012 nos canais pagos brasileiros, programadas para o restante deste mês. Eis o cronograma (sujeito a alterações):

PEQUENO CRONOGRAMA DA “NOSSA” FALL-SEASON
Como reza a tradição, maioria das estreias dos canais pagos acontecia geralmente em novembro. No entanto, algumas produções (realities de competição inclusos) já estrearam em outubro e por esta razão não estão listadas
Data Horário* Programa Canal Temporada
12/11 17h Melissa & Joey Sony
12/11 17h30 Man Up Sony
12/11 22h Beauty and the Beast Universal
13/11 17h Happy Endings Sony
13/11 17h30 Rules of Engagement Sony
13/11 21h Revenge Sony
13/11 22h Chicago Fire Universal
14/11 17h Parks and Recreation Sony
13/11 17h30 Community Sony
14/11 22h15 Glee FOX
15/11 17h Drop Dead Diva Sony
16/11 17h Cougar Town Sony
16/11 17h30 30 Rock Sony
16/11 22h The Glades A&E
17/11 18h Up All Night Universal
19/11 21h NCIS AXN 10ª

*Horários de Brasilia

O que é a fall-season?

Em setembro tem início nos EUA a Fall Season (setembro, outubro e novembro). Este é o período mais importante para os canais de rede aberta da TV americana. É na Fall Season que boa parte das novas séries estreiam, substituindo as produções canceladas em maio.
Uma série que estreia em setembro tem até o mês de novembro para ‘mostrar a que veio’. As produções que não conseguem estabelecer rapidamente uma boa audiência (ou a promessa de uma audiência maior) são retiradas da grade de programação dos canais (canceladas).
O prazo é curto para muitas delas, mas é um período estabelecido em contrato entre canais e anunciantes que adquiriram espaços comerciais no upfront. Os contratos têm a duração média de 52 semanas de anúncios a partir da(s) estreia(s) do(s) programa(s), contando as reprises. No entanto, existem cláusulas contratuais que permitem aos anunciantes cancelarem até 25% (ou a porcentagem que for definida) do valor total de seu contrato caso as séries nas quais compraram espaços publicitários não consigam conquistar a audiência prevista no prazo de três meses (ou seja, novembro, após a divulgação do Sweeps de Novembro da Nielsen).
Nesses casos, um anunciante que comprou espaços publicitários nas séries ‘X’ e ‘Y’, poderá solicitar que o valor pago à série ‘Y’ seja transferido para a série ‘X’, caso a série ‘Y’ não corresponda às expectativas. Caso o anunciante deseje se manter na série ‘Y’ ele poderá solicitar que o canal reduza o valor cobrado pelo espaço publicitário, com base na baixa audiência da série (mas, muitas vezes, esta alternativa não compensa para o canal manter a série no ar).
Para os canais e para os anunciantes, o conteúdo do programa não importa, desde que traga elementos que possam atrair um grande público. Desta forma, o canal tende a produzir a mesma história narrada de diferentes formas, estrelada pelos mesmos tipos de personagens que fizeram sucesso em outras produções. Cabe aos produtores injetar originalidade em uma proposta já vista anteriormente. Para o anunciante, o que importa é o valor do espaço comercial (ou da inclusão de anúncios na narrativa), o alcance que a exibição do comercial terá e a frequência com que ele será apresentado. Para os canais da rede aberta, o que interessa é o anunciante.
Assim sendo, nesta temporada teremos séries que tentam resgatar elementos que fizeram sucesso com Lost, House, Sherlock, Dexter, Justified, Modern Family, Revenge, Enlightened, Raising Hope, Rescue Me, Smallville, Sex and the City, Downton Abbey e outros, além de remakes de clássicos ou de produções internacionais, bem como versões para TV de obras de sucesso no cinema ou na literatura.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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