Rubens Ewald Filho: Os filmes com perspectiva de possível indicação ao Oscar 2013


Normalmente o termômetro mais confiável para o Oscar é o Festival de Toronto, Canadá

No R7

Normalmente o termômetro mais confiável para o Oscar é o Festival de Toronto, Canadá, perto da fronteira e das cataratas, onde são apresentados os filmes em seu primeiro grande teste com público, crítico e mercado. Alguns deles depois disso já estão sendo exibidos (como Argo), outros ainda não falamos aqui.

Vamos então começar a nos familiarizar com eles:

The Master – é o novo filme do queridinho dos jovens críticos Paul Thomas Anderson, que era visto como uma análise ou crítica do misterioso e perigoso fundador da cientologia. Como Paul é amigo de Cruise, parece que ele fez algumas mudanças no filme que acabou misterioso e insatisfatório e, pior que isso, incompreensível.

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Mesmo assim ele passou no Festival de Veneza onde levou o prêmio da crítica, da direção e de atores empatado com Joaquim Phoenix e Philip Seymour Hoffman.
Quem não lembra, Paul é o realizador de Boogie Nights, Magnolia e Sangue Negro. Com certeza vai estar no Oscar.

Silver Linings Playbook – com Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro. Direção de David O. Russell de O Vencedor e Três Reis. Depois de passar meses num sanatório e perder tudo, o herói volta para a casa da família e encontra uma mulher mais atrapalhada que ele. Ganhou Melhor filme (Narrativo) em Toronto onde também foi sucesso de público.
Duas atrizes francesas parecem certas como indicadas: Emanuelle Riva, a veterana estrela de Hiroshima, mon Amour retornou ao lado de Jean Louis Trintignant, no filme Amour, de Michael Haneke e Marion Cotillard de Ferrugem e Osso/De Rouille et e de Os de Jacques Audiard. Ambas estiveram em Cannes onde Amor levou a Palma de Ouro.

O Impossível/The Impossible, de Juan Antonio Bayona. O diretor de O Orfanato tenta agora algo mais ambicioso, reconstruindo a tragédia do Tsunami. Dizem que Naomi Watts deverá concorrer como protagonista e Ewan McGregor como coadjuvante (fazendo o marido dela).

The Sessions, de Ben Lewin (O Favor, o Relógio e o Peixe Muito Grande, Georgia). Revelado em Sundance, o drama de um homem que está num pulmão de aço e que deseja ter ao menos uma vez na vida um contato sexual. Com Helen Hunt, William Macy e John Hawkes como protagonista (o tio de Inverno D´alma).

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Life of Pi – a volta do diretor Ang Lee (Brokeback Mountain) desta vez sobre um menino indiano chamado Pi, filho do guarda do zoológico, que se encontra na companhia de bichos quando sofre naufrágio no Pacífico. Junto com ele um tigre de bengala, uma hiena, uma zebra, e um orangotango.

Flight – Depois de anos, finalmente Denzel Washington trabalha com um diretor classe A, sobre Robert Zemeckis, um piloto que salva um avião de desastre certo, mas depois as investigações revelam algo surpreendente.

Anna Karenina – Keira Knightley se reúne novamente com seu diretor de Orgulho e Preconceito e Amendment, Joe Wright. Tem gente que acha obra-prima, outros que não curtem.

Cloud Atlas – Ficção científica, estreia em 25 de dezembro no Brasil. A Volta dos Irmãos Wachowski, de Matrix, ao lado diretor alemão Tom Twyker numa superaventura no tempo. Um espírito passa de assassino a herói, em séculos em que um ato de gentileza provoca revolução. Com Tom Hanks, Halle Berry, Hugh Grant e Susan Sarandon.

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Este é o primeiro filme onde um dos Wachowski sofreu operação de mudança de sexo e já se apresenta como Lana Wachowski.

Quartet – Estreia na direção, aos 75 anos, de Dustin Hoffman, numa história de uma apresentação de quarteto de cordas num festival de Verdi, que é perturbada pela chegada de uma diva. Com Maggie Smith, Michael Gambon e Billy Connelly.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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