Mais uma da KSL, afiliada da Globo (NBC) em Utah. Contra o Ryan Murphy, o Rouge, o Olimpop e o casamento gay


Tevê de mórmons proibe The New Normal

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Divulgação/NBC

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Na foto, Andrew Ranells e Justin Bartha como Neil Patrick Harris e David Burtka

Declaração de Jeff Simpson, CEO da Bonneville International, empresa proprietária da KSL-TV, canal 5.1, de Salt Lake City sobre o status de The New Normal em sua grade de programação para a fall-season ao jornal The Salt Lake Tribune:

“O diálogo pode ser excessivamente rude ou bruto. As cenas podem ser muito explícitas ou as caracterizações pode parecer ofensivas”

Declarações do presidente da GLAAD, Hernon Graddick, sobre a decisão absurda da Igreja Mundial (leia-se: Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) em proibir a exibição da obra de Ryan Murphy em seu canal de tevê:

“Famílias do mesmo sexo são uma parte querida da televisão norte-americana graças a shows como Glee, Modern Family e Grey’s Anatomy

“Enquanto público, críticos e anunciantes têm todos apoiado histórias LGBT, a KSL está demonstrando o quanto profundamente está fora de contato com o resto do país”

Mas, como diria a Ellen Birkin (a mãe de aluguel da trama), escreveu em seu Twitter Law & Order: SVU (estupro e assassinato de crianças) pode?
Ofender piauienses no jornal da globo, no RJTV e no Jornal do Almôço da RBS(*)-TV também?
Desqualificar José Miguel Wisnik na revista Veja junto com a obra de Chico Buarque também?
Exaltar o fugitivo Diogo Mainardi (o suposto “Oráculo do Leblon”, que tem nas costas vários processos e condenações por calúnia contra desafetos como o Paulo Henrique Amorim) também pode?
Dizer que a Tupi não foi fechada por conveniência política (ligação do governo militar de João Figueiredo com a Rede Globo e com o Grupo Sílvio Santos) e sim por dívidas com a Previdência Social também pode?
Negar a existência do mensalão tucano mineiro (da Nayla Micherif) também pode?
Mas um casal gay ter um filho (via portadora gestacional) é impróprio numa tevê aberta sob concessão do Estado (segundo a sambista Beth Carvalho)?
Recomenda-se ao sr. Jeff Simpson escutar Coisinha do Pai, composição de Luís Carlos, Jorge Aragão e Almir Guineto, gravada pela sambista carioca em 1979. Para ver se o sujeito se manca:

No ano passado, a mesma KSL já havia proibido a exibição de The Playboy Club, cancelada devido à baixa audiência e à pressão da turma do Silas Malafaia. A nota abaixo foi extraida do post “Tudo caminha para o Miss Universo 2011 mudar de horário em relação a 2010”, publicada em 27 de junho de 2011. Relembre:

KSL removes Playboy Club from fall TV schedule
June 12th, 2011 @ 10:13pm

KSL Television has informed the NBC Network that the station will not carry the program, the Playboy Club, scheduled to begin on NBC in September.
The decision is based on the station’s long-term policy to screen programming for material which significant portions of our audience may find objectionable.

“The Playboy brand is known internationally. Everyone is clear what it stands for. We want to be sure everyone is clear what the KSL brand stands for, which is completely inconsistent with the Playboy brand.” -Mark Willes

KSL President and CEO Mark Willes said, “The Playboy brand is known internationally. Everyone is clear what it stands for. We want to be sure everyone is clear what the KSL brand stands for, which is completely inconsistent with the Playboy brand.”
KSL and the network will look for options to allow the show to be seen in this market on another channel.
KSL Programming Director Michelle Torsak said, “Our intent is not to tell people what they can and cannot watch, but rather to share programming with our audience in accordance with our mission.”
KSL and the Deseret Media companies are sponsors of the “Out in the Light Campaign,” which seeks to educate people on problems associated with viewing sexually explicit material”.

(*)Não é Rede Brasil Sul e sim Rede Bunda Suja (da Natália Casassola), afiliada global em Santa Catarina que tem entre seus diretores o pai de um dos estupradores juvenis de Florianópolis denunciado pelo Tijoladas do Mosquito e pelo Jornal da Record

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Elliot Stabler da direita, Imperialsmo midiático, Séries e marcado , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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