Bruce Jenner, PSDB, evangélicos e Financial Times: Bolt não é o maior atleta de todos os tempos


Produtos do colonialismo britânico

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Getty Images

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Na foto, Altamiro Carrilho e Seu Jorge

A reportagem abaixo, extraída do Viomundo, serve mais ou menos para ilustrar o que o Bruce Jenner, na condição de “comentarista” da NBC para as recém-encerradas Olimpíadas de Verão de Londres, tem a dizer do Usain Bolt ao famigerado TMZ: negar que é o maior atleta de todos os tempos. Direto ao texto:

“Bolt is not out of the blue

por Roger Blitz, no Financial Times

sugestão do Marcelo de Matos

Quando se trata de sucesso olímpico em Londres, a Jamaica tem a receita. Muito antes de Usain Bolt detonar seus oponentes para reter o título dos 100 metros, inclusive o medalhista de prata e compatriota Yohan Blake, no domingo, outro corredor já tinha fixado no chão a marca da ilha caribenha.
Arthur Wint ganhou o ouro nos 400 metros nos Jogos Olímpicos de Londres em 1948, com tempo de 46,2 segundos, numa pista pesada do estádio de Wembley. Outro jamaicano, Herbert McKenley ficou com a prata. Outros jogos, mesmo resultado: 1-2 da Jamaica no atletismo.
Esta é a semana da Jamaica. Na segunda-feira, a ilha marcou o aniversário de 50 anos da independência do controle britânico. “Eu queria dar à Jamaica um grande presente de aniversário e penso que foi um bom começo”, disse Bolt depois da vitória.
Bolt e Blake vão repetir suas brincadeiras pré-corrida de novo, na classificação dos 200 metros, na terça-feira, um evento que, se espera, eles também vão dominar.

[Nota do Viomundo: De fato, dominaram, repetindo o 1-2, ouro e prata]

Os jamaicanos são favoritos para os revezamentos 4 x 100 masculino e feminino. Shelly-Ann Frase-Pryce e Veronica Campbell-Brown ganharam o ouro e o bronze nos 100 metros femininos de sábado.
“Existe um domínio garantido das provas por um longo tempo”, disse Albert Francis, da Associação de Atletismo Amador da Jamaica.
A base de tal confiança é a longa história do atletismo na Jamaica. O atletismo bate mesmo o cricket, que domina a cultura esportiva da maioria das outras ilhas caribenhas.
As medalhas de Wint e Bolt cobrem um espaço de seis décadas, mas ambos foram competidores nos campeonatos nacionais de atletismo da Jamaica que os britânicos estabeleceram na ilha um século atrás.
“Você não pode de repente plantar um esporte num cenário lunar”, diz Lord Coe, presidente do comitê organizador de Londres e presidente honorário do clube de corrida de Bolt e Blake na Jamaica, o Racers.
“O sucesso jamaicano não é um fenômeno repentino. As competições escolares anuais são disputadas diante de multidões de 50 mil pessoas. É um esporte que está arraigado na psique da nação”.
A Jamaica já acumulou 59 medalhas olímpicas desde a pioneira corrida de Wint. Por direito, deveria ter muito mais. Corredores nascidos na Jamaica dominam os 100 metros nas Olimpíadas. Mas, por uma variedade de razões, inclusive ofertas de treinamento em universidades dos Estados Unidos, jamaicanos competiram sob diferentes bandeiras.
Linford Christie ganhou o título em Barcelona, em 1992, como britânico. Quatro anos depois, Donovan Bailey ganhou o ouro em Atlanta pelo Canadá. Ben Johnson, o infame canadense que se dopou em Seul, em 1988, também nasceu na Jamaica.
O mesmo vale para outros eventos. E a lista cresce se incluirmos atletas com pais jamaicanos. Nela pode ser somada a garota propaganda britânica destes Jogos: a heptatleta de ouro Jessica Ennis.
Mas a taxa de imigração da equipe de atletismo da Jamaica agora está se reduzindo, diz o sr. Francis. O governo, o setor privado, patrocinadores e indivíduos investiram em instalações esportivas no país. A Jamaica tem cinco pistas sintéticas de atletismo. Crianças cujos pais agora poupam para comprar sapatilhas antes corriam descalças na grama.
Quanto mais o esporte se tornar comercial, mais fácil será para a Jamaica reter a próxima colheita de Bolts e Blakes.
Outros países tem tentado reivindicar o talento das equipes de atletismo da Jamaica desde o início. Uma reportagem sobre a vitória de Wint no estádio de Wembley, no [diário britânico] Western Morning News, dizia: “Como uma colônia da Coroa, a Jamaica tinha como seu hino God Save the King, mas o público de 67 mil pessoas tinha uma justificada reivindicação sobre o atleta, já que Wint fez boa parte de sua carreira neste país”.
Wint foi o primeiro campeão olímpico da Jamaica. Embora alguns tenham escapado da rede, muitos outros virão.

PS do Viomundo: Uma forma educada de o Financial Times dizer que tudo se deve à sabedoria do colonialismo britânico”.

Sabedoria colonialista essa também compartilhada por Jenner, tentativa fracassada de Galvão Bueno da NBC (perdeu a credencial para o Ryan Seacrest). E também pelo Inri Cristo, pelo apóstolo Valdemiro, pela Sally Field, pelo Sérgio Guerra, pelo padim Cerra, pela Julian(n)a Paes (Margulies), pelos bajuladores da presidenta Dilma na imprensa conservadora-globelezada…

Reproduções/Viomundo

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Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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