Miss Brasil(*) 2012: Continua a censura da Band aos coordenadores estaduais


Não saiu no jornal nacional, na Veja, não é notícia

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Divulgação/UFC

Textual / Divulgação
Na foto, um colonista(**) social do Diario do Povo do Piauí – travestido de lutador do UFC – trocando carinnhos com o doutor Frasier Crane na madrugada da Globo

Qualquer criancinha sabe que, ao acessar a Wikipedia, não se deve colocar em suas edições a data fabricada pelos colonistas(**) da direita conservadora – 22 de setembro – como definitiva para o pseudo-concurso Miss Brasil(*) 2012. Marmota pura, fabricada por gente venal da pior espécie como Nelito Marques, Elio Gaspari e Flávio Ric(c)o – farinha do mesmo saco. Droga do mesmo lixo, como diriam o Chael Sonnen antes de chamar de maricas o Anderson Silva na calada da madrugada globelezada para tomar soco antes dos Simpsons – menos para quem teve a sorte de pagar R$ 70 para ver a luta no canal por assinatura Combate, da Globosat Canais – e o Kelsey Grammer na paródia tripla do comercial da Chrysler no Super Bowl XLVI, made by Saturday Night Live, no canal básico Sony.
Como até o reino mineral de Michael C. Hall sabe, a Enter, empresa de eventos do Grupo Bandeirantes, e a Rede Bandeirantes (por orientação da Globo, sua parceira no futebol) proibiu coordenadores estaduais de repassarem detalhes da etapa brasileira do Miss Universo(*) 2012 para a imprensa golpista e assassina de reputações, a grande imprensa, em resumo. Aquela mesma que, via portadores gestacionais de mau jornalismo tipo Conjur (a Giuliana Rancic entende disso melhor que o Olavo Setúbal, do Banco Itaú, que só entende de cheque na novela das nove), processa blogueiros independentes e progressistas, como Rodrigo Vianna e Paulo Henrique Amorim, por exemplo.
Se estivesse nas mãos da Globo – que elege presidentes, misses e governadores e indica ministros e o técnico da selecinha de futebol (para Copa do Mundo), vá lá. Renderia manchetões positivos da Folha(***), do Estadão, da sujíssima revista Veja e de portais aliados à doutrina neoliberal do consórcio PSDB-DEM-PPS-PT para as concursantes locais ao Miss São Paulo(*), Miss Minas Gerais(*) e Miss Rio de Janeiro(*), por exemplo. E, como na imprensa venal vale o ditado de que “não saiu no jornal nacional não é notícia”, preconizado pela malvadeza de Antônio Carlos Magalhães (cuja escola influenciou até mesmo poetas testas-de-ferro como Ronaldo Cunha Lima, morto neste sábado [7])… Nope, nothing, coisa nenhuma. A saída e vender aos coordenadores estaduais um conto de fada, uma ilusão mais perdida que letra do Cazuza (Ideologia, 1988). Um combinado de Grimm – a linha editorial do jn, do jornal da band e da Raquel Welch-Sheherazade do SBT Brasil – com reality de competição de drag-queens comandado pelo RuPaul na Vh1.
Censurados pela Enter, os coordenadores estaduais do Miss Brasil(*) recorrem à dança do créu para driblar as restrições noticiosas para tentar atenuar a agonia em que já se transforma a preparação das candidatas já eleitas (as que ainda estão por se eleger não entram nesta conta). Querendo bancar o espertinho, Nelito Marques recorreu à sua colona do dia 23 de junho no Diário do Povo para plantar batata, achar agulha em palheiro, em matagal. Inventou uma data que, pelo conflito com a corrida eleitoral para prefeito da maioria dos municípios, não existe. É imaginária e ilusória. Existe só para a Band fazer campanha para o Maior de Todos os Brasileiros, o Torquemada do PSDB, o ministro das ambulâncias superfaturadas do (des)governo FHC, o Rei do Pedaço dos genéricos, do combate à AIDS e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Desconfie: Miss Brasil(*) 2012 mesmo, só no dia 13 de outubro. O resto é conversa para bovino (da JBS e da Igreja Mundial, devedora da Band) adormecer.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)Convém lembrar que colona não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. Tratam-se de colonistas que, na visão de Paulo Henrique Amorim, “…tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso específico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…”. Para o Críticas, tratam-se de colonistas sociais que tratam o Brasil como um combinado de Venezuela em termos missológicos com um Sudão em termos econômicos, sociais, de infra-estrutura (vide a campanha que a Globo e a Band fazem contra a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Verão de 2016 por causa dos aeroportos) e de educação. Mais: tratam-se de colonistas sociais, calunistas de sites de celebridades, de jornais facistóides e de revistas de entretenimento que jamais reconhecerão Haley Reinhart, James Durbin, Scotty McCreery e Lauren Alaina, finalistas do American Idol em 2011, como promessas da indústria fonográfica. Preferem a Paula Fernandes, o Neymar, o Elano, o Luan Santana, a Nayla Micherif, a Mariana Rios, namorada do Di do NXZero e a Giovanna Lancelotti, namorada do Pê Lanza do Restart, ambas empregadas da Rede Globo, à Pia Toscano, ao Paul MacDonald, ao Ruben Studdard, à Lindsey Vonn, ao Johnny Weir, ao Clay Aiken, ao Francis Lopes, ao saudoso Raimundo Soldado, ao Israel Lucero, ao LeeDewyze, ao Goffredo da Silva Telles Jr., autor da Carta aos Brasileiros de 1977, à Sarah Michelle Gellar….
(***)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Ética nos concursos de beleza, Globelezação, Imprensa monopolista, Jóia da coroa, Law & Order: Pesadelo de Miss, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais, Samba de uma nota só, Terrorismo eleitoral e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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