Bandeirantes toma decisões de gabinete e vende um concurso de miss que não existe


Procon neles!

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Divulgação/Band (Juliana Silveira/Floribella) e Reprodução/IstoÉ (Geisel e Golbey)

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Floribella, o aprendiz e o feiticeiro

A contratação, sem licitação, da empresa Floresta para produzir as transmissões dos concursos Miss São Paulo 2012 e Miss Brasil 2012 para a Enter, empresa de eventos da Rede Bandeirantes, põe em risco a reputação de um país que já teve glórias, no passado, nos três principais concursos internacionais de beleza, mais especificamente no Miss Universo. Embora tenha uma larga folha de serviços prestados à própria Band (foi diretora artística entre 2007 e 2009), a italiana Elizabetta Zenatti não sabia o tamanho da enrascada em que se meteu, depois da “bomba” dos finalistas do The Ultimate Fighter Brasil, da Rede Globo, antecipada pelo portal R7 em março último.
Depois de expulsar a Gaeta Promoções e Eventos da gestão fraudulenta da etapa brasileira do Miss Universo, após reclamações de vários coordenadores estaduais, a Enter achou que encontraria a “mina de fé” nos contratos de arrendamento de horários com duas igrejas (a Mundial, do apóstolo Valdemiro Santiago, e a Assembleia de Deus, de Silas Malafaia) e com o acordo direto com a Miss Universe Organization, intermediado pela própria Globo. Quebrou a cara. Durante anos, a Band achava que a volta dos concursos de misses à mídia era realização sua (Não era: os direitos foram repassados pela Globo em 2003, após um ano de certame na Rede TV!). Fez um torra-grana na festa-fracasso do Miss Brasil-Miss Universo 2004. Transformou a Fabiane Niclotti no Felipe Melo do Lipstick Jungle da elite gaúcha (anos antes da série com a Brooke Shields ter sido criada para a rede americana NBC, co-proprietária do Miss Universo[*] ao lado do aprendiz Donald Trump, o Geisel do Golbery da missologia internacional). Vendeu uma marmota e a sublicenciou de brinde para a responsável artística pela adaptação pátria da novelinha teen Floribella, em 2005, nas costeletas do amparo estatal do governo do Rio de Janeiro (que bancou uma cota master do Miss Brasil por três anos – nas gestões de Anthony Garotinho e Sérgio Cabral Filho, em locais diferentes do Rio, incluindo um apertadinho ao lado do Museu de Arte Moderna, no Aterro do Flamengo – aquele mesmo que pegou fogo em 1978 – matéria do Chantástico[*] abaixo – na cabeça da Niomar Moniz Sodré e na toupeira do Celso Freitas).

Mais: as datas vendidas para a imprensa venal do Merval Global do Michael C. Hall e o Melhor do Carnaval (UOL[**], por exemplo) são todas falsas. Para se ter uma ideia, em 11 de agosto, data proposta para o Miss São Paulo, os canais pagos ESPN, ESPN Brasil, ESPN+, Bandsports e Sportv estarão reprisando provas das Olimpíadas de Verão de Londres. Mais sensato seria adiar esse bendito certame para o dia 18, sábado seguinte. Outra coisa: marcar o Miss Brasil(****) 2012 para o dia 22 de setembro será a mesma coisa que a Band passar recibo de que vai apoiar José Serra no segundo turno da eleição para prefeito de São Paulo. Coisa puramente venal, estúpida. Caso de deninciar a Enter e a Floresta aos órgãos de defesa do consumidor por propaganda enganosa (vender um produto sem garantia de data) e propaganda eleitoral fora do horário permitido pela Justiça Eleitoral.
Repito: é melhor marcar o Miss Brasil(****) 2012 para o dia 13 de outubro, para não favorecer Pade Padim Cerra.

(*)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência
(**)UOL é o braço de Internet do Grupo Folha(****) em associação com a Abril-Naspers, que, quando governou a África do Sul, apoiou o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos. E, durante os 15 anos de governos tucanos em São Paulo, ofereceu assinaturas de suas revistas sem licitação (inclusive livros pornográficos e revistas de mulher pelada) às escolas públicas do Estado.
(***)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(****)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Esportes, Força da Grana, Globelezação, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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