Coordenador do Miss Espírito Santo(*) deixa cargo e dá calote em candidatas


Denúncia é do Ministério Público e do promotor Jonah Dekker do Law & Order: Los Angeles do A Tarde é Sua da Globonews, também conhecido como Estúdio i (de idiotas)

Da redação TV em Análise

Fotos Mitchell Haaseth/NBC/Divulgação e Reprodução/Blog Fica a Dica


Dekker sobre propinas de Pina no Miss ES: “mostra escabrosa”

A quadrilha do empresário Boanerges Gaeta Jr., que mamndou e desmandou no concurso Miss Brasil(*) entre 1999 e 2011 ao lado da Rede Globo e de empresas aliadas como Rede TV! e Rede Bandeirantes, faz novas vítimas, desta feita no Espírito Santo. Com dívidas estimadas em R$ 400 mil junto a coordenadores municipais, o produtor Wildson Pina renunciou na quarta-feira, 25 de abril(**), ao cargo de coordenador geral do concurso Miss Espírito Santo, que indica a representante capixaba à etapa brasileira do Miss Universo(*), cujos direitos pertencem à Geo Eventos, da Globo, e são sublicenciados à Enter-Entertainment Experience com a anuência da Miss Universe Organiaztion.
De acordo com matéria da versão eletrônica do jornal A Gazeta (ligada à afiliada da Globo no Estado, a TV Gazeta), Pina será substituído pelo empresário Ruslan Alstain, diretor de marketing da enpresa Sá Cavalcante, nomeada às pressas pela Enter e pela Rede Globo para coordenar o Miss Espírito Santo. Mesmo com a mudança, coordenações de vários municípios começaram a reclamar de maus tratos por parte da nova coordenação. De acordo com o promotor distrital da série Law & Order: Los Angeles Jonah Dekker, pelo menos 16 municípios já anunciaram que não competirão no Miss ES 2012, marcado para o dia 18 de julho, em Vitória.

Propinas

De acordo com denúncias de parentes das candidatas, Pina teria oferecido R$ 330 mil à Globo e à Enter, empresa de eventos da Band, para continuar com a franquia. Ao mesmo tempo, Pina teria lesado coordenações de 14 cidades com o não pagamento de comissões, exigido pela MUO, para retirar suas candidatas da disputa em favor de modelos pré-indicadas pelo seu esquema, operado em conjunto com a máfia de Gaeta Jr. e da ex-empresária e ex-coordenadora do Miss Brasil(*) Nayla Micherif em associação com a Globo, a Band e políticos do PSDB, DEM e PPS.
Segundo Dekker, “esta é a mais escabrosa mostra de corrupção na montagem de um concurso estadual realizado no Brasil, depois dos canibais de Garanhuns e da picadora da Yoki (empresa patrocinadora do Miss Brasil[*] em 2009)”. “Isso é coisa que se faça para um país que pretenda ser a maior economia do mundo, a começar de sua principal emissora de televisão, que elege presidentes, misses e indica ministros e até o técnico da seleção nacional de futebol?”, reclamou indignado o ator Terrence Howard em entrevista ao programa Roda Presa da TV Cultura, exibido na noite desta segunda-feira.
Procurados, Alstain e as direções da Globo, da TV Gazeta Vitória, do PSDB, do DEM, do PPS, da congregação Senhoras de Santana, do movimento Cansei e da Enter não quiseram se pronunciar sobre as acusações.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)Para não prejudicar a pauta do Chantástico(***) (mais congestionada de escândalos, fofocas e jornalismo “softcore” que o Inside Edition americano), a Globo de Vitória (Tevê Gazeta e Gazetaonline) optou por dar a notícia da queda de Pina TRÊS dias depois
(***)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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