Gloob, PSDB, DEM e você: me engana que eu gosto


Vem aí mais uma lambança de audiência. Colaboração musical de Marquinhos Satã, Diogo Nogueira, Alfred Molina, Terrence Howard, o Jonah Dekker do A Tarde é Sua, e Richard Belzer, o feio de Law & Order: SVU

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Paulo Liebert/Agência Estado/28.01.2012 e Divulgação/Globosat

logo gloob 3D 22 pequena e1326463946936 Conheça a marca do Gloob, primeiro canal infantil da Globo
Um mundo de truculência aprovado para todas as idades

Trecho de comunicado da NET sobre o lançamento do Gloob, canal infantil da Globo:

“Com uma programação composta por desenhos, séries de dramaturgia, filmes e interprogramas, entre produções internacionais e nacionais, o canal resgata valores importantes como amizade, companheirismo, não violência, coragem e respeito às diferenças“.

Convenhamos: para um canal que se apresenta assim para seu público-alvo, passar desenhos de algum grau de violência como He-Man, She-Ra e até mesmo o inofensivo Popeye não seria incoerência? Seria um sinal de loucura?
Para quem entende de “respeito às diferenças” como o Gloob, seus aliados políticos, PSDB, DEM e PPS e asseclas como Andrea Matarazzo (que agrediu covardemente Arielli Tavares Moreira, quintanista de Letras da USP numa manifestação diante do Museu de Arte Contemporânea, que o define como “pessoa que está de mãos dadas com a especulação imobiliária há tanto tempo” e “filho da elite paulistana”) a foto acima, tirada pelo repórter Paulo Liebert, da Agência Estado, em 28 de janeiro vale mais que mil palavras. Para quem não lembra, Matarazzo ordenou que a TVE do Rio (atual TV Brasil) censurasse, em 1999, a exibição de um Roda Morta da TV Cultura de São Paulo com o líder do MST, João Pedro Stédile, que numa entrevista ao programa Brasil em Discussão, da Record News, acusou a Globo (empresa-parente do canal Gloob) de criminalizar o movimento social – minutos 24:11 a 24:30. Como o faz até hoje, mediante suas parcerias com Band e SBT para futebol, Carnaval e até mesmo concursos estaduais de misses(*).

Smurfs, vá lá, ecco!. Mas recorrer ao método Andrea Matarazzo de programação de séries de animação, embora clássicas, e live-action contemporâneas faz o Gloob recorrer aos expedientes mais tacanhos para desestimular o crescimento da tevê a cabo, impedindo a Anatel de dar novas licenças para cidades como Teresina, Parnaíba, Picos e Floriano, por exemplo. Querem que todas fiquem na base da gatonet e da Sky.

Divulgação/NBC


Na foto, Jonah Dekker como Marquinhos Satã

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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