Assunto da semana: A fantástica fábrica da imagem de Storybrooke


O carnaval de efeitos fantásticos de Once Upon a Time

Divulgação/ABC

ONCE UPON A TIME (ABC) Pilot Episode 1 (13)
Conto que encanta e desencanta ao mesmo tempo

Para quem acompanhou a rigor o piloto de Once Upon a Time (Sony, 5ª, 21h, legendado, e domingo, 22h, dublado) fica clara a remissão da trama produzida por Adam Horowitz e Edward Kitsis (da turma de Lost) ao padrão cultural dessas fábulas banalizadas nas telonas da Branca de Neve e os Sete Anões. Bingo. Feita a toque de caixa pela ABC Studios, braço da Disney, OUAT acerta e erra em vários pontos.
Com aval já recebido da ABC para uma segunda temporada, a trama acerta na questão dos efeitos visuais, caríssimos para a continuidade da trama. É o mesmo ‘modus operandi’ de Terra Nova (Fox, já cancelada), mas sem as aberrações jurássicas de Steven Spielberg. Com três indicações na premiação da Sociedade de Efeitos Visuais (VES, na sigla em inglês), realizada em 7 de fevereiro, OUAT prima pela técnica da imagem e só.

Divulgação/ABC

ONCE UPON A TIME (ABC) Pilot Episode 1 (27)
Jennifer Morrison e Lana Parilla em Once Upon a Time: só decepção

A despeito do espetáculo visual, Once Upon a Time patina feio no campo da atuação. Embora a Rainha Má/Regina Mills da trama (Lana Parilla, 24 Horas e a fracassada Miami Medical) destoe do enredo frio, as atuações de Ginnifer Goodwin (como a Branca de Neve) e de Jennifer Morrison (como a caçadora de recompensas e fiadora Emma Swan) decepcionam. Não convencem nem o público infantil.
Sem destaques-chave no seu elenco, capazes de angariarem indicações aos Primetime Emmys (notadamente dominados por tramas de canais pagos, melhores, mais técnicas e mais refinadas), Once Upon a Time se destaca no campo técnico, mas deixa a desejar no quesito de roteiro, grudento como a animação-matriz de 1937. Agrada num ponto, mas decepciona em outros. A conferir. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (24/6)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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