Erlanger exclusivo: jornal nacional é programa de fofocas


A Globo paga à Giuliana Rancic e ao Ryan Seacrest para ler mexericos demotucanos contra a presidenta Dilma Rousseff, escritos pelo Merval Global do Michael C. Hall e o Melhor do Carnaval

Reprodução


Na foto, William Bonner e Patrícia Poeta

No Daniel Castro, do R7:

Jornal Nacional não é jornalismo, afirma porta-voz da Globo

Para o jornalista Luis Erlanger, diretor da Central Globo de Comunicação, o que o Jornal Nacional apresenta todos os dias não é jornalismo.
“Não estou falando que jornalismo para mim é o Jornal Nacional. Jornalismo para mim é o Roda Viva”, disse Erlanger ontem, aparentemente sério.
O porta-voz da Globo, que foi irônico em boa parte de sua palestra no evento Sonhar TV, em São Paulo, fez a afirmação no contexto de uma crítica ao excesso de leis que regulamentam a televisão brasileira.
Ao criticar a obrigatoriedade de as redes de TV a veicularem 5% de jornalismo, Erlanger lembrou que até alguns anos atrás o SBT usava o Programa do Ratinho para cumprir a norma, pois produzia muito pouco telejornalismo. Em seguida, ele declarou seu conceito de jornalismo, que exclui o principal telejornal da Globo – e de toda a TV brasileira.
“O Brasil tem lei pra caramba”, desabafou o jornalista, de 57 anos.
O Sonhar TV é um projeto da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura que pretende discutir a “televisão dos sonhos” e propor uma política para o setor. Mantém um site, o http://www.sonhar.tv, em que profissionais e pensadores diagnosticam a TV brasileira e falam sobre o que gostariam de ver.

Censura

Para Luis Erlanger, há uma “escalada de patrulha e censura moral” no país e “vários fatores conspiram contra a televisão”. Ele citou a classificação indicativa feita pelo Ministério da Justiça e tentativas de criação de órgãos de controle público da mídia.
“Nós somos favoráveis à classificação indicativa. Somos contra a classificação impositiva”, disse, referindo-se ao fato de a classificação indicativa ser atrelada a horários _um programa impróprio para menores de 12 anos não pode ir ao ar antes das 20h.
Erlanger ridicularizou o argumento de técnicos do governo de que a classificação indicativa tem de ser como é atualmente porque muita criança passa o dia sozinha em casa.
“Problema de criança sozinha em casa não só a televisão. É o vizinho pedófilo, a faca na cozinha, a [revista] Playboy no banheiro”, disse.
O porta-voz da Globo também criticou as principais concorrentes da rede. Lembrou que o SBT já se manteve graças à Telesena, que a “parceira” Bandeirantes tem “um sistema de vender horário” e que a Record é ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.
Afirmou que a concessão de canais de TV segue “regras claras”, entre elas a de que políticos e igrejas não podem obtê-las. “Mas o Brasil tem dificuldade enorme de cumprir a lei”, alfinetou.
Erlanger, por fim, criticou a cobrança de que a TV tem de ser educativa. A educação, disse, é “papel do Estado”.

A seguir, carta enviada ao R7 por Luis Erlanger. O blog mantém todas as declarações publicadas:

Num esforço para criar polêmica, o colunista Daniel Castro distorceu meu enfoque no seminário Sonhar TV, realizado ontem, em São Paulo, insinuando uma falsa e descabida afirmação sobre o jornalismo em geral e o Jornal Nacional em particular.
A leviandade é ainda maior por omitir que fui diretor editorial do Jornalismo da Globo, tendo como uma de minhas prioridades o JN. Que, vale registrar, é, entre todas as mídias, o jornalístico de maior reconhecimento pelos brasileiros.
O que questionei é que, pela exigência de cotas para Jornalismo, programas como o do Ratinho foram listados na mesma categoria de telejornais como o
Jornal Nacional ou de programas como o Roda Viva, não cabendo a mim julgar nem um nem outro. Chega a ser curioso que tenha captado que em toda a minha fala o tom foi irônico e tenha tratado com seriedade essa comparação.
Reconheço que deve ser constrangedor para esta coluna ter que acolher essa explicação óbvia.”

Luis Erlanger

Central Globo de Comunicação”.

Em resposta à carta de Erlanger, o Críticas reafirma:

1-Em 1990, a Globo operou uma negociata para tirar a Miss Brasil 1989, Flávia Cavalcante Rebelo, de seu reinado para protagonizar novela do Cassiano Gabus Mendes. Flávia, então atrelada ao SBT, disse não. Perdeu o papel para a Luma de Oliveira. E mandou Roberto Irineu Marinho ir para o chuveirinho. Como troco, a Globo tirou o Miss Brasil e o Miss Universo do SBT e o escondeu da opinião pública por 13 anos;
2-De sistema de vender horários, a Band entende muito bem desde que herdou vários programas arrendados da extinta Rede Tupi após sua cassação pelo governo militar do general João Figueiredo, em 1980. Entre eles está o controverso O Despertar da Fé, da Igreja Universal, exibido hoje na Record e em algumas emissoras com as quais a IURD ainda tem contratos de cessão de horários;
3-A Band é parceira da Globo no concurso de Miss Brasil(**) desde 2003, quando a Globo aprovou a proposta da gaeta(*) para a Band. Nessa época, a Globo, graças à Joseane do BBB 3, tirou o Miss Brasil da raquítica Rede TV! E o repassou à Band a preço de banana;
4-Com sua cartinha babaca, Erlanger quer isso sim é alimentar a indústria direitista de fofocas, que já trabalhou para o PT em diversas ocasiões, sobretudo na eleição presidencial de 1989, após o debate Lula-Collor editado pelo jn;
5-Para finalizar, reafirmamos que o jornal nacional nada mais é que uma revista de fofocas políticas plantadas por PSDB, DEM, PPS e aliados para “matar”, derrubar a presidenta Dilma Rousseff. Poderiam empregar o Ryan Seacrest e a Giuliana Rancic para ocuparem os assentos do William Bonner e da Patrícia Poeta. Porque, calada, a Patrícia Poeta é uma poetisa. Como a finada Cora Coralina.

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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