Pauta musical – Música pra quê? – Sessão Herrera do Botafogo do Rob Kardashian: Ritchie – A Mulher Invisível (1984)


Direção: Paulo Sérgio Almeida; Direção de Arte: Oscar Ramos; Participação: Breno Moroni (como o Coringa); Música de Ritchie, Vinicius Cantuária e Evandro Mesquita; Texto de Rodrigo Vianna

Herrera, ao vivo, para a Globo: ‘música pra que?’
(Publicado originalmente em 21/5/2012 no Escrevinhador – modificações feitas pela redação deste Críticas – J.E.L.)

O Herrera já jogou no meu time, o Corinthians. Centroavante esforçado, o argentino está longe de ser craque. No Botafogo, tem ficado no banco. Nesse domingo, o Fogão perdia de 1 a zero quando Herrera veio a campo, no início do segundo tempo. Ele fez a diferença. Placar final: Botafogo 4 x2 São Paulo F.C., com 3 gols do Herrera.
O jovem repórter que acompanhava o Botafogo, na transmissão da Globo, correu até o Herrera no fim do jogo. Fez o correto: o argentino era o personagem do jogo. Mas o repórter caiu numa cilada. Resolveu ser “engraçadinho”, talvez contaminado pelo clima geral nos programas esportivos da emissora (atenção, nas transmissões há muita gente boa na Globo, que cobre futebol com classe e competência; mas, nos programas, a regra geral da nova geração é ser “soltinha” e “engraçadinha”): em vez de perguntar sobre o jogo, resolveu perguntar que música Herrera pediria no “Chantástico”(*).
Aparentemente, Herrera (da mesma forma que esse escrevinhador) desconhecia o fato de que goleadores tem o “direito” de pedir musiquinha no programa da Globo. O argentino foi seco: “Música pra que?” O repórter insistiu, e Herrera: “não, eu não peço música não; fico na música minha…” Mas “nem em castelhano”, quis saber o jornalista: “Não, nenhuma”.
Tudo isso ao vivo, como se pode ver a seguir:

Herrera virou tema no twitter, é claro. Centenas, milhares de mensagens… A maioria, de apoio ao atacante.
Mais tarde, no “Chantástico”(*), a surpresa (eu disse “surpresa”?). A Globo resolveu tripudiar. Tratou o comportamento do goleador botafoguense como “mistério”. Como se houvesse algum. O cara simplesmente disse “não”. É simples.
Para o Herrera, e milhares de torcedores, essa história da Globo querer pautar horários, comemoração e até a trilha sonora dos gols é de uma babaquice sem tamanho.
Pra completar a noite, um repórter (de Esportes) da Globo resolveu atacar o Herrera. E escreveu o seguinte no twitter: “Golaço do Chantástico(*). Tratou com normalidade e humor, o babaca do Herrera.”
A pancadaria entrou noite adentro. Foi mais um episódio didático, a mostrar como trabalham aqueles que se dizem preocupados com a defesa da “liberdade de imprensa” no Brasil. Um leitor, no twitter, fez o comentário certeiro:

@adamastaquio “Essa é a Globo e seu modo truculento de agir! Imagina o q a Globo n faz com coisa séria então… Tipo eleição!”

A gente sabe bem… Viu em 82 com o Brizola, em 89 com o Lula. E, quando se achou que isso estava superado, voltaram a atacar em 2006 e 2010…
O caso Herrera talvez ajude um público menos politizado a entender como eles operam. Por isso, tanto político em Brasilia tem medo de dizer não pra Globo. Precisa ser casca grossa, feito o Herrera…
Não se sabe o que vai rolar. De repente, pedem pra ele se retratar nos próximos dias, pra amaciar com a Globo. Pode até ser. Mas espero que o Herrera siga firme e honre as tradições de Paulo Cesar Caju, Afonsinho e João Saldanha – botafoguenses ilustres que não baixavam a cabeça pra milico em plena ditadura, muito menos pra jornalista (ou jornalismo) babaca.
Viva o Herrera!

Acervo Pessoal

marco_aurelio_souza
Na foto, Marco Aurélio Souza, o babaca que pediu música do Clay Aiken e do Arsenio Hall ao argentino Germán Herrera para tocar no Chantástico(*)

Celso Pupo/Agência Estado/03.02.2012

Herrera comemora gol do Botafogo sobre o Madureira (Foto: Celso Pupo/ Agência Estado)
Acima, a reação do rockstar argentino à inquirição do jovem jornalista da Tevê Globo, recrutado na Ali Camel(**) High Shool of Journalism: oh, Lord!

DJDM/WENN


Na foto, Rob Kardashian, empresário artístico do Herrera

(*)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência
(**)Ali Camel é aquele que se utiliza da Globo, de suas afiliadas e respectivas empresas-satélite (TV Verdes Mares, TV Diário do Ceará, TV Mirante, TV Cidade Verde de Teresina, TV Rondon de Cuiabá – estas, afiliadas do SBT, Rede Bandeirantes e afiliadas, só para citar as que carregam os concursos estaduais de misses mais poderosos e influentes) para povoar mentes desérticas e disseminar ideias golpistas e conservadoras (sem muito sucesso)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Bruce Jenner do Cala Boca Galvão, Globelezação, Música, Música Brasilis, Notas musicais, Sessão Herrera do Botafogo do Rob Kardashian, Vídeos e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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