Há coisa mais importante para a Miss Universe Organization resolver do que simplesmente processar uma miss estadual americana


Caso da Miss Pensilvânia que renunciou após denunciar suposta fraude no Miss USA 2012 serve de alerta para Trump acordar para o descalabro em que se transformou o emperramento do processo de anúncio da cidade-sede do Miss Universo 2012, previsto para 3 de dezembro em Nova York

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Greg Harbaugh/Miss Universe Organization/Divulgação e Reprodução/Veja

Miss Pennslyvania Sheena MonninCollor não perdoa VEJA por esta capa. Do seu ponto de vista, faz sentido. A questão é saber se a CPI será refém do seu ódio ou se vai tentar punir os bandidos de verdade
Na foto, a mulher-bomba e seu grande ídolo. Que não é Orlando Silva, o cantor das multidões, e sim o empresário Pedro Collor de Mello

As denúncias da ex-candidata da Pensilvânia, Sheena Monnin, de susposta fraude na apuração dos resultados do concurso Miss USA 2012 abrem uma cratera profunda na ocultação da divulgação da sede do concurso Misas Universo 2012, marcado para o dia 3 de dezembro, no Radio City Music Hall, em Nova York. Sob a stigmata do escândalo, a Miss Universe Organization tenta, como na novela das dez da Rede Record, mascarar uma realidade que já é palpável, óbvia, uluante. O desespero de Melania Trump ontem no E! News era tão visível que mal dá para acreditar no que ela diz não acerca da intenção de processar legalmente Monnin. Mas no complô que Donald Trump e a NBCUniversal montaram para escamotear dos telespectadores a verdade dos fatos.
Tal qual a Rede Globo na edição do debate entre Lula e Collor em 1989, a NBCU e a MUO agem para riscar do mapa toda e qualquer informação concreta sobre a data e a sede do Miss Universo 2012. Pelos parâmetros comerciais da NBC, esse negócio já foi fechado em maio último. Falta apenas assinar com a Madison Square Garden Inc. operadora da Tishman Speyer Properties, dona do Radio City Music Hall, e também com o prefeito Michael Bloomberg, para dar entrada nos documentos de licença para a apresentação do concurso em Nova York, cidade-sede aliás da NBC e da própria MUO.
Encerrados os prazos para o recebimento de propostas de cidade-sede em 15 de abril, NBC e MUO agiram às pressas para tentar colocar Las Vegas como sede do Miss Universo 2012. Fracassaram. Numa saída extrema, Paula Shugart tentou alertar Donald Trump de que seria necessário realizar o certame em Nova York, para evitar mais despesas. Só para organizar o Miss Universo 2011 em São Paulo, gastaram-se (em valores atualizados) US$ 34 milhões (R$ 68 milhões), sendo US$ 12,5 milhões da Enter-Entertainment Experience, braço de eventos da Rede Bandeirantes de televisão. O resto do montante veio de parcerias com os governos estadual e municipal de São Paulo, o governo do Distrito Federal, empresas privadas e até mesmo órgãos federais, como o Banco do Brasil, que converteu o apoio ao MU’ 2011 em cota de patrocínio para a exibição da final na Band aberta.
Advogados da Miss Universe Organization se esforçam para processar por calúnia uma simples candidata estadual que renunciou ao título local que denunciou manobras suspeitas. Pelas fontes ouvidas pelo E! News, dá para averiguar que a NBCU quer fazer é chover no molhado, atirar no próprio pé, provar do próprio veneno. Mais grave: tentam ocultar de você, leitor um filme cujo final já está escrito e não conseguiu ser filtrado pelo bloqueio midiático imposto por Donald Trump e sua turma ao processo que definiu a Grande Maçã como hospedaria do Miss Universo 2012. Essa turma ainda vai pagar caro.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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