Elize, a mulher-bomba das negociatas da Yoki com a gaeta(*), ex-organizadora do Miss Brasil(**)


Assassina confessa de fundador da empresa pode ser testemunha-chave para desbaratar esquemão de corrupção que contamina o concurso nacional de beleza desde 1990

Da redação TV em Análise

Nilton Fukuda/Agência Estado

Nilton Fukuda/Agência Estado/AE
Na foto, Dexter Morgan

A confissão de Elize Matsunaga na execução do esquartejamento do fundador da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, abre um precedente para que a viúva da Kitano abra para a Justiça paulista a caixa-preta das negociatas de prostituição e corrupção que envolvem a organização das etapas municipais e estaduais do Miss Brasil válido pelo Miss Universo(**). Putridão essa que já se arrasta desde 16 de março de 1990, quando Flávia Cavalcante, então Miss Brasil 1989, foi assediada por um emissário da Rede Globo, que a queria no elenco da substituta de Rainha da Sucata na faixa de novelas das 20h.
Como até os silos da multinacional norte-americana General Mills sabem, Flávia não aceitou ser atriz da Globo porque, segundo dizem os colonistas(***) da época, “não poderia abrir mão de seu reinado de Miss Brasil para trabalhar numa outra emissora como atriz”. A Globo usou o convite a Flávia para forçar, via Governo Collor e seu plano econômico diabólco, o SBT a protelar o Miss Brasil 1990 nas barbas da Miss Universe Inc. O resultado todos sabem: a Globo mandou esconder os concursos de misses da mídia até o presente dia.
Como diria outro notório picador, vamos por partes para entender o modus operandi da gaeta(*) com a Yoki:

1-Em 13 de maio de 2009, quatro dias após o concurso Miss Brasil, a Yoki emitiu 336 cheques administrativos para a Gaeta Promoções e Eventos formar o lobby de suborno dos jurados do Miss Universo 2009, nas etapas preliminar e final. Objetivo: dar uma “forcinha” para a potiguar Larissa Costa que, àquela altura, já contava com o apoio da InterTV Cabugi, da Band e de políticos do PSDB, DEM e PPS locais, além das prefeituras de Natal e São Gonçalo do Amarante e do Governo do Rio Grande do Norte;

2-No dia 22 de julho de 2009, a Yoki chegou a dar uma caução de R$ 783 mil à Rede Bandeirantes para patrocinar a transmissão do Miss Universo, inclusive pagando o deslocamento de repórteres para Nassau (Bahamas), para tentar dar mais detalhes nos telejornais da casa. Resultado: a Band mandou a Yoki de Kitano ir passear;

3-No rastro das investigações dos produtores das franquias CSI, NCIS e Law & Order sobre o esquemão de corrupção para eleger Larissa como Miss Brasil 2009, foram descobertos 389 cheques ao portador emitidos por Boanerges Gaeta Jr. à Yoki para “endossar” as propinas dadas aos jurados do concurso. Cada um deles recebeu cerca de R$ 37 mil em numerário para votar a favor das candidatas da conveniência da quadrilha liderada pela empresária mineira Nayla Micherif e seu esposo, Rono Neves, parente distante do senador tucano Aécio Never.

O que mais assusta nessa descoberta escabrosa é a ligação de certos missólogos com o submundo dos homicídios e da prostituição feminina, cujo maior prócer é o suíço Daniel Ackermann, falso vice-cônsul do Suriname preso em dezembro de 2009 por chefiar um esquema de tráfico internacional de mulheres, que chegou a envolver até a indicação da Miss Goiás 2010, arquitetada pela gaeta(*) e pelo governador tucano Marconi Perillo.

Manatovani Fernandes/O Popular/Futura Press

O suíço Daniel Dragan Lorenz foi preso com uma adolescente em Goiânia. Foto: Mantovani Fernandes/O Popular/Futura Press
Acima, o salafrário

Assusta ainda a cumplicidade de certos coordenadores estaduais do Miss Brasil(**) com criminosos dos mais diferentes graus de periculosidade. Do peixe pequeno à baleia assassina (não a Orca dos filmes, para tranquilizar os leitores mais ambientalistas, ligados à Julian[n]a Paes-Margulies). Do Amapá ao Piauí, a escabrosidade dessas relações promíscuas e monstruosas pode por abaixo (e de forma definitiva) a reputação do Brasil como potência missológica internacional. Muito abaixo da Venezuela. E mais grave: muito abaixo até mesmo do Kosovo.

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(***)Convém lembrar que colona não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. Tratam-se de colonistas que, na visão de Paulo Henrique Amorim, “…tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso específico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…”. Para o Críticas, tratam-se de colonistas sociais que tratam o Brasil como um combinado de Venezuela em termos missológicos com um Sudão em termos econômicos, sociais, de infra-estrutura (vide a campanha que a Globo e a Band fazem contra a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Verão de 2016 por causa dos aeroportos) e de educação. Mais: tratam-se de colonistas sociais, calunistas de sites de celebridades, de jornais facistóides e de revistas de entretenimento que jamais reconhecerão Haley Reinhart, James Durbin, Scotty McCreery e Lauren Alaina, finalistas do American Idol em 2011, como promessas da indústria fonográfica. Preferem a Paula Fernandes, o Neymar, o Elano, o Luan Santana, a Nayla Micherif, a Mariana Rios, namorada do Di do NXZero e a Giovanna Lancelotti, namorada do Pê Lanza do Restart, ambas empregadas da Rede Globo, à Pia Toscano, ao Paul MacDonald, ao Ruben Studdard, à Lindsey Vonn, ao Johnny Weir, ao Clay Aiken, ao Francis Lopes, ao saudoso Raimundo Soldado, ao Israel Lucero, ao LeeDewyze, ao Goffredo da Silva Telles Jr., autor da Carta aos Brasileiros de 1977, à Sarah Michelle Gellar….

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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2 respostas para Elize, a mulher-bomba das negociatas da Yoki com a gaeta(*), ex-organizadora do Miss Brasil(**)

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