A conta ainda não fechou para o Miss Universo 2012, nem para a NBC


Até agosto, 58 páises e territórios terão eleito suas candidatas; Brasil será o último país a realizar concurso nacional para este ano

Da redação TV em Análise

Reuters/12.09.2011

Reuters
A coisa está preta para a MUO (não tem nada a ver com a Leila Lopes)

Com o impasse agravado em relação à cidade-sede, a direção do concurso Miss Universo tenta acelerar o passo em relação ao recrutamento de mais candidatas para a edição de 2012, ainda sem data definida. Pelas contas obtidas pela redação do TV em Análise Críticas, 58 países terão eleito suas candidatas até o final de agosto.
Em função da ampliação da janela de fechamento de inscrições para 15 de outubro, o número de candidatas ao título de Miss Universo 2012 deve sofrer uma queda em relação ao Miss Universo 2011. Até a segunda quinzena de setembro, entre 75 e 77 países deverão ter eleito suas candidatas para o certame.
Já contando o adiamento do Miss Brasil 2012 para o dia 13 de outubro, o número final de candidatas ao título de Miss Universo 2012 não deve passar de 81, derrubando a previsão aqui apresentada de 93 candidatas. A Miss Universe Organization, responsável pelo concurso, no entanto, não confirma essas informações.
Fontes ligadas a algumas coordenações nacionais asseguram que o adiamento do Miss Universo 2012 para dezembro serve apenas para Donald Trump, co-proprietário do concurso ao lado da NBCUniversal, fazer campanha para o candidato virtual do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, e evitar o uso da máquina da MUO e da Trump Organization na convenção de agosto, na campanha presidencial e nos debates, por meio de informantes, com o intuito de beneficiar a sucessora de Alyssa Campanella, a ser eleita no dia 3 de junho.

Calote

Setores mais pessimistas da própria MUO admitiram ao Críticas ser extremamente difícil fechar as cotas de patrocínio para a 61ª edição do concurso Miss Universo. No ano passado, Farouk Systems, Diamond Labs Nexus, Australian Gold, Chinese Laundry, BSC Thailand, Catalina, New York Film Academy e Unilever injetaram nos cofres da NBC e da Telemundo cerca de US$ 13 milhões (menos do que FOX, CBS e a própria NBC arrecadam de comerciais no Super Bowl, cujo comercial de 30 segundos neste ano chegou à casa dos US$ 3,5 milhões. No Miss Universo, no entanto, o preço de um comercial de 30 segundos é menos de um terço do que é cobrado na final do futebol americano da NFL e até mesmo na cerimônia do Oscar, exibida pela ABC). Esse valor não inclui o desembolso dado pelos Governos do Estado de São Paulo e do Distrito Federal e pela Prefeitura da Cidade de São Paulo à NBC para exporem suas marcas, enquanto a rede americana era massacrada pela final da segunda temporada do Bachelor Pad na medição nacional da Nielsen Media Research. Fora de seu ninho, no entanto, o Miss Universo fez sucesso: em sua cidade-sede, a transmissão do concurso perdeu, na medição do Ibope, apenas para uma maratona massacrante de reportagens do jornal da globo contra o então ministro da Educação, Fernando Haddad, atual pré-candidato do PT à Prefeitura paulistana, sobre universidades reprovadas no Enade (Exame Nacional de Avaliação de Estudantes) e possíveis fraudes no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), a novela Fina Estampa e um filminho da Tela Quente.
Especialistas de mercado admitiram ao Críticas que a NBC cobrou cerca de US$ 151 mil por uma inserção de 30 segundos no Miss Universo 2011 (mais do que era cobrado na agora cancelada The Playboy Club – US$ 74 mil – e no reality de canto The Sing-Off – cuja estreia de temporada, na semana seguinte ao certame, valeu US$ 81 mil). Um preço totalmente fora da realidade, acreditam alguns, visto que a audiência americana do Miss Universo só tem caído de 1974 para cá. Segundo os experts, a Band também exacerbou na conta ao cobrar R$ 1,2 milhão por um comercial de rede de 30 segundos no Miss Universo 2011, valor muito acima da realidade de mercado – um comercial nacional de 30 segundos no Jornal Nacional da Tevê Globo não sai por menos de R$ 800 mil.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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