EXCLUSIVO: Band não poderá realizar Miss Brasil(*) 2012 antes do 1º turno das eleições municipais


Emissora terá de eleger representante brasileira para o Miss Universo no dia 13 de outubro

Da redação TV em Análise

Fotos AgNews/23.07.2011 e Eduardo Knapp/Folhapress/20.03.2012

AgNews
As misses versus as urnas eletrônicas: sinuca de bico

Para evitar a acusação de uso eleitoral do concurso Miss Brasil 2012 para beneficiar candidatos do PSDB, DEM e PPS às prefeituras municipais, a direção da Enter, empresa de eventos da Band, deve decidir pela marcação do concurso Miss Brasil 2012 para o dia 13 de outubro, com local e cidade-sede ainda a serem definidos. A medida visa abrir espaço na grade de programação para atender a exibição obrigatória do horário eleitoral gratuito e dos debates dos candidatos a prefeito nas suas 57 emissoras próprias e afiliadas, entre os meses de agosto e setembro, dentro dos prazos estipulados pelo Código Eleitoral.
Com isso, os concursos de Miss São Paulo e Miss Rio de Janeiro, os mais importantes estaduais da grade da emissora, serão transmitidos em agosto e setembro, em datas a serem decididas.
Desde 2008, o Miss Brasil sempre tem sido realizado em São Paulo, para atender necessidades de produção da Band. No entanto, em 2010, tentou-se realizar uma edição do certame em Brasília, mas o escândalo do “Mensalão do DEM” fez a Gaeta Promoções e Eventos (então promotora do concurso, por indicação da Rede Globo) e a Band desistirem da idéia.
Denúncias de uso eleitoral do Miss Brasil para beneficiar candidatos da direita conservadora tem sido comuns desde 2003, quando a Band assumiu a exibição do concurso. Durante os anos em que o evento esteve nas mãos do SBT, era comum Sílvio Santos indicar políticos aliados ao regime militar de 1964 para serem padrinhos das 12 semifinalistas. Em 1990, já no governo de Fernando Collor de Mello, a Globo tomou do SBT os direitos do Miss Brasil e do Miss Universo e os repassou a Marlene Brito, ex-funcionária de Sílvio Santos, demitida em função do Plano Collor I, em troca da sonegação de informações sobre os concursos na mídia, por orientação de Roberto Irineu Marinho, um dos então três vice-presidentes das Organizações Globo. Políticos ligados aos governos Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso também interviram nos resultados do concurso Miss Brasil entre 1991 e 2001, impedindo sua divulgação em noticiários na condição de emissários da Globo e da Miss Universe Organization, mancomunados com a ABRACOS (Associação Brasileira de Colonistas[**] Sociais). Desde 2003, todas as vencedoras do Miss Brasil vem de ou são eleitas por Estados governados pela oposição aos governos de Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)Convém lembrar que colona não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. Tratam-se de colonistas que, na visão de Paulo Henrique Amorim, “…tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso específico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…”. Para o Críticas, tratam-se de colonistas sociais que tratam o Brasil como um combinado de Venezuela em termos missológicos com um Sudão em termos econômicos, sociais, de infra-estrutura (vide a campanha que a Globo e a Band fazem contra a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Verão de 2016 por causa dos aeroportos) e de educação. Mais: tratam-se de colonistas sociais, calunistas de sites de celebridades, de jornais facistóides e de revistas de entretenimento que jamais reconhecerão Haley Reinhart, James Durbin, Scotty McCreery e Lauren Alaina, finalistas do American Idol em 2011, como promessas da indústria fonográfica. Preferem a Paula Fernandes, o Neymar, o Elano, o Luan Santana, a Nayla Micherif, a Mariana Rios, namorada do Di do NXZero e a Giovanna Lancelotti, namorada do Pê Lanza do Restart, ambas empregadas da Rede Globo, à Pia Toscano, ao Paul MacDonald, ao Ruben Studdard, à Lindsey Vonn, ao Johnny Weir, ao Clay Aiken, ao Francis Lopes, ao saudoso Raimundo Soldado, ao Israel Lucero, ao LeeDewyze, ao Goffredo da Silva Telles Jr., autor da Carta aos Brasileiros de 1977, à Sarah Michelle Gellar….

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Concursos de beleza, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s