Os crimes financeiros e o mensalão de Nayla Micherif na imprensa regional, 15 anos depois de ser eleita Miss Brasil(*)


Ex-coordenadora do Miss Brasil(*) desviou R$ 56 milhões das verbas da gaeta(**) promoções e eventos para contas pessoais no Caribe e de campanhas de candidatos do PSDB ao Governo de Minas entre 2002 e 2010 e ofereceu propina a colunista social publicar matéria favorável a seus malfeitios

Da redação TV em Análise

Reprodução/Blog Roberto Sécio


De rainha da beleza para criminosa de colarinho branco, Nayla Micherif deu um salto só, lesando fornecedores, comprando jornalistas e colunistas socais e executando uma verdadeira lavagem cerebral na chamada grande mídia

15 anos depois de sua obscura coroação como Miss Brasil 1997 em um hotel de Teresina, a empresária Nayla Fernanda Affonso Micherif pouco ou nada terá a comemorar: documentos bancários obtidos pelo FBI e pelos elencos de Homeland, NCIS, The Jensen Project e pelos comediantes do Chelsea Lately, em cooperação com promotores do Ministério Público e das Promotorias de Tortola e de Nova York, comprovaram um rombo recorde nas finanças da Gaeta Promoções e Eventos entre os anos de 1999 e 2011. Segundo os investigadores, Nayla e sua quadrilha deixaram um prejuízo de R$ 56 milhões, que debilitou a Gaeta, principalmente após a assinatura do contrato com a Rede Bandeirantes, em março de 2003, para a transmissão do concurso Miss Brasil(*).
Para a cantora Paula Abdul, ex-jurada do The X-Factor USA, “Nayla é um câncer financeiro para o progresso da economia do Brasil, ao lado de pastores das Igrejas Universal, Renascer, [Mundial do Poder de Deus e Internacional da Graça de Deus], não interessa a denominação”. “Essa mulher é uma pulha, uma escrota”, afirmou, do alto de seus 30 anos de carreira artística.
Abdul, moradora e pagadora de impostos em San Fernando Valley (Califórnia), não deixa de ter razão: ao assumir o controle do Miss Brasil(*), em setembro de 2001, Nayla encontrou a Gaeta já em eutanásia financeira, devendo a bancos como a Caixa Econômica Federal, o Bemge, o Itaú e o Banco do Brasil. Segundo especialistas, o rombo encontrado por Nayla Micherif já estava na casa do meio milhão de reais, pelo não pagamento de materiais de construção, usados na cenografia dos concursos Miss Brasil de 1999 a 2001, realizados em casas de espetáculos do Rio de Janeiro. Em valores atuais, o calote da época chega a R$ 857 mil.

Reprodução de TV/FOX

Paula Abdul Reality talent show X Factor makes it US debut. Previously a judge on American Idol, Simon Cowell brings his hit UK show X Factor to the US for the first time and starts his search for the next big singing star or stars (groups can also audition). Auditions take place in front of a live audition and the singers are judged by Cowell, ex-American Idol judge Paula Abdul, producer L.A. Reid and Pussycat Dolls star Nicole Scherzinger who replaced UK singer Cheryl Cole after she was sacked as a judge by Cowell. Welsh TV Presenter Steve Jones will be presenting the show which runs until December when the winner will receive a $5 million recording contract with Epic Records.
Abdul, contribuinte do IPTU de San Fernando: quero o meu de volta

Para o ator Mandy Patinkin, o Saul da novela das nove da Globo, qualquer criancinha que saiba a soma dos quadrados dos catetos sabe o tamanho do estrago que Nayla causou ao empresário Boanerges Gaeta Jr., no papel, principal responsável pela concessão do Miss Universo(*) para o Brasil, por indicação das Organizações Globo, que detém os direitos de transmissão do certame em TV aberta, repassados desde 2003 à Bandeirantes. De facto, Nayla assumniu a concessão do Miss Universo(*) em 2001, já com vistas ao certame de 2002, também por indicação da Globo, que repassou os direitos do evento para a Rede TV!, após a exibição de uma reportagem sobre a Miss Rio Grande do Sul(*) 2001, Juliana Borges, no programa Chantástico(***), em abril do mesmo ano. “É um verme travestido de Angelina Jolie da direita reacionária que atua nas redações dos revistões do eixo Rio-São Paulo, noves fora a Manchete que faliu”, sustentou o artista.

Money, money, money

Para a publicação de notas simpáticas ao bando de Nayla Micherif, o colunista social Nelito Marques recebeu, entre 2002 e 2010, R$ 687 mil em troca de matérias favoráveis a candidatos do PSDB e antipáticas aos candidatos do PT aos mais diversos níveis, da Presidência da República (Lula e Dilma) à Assembleia Legislativa. Coordenador do Miss Piauí desde o cancelamento do Miss Brasil 1991 pelo SBT, Nelito é o colunista social que mais recebeu propinas da quadrilha da Gaeta apesar de o Estado só ter fracassado na disputa nacional nos últimos 21 anos – de 19 participações no Miss Brasil, o Piauí só obteve duas classificações às semifinais.

Art Streiber/NBC/Divulgação

Law & Order: Special Vicitms Unit
Ice-T: roubos de Nayla são piores que a morte da Whitney Houston

O comportamento criminoso de Nayla, inclusive nos bastidores da produção do concurso Miss Brasil(*) 2011, tocado pela Band, assusta até mesmo atores novatos de Law & Order: Special Victims Unit. “Meu Deus! É esse o Brasil que sediou o Miss Universo 2011? É esse o Brasil que vai receber Copa do Mundo e Olimpíadas? Onde vamos parar?”, clamou assustada Kelli Giddish, intérprete na trama da detetive Amanda Rollins, praticamente indo aos prantos após receber a papelada obtida pelo MPF-FBI-NCIS-Olimpop-Febeapá. “Isso está pior que a morte da Whitney Houston, isso é sacanagem! Não pode ser!”, bradou indignado Ice-T. Mais indignado do que costuma ficar em cena como o detetive Odafin “Fin” Tutuola. “Que merda é essa?”, perguntou Danny Pino (ex-Cold Case), o detetive Nick Amaro, preocupado com o tamanho da roubalheira mineira.
Para mostrar sua afeição à mafiosa Nayla, Nelito publicou uma nota recorrida na colona(****) Vogue na edição do jornal Diário do Povo da última quinta-feira (19), citando entre outros absurdos “um projeto pra lá de aaudacioso” (os empresários locais praticamente deram às costas, influenciadas pelo duopólio Globo/SBT, que jogou o Miss Brasil às ratazanas), “bater às portas do Palácio de Karnak (sede do Governo)” (o que nunca foi feito), “nos foi recomendado falar com o presidente da Piemtur, à época” (Jorge Machado, por pressão da Globo, jamais aprovou a ideia), “tivemos que pagar as passagens das concorrentes” (outra mentira, vez que estas foram pagas por testas-de-ferro da Singa Brasil nas Organizações Globo, que boicotaram o Miss Brasil 1997 e forçaram empresas concorrentes como Record, Manchete, Band e SBT a fazer o mesmo) e “a torcida presente não gostou do resultado” (só os 26 coordenadores estaduais assistiram ao certame, amplamente ignorado pela mídia, por pressão das gravadoras de pornô-axé music, da Rede Globo, do SBT e das produções do dominguinho do faustinho e do Domingo (I)Legal).
A mentira está registrada aqui (basta ir à página 3).

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(***)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência
(****)Convém lembrar que colona não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. Tratam-se de colonistas que, na visão de Paulo Henrique Amorim, “…tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso específico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…”. Para o Críticas, tratam-se de colonistas sociais que tratam o Brasil como um combinado de Venezuela em termos missológicos com um Sudão em termos econômicos, sociais, de infra-estrutura (vide a campanha que a Globo e a Band fazem contra a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Verão de 2016 por causa dos aeroportos) e de educação. Mais: tratam-se de colonistas sociais, calunistas de sites de celebridades, de jornais facistóides e de revistas de entretenimento que jamais reconhecerão Haley Reinhart, James Durbin, Scotty McCreery e Lauren Alaina, finalistas do American Idol em 2011, como promessas da indústria fonográfica. Preferem a Paula Fernandes, o Neymar, o Elano, o Luan Santana, a Nayla Micherif, a Mariana Rios, namorada do Di do NXZero e a Giovanna Lancelotti, namorada do Pê Lanza do Restart, ambas empregadas da Rede Globo, à Pia Toscano, ao Paul MacDonald, ao Ruben Studdard, à Lindsey Vonn, ao Johnny Weir, ao Clay Aiken, ao Francis Lopes, ao saudoso Raimundo Soldado, ao Israel Lucero, ao LeeDewyze, ao Goffredo da Silva Telles Jr., autor da Carta aos Brasileiros de 1977, à Sarah Michelle Gellar….

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Força da Grana, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes e marcado , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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