Band ‘perdoa’ dívida e indica dono da gaeta(***) para coordenar o Miss Brasil(*)


Boanerges Gaeta Jr. chega à Band com um calote de quase R$ 700 mil nas costas, a ser anistiado pela Enter

Da redação TV em Análise

“Hamlet, Medea, Captain Ahab, Charles Bronson, Tim Tebow, Datena, Gregório Martin Preciado, José Serra. The icons of vengeance teach us that for the truly wronged, real satisfaction can only be found in one of two places: absolute forgiveness or mortal vindication.
This is not a story about forgiveness”.

(Emily Thorne, ao ler um editorial do jornal da globo sobre Olimpop, Febeapá, Gyselle Soares, Kelly Clarkson, Rouge, Frank Aguiar, Francis Lopes, Os Geniais de Amarante, Ice-T, Coco, o pároco da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Paula Abdul, Randy Jackson, o elenco do Glee da Globo e do Smash da Record e o resto da cultura piauiense, redigido pela Glória Perez, pela Maria Beltrão, pela Sônia Racy, pela Soninha Francine, pelo Merval Pereira, pela Mariska Hargitay [que perdeu a mãe], pelo José Serra, pelo FHC, pela Monica Serra, pela Verônica Serra, pelo Daniel Dantas, pela Mariana Godoy e pela Cristiana Lôbo)

Reprodução


Gaeta, o caloteiro, ao lado do coordenador do Miss Amazonas, Lucius Gonçalves: passando a bola nos outros

Acossado por denúncias de calote junto a fornecedores e banido do cyberespaço (o endereço missbrasiloficial.com.br foi tirado do ar por dívidas de R$ 65 mil junto à Locaweb), o empresário Boanerges Gaeta Jr. resolveu se “agasalhar” junto à Band para evitar mais processos de ex-coordenadores e credores. Na reunião dos coordenadores estaduais do Miss Brasil, realizada nesta segunda-feira (9), em São Paulo, era visível o ambiente de constrangimento ao receber Gaeta para trabalhar junto à Enter, empresa que assumiu a concessão do Miss Universo para o Brasil.
O mesmo não se deve dizer da ex-sócia de Gaeta, a empresária Nayla Micherif, banida da reunião e do quadro de coordenadores da Enter para o Miss Brasil. Segundo fontes, Nayla ficará sozinha coordenando concursos nacionais de menor importância para a Gaeta Promoções e Eventos, sem qualquer ligação com a Band.
Segundo alguns diretores estaduais do Miss Universo que pediram para não serem identificados, Gaeta foi acolhido pela Enter com a condição de se pagar todas as dívidas do Miss Brasil acumuladas desde 1999, estimadas em R$ 59 milhões. Uma das fontes disse ao Críticas que o Miss Brasil deve levar, pelo menos, “dez anos para se pagar, já contando os calotes dados na CNT e na Rede TV!”.
A chegada de Boanerges Gaeta Jr. ao ambiente de trabalho da Band foi vista por alguns como um alívio, mas já preocupa muita gente. Segundo relatórios obtidos pela Receita Federal e pelos elencos de Revenge, Law & Order: SVU, Brasil Urgente, Chantástico(**), NCIS e NCIS: Rio-Mossoró Diariamente Pela Viação Nacional, a dívida da Gaeta junto à Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão chega a R$ 655 mil, acumulados desde 2003. Com a Rede TV!, que exibiu o Miss Brasil 2002, o débito é de R$ 400 mil, totalizando R$ 1,055 milhão em dívidas nesse período. “Se fosse nos Estados Unidos, esse indivíduo estaria preso”, alerta a atriz Emily VanCamp, assustada com o rosário de dívidas da Gaeta com bancos, empreiteiras, redes de supermercados e firmas de materiais de construção no período de 1999 a 2001, estimadas em R$ 85 mil, não quitadas até o momento. Há também o processo ganho pela segunda colocada do Miss Brasil 2002, Taíza Thomsen, refugiada em Londres com medo das represálias da quadrilha da gaeta(***). Em 2006, a Band e a entourage da mídia nacional forjou um falso desaparecimento para tentar comover os estelionatários da Gaeta Promoções e Eventos e atacar políticos catarinenses.

Rombo nos cofres públicos

Segundo especialistas de mercado, a Gaeta deixou uma dívida de R$ 855 mil junto ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, relativa à realização de três edições do Miss Brasil (2005, 2006 e 2007) em conjunto com a Band. Em todas elas, a Band compensou o débito com permutas de espaços publicitários e noticiário favorável aos organizadores em outros veículos de comunicação, inclusive empresas ligadas à Rede Globo, parceira da Band nas transmissões de futebol. Tradução livre: a gaeta(***), em minúsculas, não pagou o Miss Brasil de 2005 a 2007, mas a Band cobriu a fatura com oceanos e mais oceanos de inserções comerciais em programas como Pra Valer, Bem Família (os dois já extintos), dentre outros.
Embora fosse sediada no Rio de Janeiro, a gaeta(***) tinha seus débitos saldados pela Band, em São Paulo, através de sua área comercial. Só com a campanha de lobby a favor de Fabiane Niclotti no Miss Universo 2004, a gaeta(***) e a Band torraram juntas R$ 685 mil com despesas de comunicação institucional, inclusive reportagens no Jornal da Band para tentar enaltecer a gaúcha, eliminada das semifinais. A barganha a favor de Rafaella Zanella, em 2006, estimada em R$ 84 mil, foi toda bancada pela TV Bandeirantes de Porto Alegre e a gaeta(***) e a Band nacional não investiram um centavo sequer. Apesar da trapalhada, Zanella se classificou entre as 20 semifinalistas.
Raspadinha criminosa mesmo verificou-se no Miss Universo 2007, quando Band, Gaeta e o Governo de Minas Gerais, juntos, envidaram R$ 2,75 milhões para assediar os jurados do Presentation Show com santinhos de campanha eleitoral ordenados pelo então coordenador da etapa estadual do Miss Brasil, José Alonso Dias. Na prática, José Alonso era usado pela gaeta(***) para servir como testa-de-ferro das operações financeiras de lobby fraudulento para operar, inclusive, na final televisionada. Só no dia 28 de maio de 2007, data do certame, a quadrilha de José Alonso agiu 17 vezes para oferecer propina a jurados do porte de Nina Garcia, do Project Runway, Dave Navarro, James Kyson Lee, dentre outros. Chegou a oferecer cheques de US$ 600 mil, mas fiscais da Miss Universe Organization desconfiaram da farsa, aparentemente arquitetada para dar notas altas para a representante brasileira na ocasião, Natália Guimarães, em desfavor de candidatas da Eslovênia, Dinamarca e Ucrânia, por exemplo. Todas as representantes europeias, graças ao esquemão de José Alonso, foram desclassificadas do top 10, que atribuiu notas mais fracas para Tjasa Kokalj, Lucie Hadasová e Zaklina Sojic e mais altas para Natália e para a japonesa Riyo Mori, que acabou levando a coroa. O esquema se repetiria, mas com menor intensidade nos concursos de 2008, com a gaúcha Natália Anderle, 2009 com a potiguar Larissa Costa e em 2010, com a capixaba Débora Lyra, eleita Miss Brasil por Minas Gerais. Em 2011, com o caixa praticamente vazio, a gaeta(***) não fez lobby para Priscila Machado, porque a ratoeira já lhe estava armada.

Antony Platt/ABC/Divulgação

EMILY VANCAMP
Emily Thorne, no papel de Debra Falabella, para o capo di tutti il capi da missologia brasileira: “This is not a story about forgiviness…” Ladrões! Traidores! Salafrários!!!

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência
(***)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Força da Grana, Jóia da coroa, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

3 respostas para Band ‘perdoa’ dívida e indica dono da gaeta(***) para coordenar o Miss Brasil(*)

  1. Marta Gomes disse:

    (COMENTÁRIO DELETADO POR CONTER OFENSAS À LINHA EDITORIAL DO CRÍTICAS)

  2. Pingback: Antes mesmo do lançamento ao mercado publicitário, projeto de misses da Band já registra prejuízo | TV em Análise Críticas

  3. Rita disse:

    Só posso dizer: que horror! Até em um concurso de beleza há maracutaias mil. Chamem o Meritíssimo Joaquim Barbosa! Ele pode dar jeito nisso. Condenação e prisão a todos.

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