Coordenador estadual do Miss Brasil(*) é sim dono da franquia. Resposta a Nelito Marques


Stabler e Benson desmascaram o coordenador do Miss Piauí(*)

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Óleo de Jean-Baptiste Debret/Reprodução


Na frente, com a arma apontada para os escravos, o aprendiz torto piauiense de Ibrahim Sued: “Ademã que eu vou em frente”. E vocês???

“Eu quero afirmar não ser dono do concurso Miss Piaui(*) e sim coordenador, como tantos outros já foram: Valdir Guimarães, José Lopes dos Santos, Elvira Raulino e Mauro Júnior”.

(Nelito Marques, em sua colona(**) no Diário do Povo, em 19/3/2012)

Às claras: em 9 de março, este Críticas registrou a suspensão da coluna Vogue pelo jornal Diário do Povo, devido ao fato de Nelito Marques, seu responsável, manter acordo com a TV Cidade Verde, afiliada do SBT pertencente ao Grupo Jelta, concorrente da R. Damásio no setor varejista de Teresina. Objetivo: a transmissão do concurso Miss Piauí(*), cujo contrato vigora até 2013. Sinistramente, esse acordo, embora vigente desde 2008 (portanto, durante a malfadada gestão da quadrilha Gaeta-Micherif-Neves-Cerra) é feito nas barbas da Enter-Entertainment Experience, empresa de eventos da Rede Bandeirantes, gestora da concessão do Miss Universo(*) para o Brasil, por cessão da Rede Globo.
Em nenhum momento, este Críticas publicou que Nelito é dono do concurso Miss Piauí(*). Pelo contrário: a reportagem se referiu a Nelito como “promotor do concurso de Miss Piauí em associação com a TV Cidade Verde, afiliada local do SBT pertencente a um grupo concorrente do jornal, e, supostamente, usar seu espaço no jornal para fazer propaganda gratuita do evento, sem retorno algum para a Gráfica do Povo, que publica o jornal”.
O que mais Nelito Marques quer, além de desqualificar a matéria do Críticas e confundir a já confusa opinião pública piauiense?

-Negar o Holocausto?
-Negar que o coreano Heejun Han foi eliminado do American Idol?
-Negar a invenção da roda?
-Negar a descoberta da penicilina?
-Negar que José Serra e o espanhol Gregório Martin Preciado são donos de uma ilha na Bahia?
-Negar as Diretas-Já?
-Negar o racismo?

Para surpresa geral, um dia após a publicação da nota, o DP retomou a publicação da Vogue sem impor condição alguma a Nelito Marques.
Ao contrário do que fez a juíza da condicional da Lindsay Lohan, agora livre para filmar a cinebiografia da Liz Taylor no quintal do Justin Bieber.
Escabrosamente, vários colunistas sociais de jornal acumularam a coordenação do Miss Piauí(*) com as suas módicas funções de escribas e plantadores de notas de uma espécie de jornalismo em extinção na grande imprensa – só no Piauí, o DP, O Dia e o Meio Norte, os três principais jornais mantém coluna social. Mas Rivanildo Feitosa não mantém esse rótulo: possui programa de TV regular e promove uma Celebration anual para reunir a cepa da sociedade piauiense, com hitmakers, one-two-three hit wonders do porte do Latino e do Sidney Magal inclusos. Basta estudar os livros de história geral.
Como fazem os atores de Homeland e Game of Thrones.
Se fosse num país sério, como os Estados Unidos, Nelito Marques estava na rua há bastante tempo.
Como o Ibrahim Abi-Ackel.
Como o Alceni Guerra.
Como o Ibsen Pinheiro.
Personagens da vida política brasileira cujas carreiras foram destruídas pela sanha assassina do jornalismo corvo da Globo e de seus asseclas de redação, entre colunistas de celebridades, colunistas políticos e colonistas(**) sociais.
No frigir dos ovos, o Diário do Povo borrou as próprias calças de tamanha incompetência ao não afastar Nelito Marques de suas páginas, dada sua fidelidade canina de quatro décadas com o Armazém Paraíba.
Que, para espanto da Jelta, abocanha a mais valiosa das cotas de patrocínio do Miss Piauí(*).
Algo entre R$ 50 e 60 mil.
Coisa muito acima dos padrões locais (para se ter uma ideia, a TV Clube, afiliada da Globo, cobra algo em torno de R$ 4 a R$ 5 mil por um comercial de 30 segundos no intervalo de sua novela das nove, Avenida Brasil, simulacro pátrio chocho de Revenge, já comprada da Disney para ser exibida no Dia de São Nunca.
Como Scrubs e Brothers & Sisters.
Como Cougar Town.
Isso já considerada a inflação de dezembro de 2001, quando ia ao ar O Clone, em pleno fim do [des]governo FHC, até o presente dia, mais os reajustes anuais de praxe, enviados a agências e anunciantes).
Após a descoberta da frase que abre este texto, constata-se que Nelito Marques tenta é desviar o foco de sua suspensão pelo DP para deturpar nota aqui publicada.
Para mostrar que, de fato, é o dono do concurso Miss Piauí(*).
Não é.
Na reportagem original do Críticas, a expressão dono foi usada para se referir a Rufino Damásio, na lide que aqui reprisamos (com ênfases em negrito):

“Para quem leu o Diário do Povo desta sexta-feira (9), uma surpresa desagradável: a coluna Vogue, assinada por Nelito Marques, foi misteriosamente apeada da edição. Na página em que a Vogue deveria circular, foi publicada a coluna de Mauro Junior. As razões para a troca repentina são desconhecidas, mas há a possibilidade de o dono do jornal, Rufino Damásio, ter ordenado o cancelamento da Vogue devido ao fato de Nelito ser promotor do concurso de Miss Piauí em associação com a TV Cidade Verde, afiliada local do SBT pertencente a um grupo concorrente do jornal, e, supostamente, usar seu espaço no jornal para fazer propaganda gratuita do evento, sem retorno algum para a Gráfica do Povo, que publica o jornal.
A retirada da Vogue de circulação no DP é a mostra de que os donos de jornais não querem colunistas sociais que sirvam como camelôs da informação. Nelito era um deles e se valia da Vogue para “vender” o Miss Piauí – concurso que promove desde 1991 – ao público acostumado com novela, Programa Sílvio Santos e American Horror Story do jornal nacional camuflado de Show da Vida, com o intento de atacar desafetos políticos e empresariais. Em sua penúltima coluna no DP, publicada nesta quarta-feira (7), Nelito escreveu quatro de seis notas na seção Voo Livre para propagandear a “mudança” do Miss Brasil(*) da gaeta(***) promoções e eventos para a Enter, empresa de eventos do Grupo Bandeirantes, aliado dos ruralistas e do monopólio do futebol praticado pela Rêde Globo (a julgar pela compra dos direitos das Copas de 2018 e 2022, sem licitação, ao contrário do que ocorreu com as americanas, ESPN/ABC, NBC, FOX, Telemundo e Univisión)”.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)Convém lembrar que colona não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. Tratam-se de colonistas que, na visão de Paulo Henrique Amorim, “…tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso específico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…”. Para o Críticas, tratam-se de colonistas sociais que tratam o Brasil como um combinado de Venezuela em termos missológicos com um Sudão em termos econômicos, sociais, de infra-estrutura (vide a campanha que a Globo e a Band fazem contra a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Verão de 2016 por causa dos aeroportos) e de educação. Mais: tratam-se de colonistas sociais, calunistas de sites de celebridades, de jornais facistóides e de revistas de entretenimento que jamais reconhecerão Haley Reinhart, James Durbin, Scotty McCreery e Lauren Alaina, finalistas do American Idol em 2011, como promessas da indústria fonográfica. Preferem a Paula Fernandes, o Neymar, o Elano, o Luan Santana, a Nayla Micherif, a Mariana Rios, namorada do Di do NXZero e a Giovanna Lancelotti, namorada do Pê Lanza do Restart, ambas empregadas da Rede Globo, à Pia Toscano, ao Paul MacDonald, ao Ruben Studdard, à Lindsey Vonn, ao Johnny Weir, ao Clay Aiken, ao Francis Lopes, ao saudoso Raimundo Soldado, ao Israel Lucero, ao LeeDewyze, ao Goffredo da Silva Telles Jr., autor da Carta aos Brasileiros de 1977, à Sarah Michelle Gellar….
(***)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Nossas Venezuelas, Pesadelo de Miss, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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