Assunto da semana: a volta de Sarah Michelle Gellar à faixa nobre


Neo-noir de Ringer se afasta da linguagem cinematográfica

Divulgação/The CW

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Ruth e Raquel jogaram a nouvelle-vague francesa no saco

Para quem teve poucos minutos para assistir ao piloto de Ringer (Studio Universal, domingo, 21h), exibido no Brasil em 17 de outubro passado, basta constatar que a trama se distancia e muito de todas as referências a Truffaut e outros expoentes do cinema noir. Mais que isso: a trama criada pelos roteiristas Eric Charmelo e Nicole Snyder rompe definitivamente com esse velho conceito e o renova ainda mais.
Ambientada em Nova York, mas gravada em Los Angeles (base dos estúdios da ABC, Warner e CBS, que co-produzem para a The CW), a trama não leva a assinatura de Sarah Michelle Gellar (intérprete das gêmeas Siobhan e Bridget) ao acaso. Não à toa, o carimbo de quem já protagonizou Buffy, a Caça-Vampiros já é suficiente para dar ânimo para a trama na atual temporada televisiva americana. A ordem para a produção de 22 episódios foi só um estímulo.
Em termos de conteúdo, Ringer instiga mais que novela das nove da Globo no campo das tensões, das cenas de ação bem-estudadas. Do zelo com o thriller tradicional para uma produção de horário nobre. Ringer inova não pelo velho clichê das gêmeas (já estamos cansados disso desde que regravaram Mulheres de Areia há 19 anos). Mas pela sorte que tem a The CW em produzir uma trama pesada deste porte.
Crossover com a obra de Ivani Ribeiro? Nada disso. Ringer coloca goela abaixo o velho conceito de teledramaturgia aqui empregado. Em se tratando de trama psicológica, Gellar dá de 11 a 0 em muitos roteiristas da Globo, da Record e do SBT. Inclusive os já mortos, como Janete Clair (cuja regravação de O Astro, no ano passado, foi um horror). Competência com mãos cheias é isso aí. Até domingo.

Divulgação/The CW

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Como produtora executiva, Gellar dá de goleada até na finada escritora Janete Clair

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (25/3)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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