Assunto da semana: Purgatório da menina Tessa é o grande acerto da roteirista Emily Kapnek


Enredo de Suburgatory é comercial disfarçado de camisinha

Divulgação/ABC/Warner Bros.

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Jane Levy (Tessa) e Jeremy Sisto (George): filha e pai tentando se acostumar com o subúrbio

Para bom entendedor, a premissa básica de Suburgatory (Warner, 3ª, 20h30), montada a partir de uma caixa de camisinhas encontrada com Tessa (Jane Levy, ex-Shameless) que a despacha para o purgatório do subúrbio de Nova York reflete bem o paradoxo de uma sitcom concebida e feita para uma atriz novata envergando um papel normalmente destinado a uma adolescente. Acertaram na mosca.
Criada por Emily Kapnek (vinda de um fracasso na própria ABC em 2006 chamado Emily’s Reasons Why Not, passado à faca após um único episódio), Suburgatory trata de sexualidade numa sitcom sem recorrer aos chavões da apelação gratuita. Os acertos do piloto, exibido nos Estados Unidos em 28 de setembro e no Brasil em 31 de outubro do ano passado são muitos que convenceram em cheio a ABC a chancelar temporada completa para a trama. Bingo!

Divulgação/ABC/Warner Bros.

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Dallas Royce (Cheryl Hines), segurando a onda da filha em pleno shopping

Com um pai solteiro, George (Jeremy Sisto, ex-Lei e Ordem), disposto a tudo para casar com Dallas (Cheryl Hines, Segura a Onda), a jovem Tessa enfrenta de cabeça erguida a dificuldade de trocar o coração de Nova York pelo afastadíssimo litoral norte de Long Island. Pelo menos na arte gráfica de sua abertura, entre as cidades de Rye (Nova York) e Darien (Connecticut). E cativa o telespectador até o fim.
Recebida por 9,8 milhões de telespectadores nos Estados Unidos, a estréia de Suburgatory se afirma como uma das melhores da atual safra, cujo ciclo de meia-temporada caminha para as negociações de renovação de contratos de elenco e de tramas para a temporada 2012-2013. Há boas perspectivas para tanto. E Suburgatory está dentro dessa linha, a ponto de colocá-la na corrida aos Emmys. Até domingo.

IMDb/Reprodução


Emily Kapnek: primeiro sucesso desde o cancelamento de Emily’s Reasons Why Not

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (18/3)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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