Concurso de Miss Bahia(*) está sob suspeita e não vale para o Miss Universo(*) Brasil


As desventuras do estelionatário Antônio Miguel

Da redação TV em Análise

Divulgação

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Cartaz do concurso Miss Bahia(*): fraude do começo ao fim

Um dos mais tradicionais concursos de beleza do país até a segunda metade da década de 1960, o Miss Bahia(*) agoniza sob uma coordenação digna de salafrários saídos da série norte-americana White Collar, retransmitida pela Rêde Globo sob o nome de crimes de colarinho branco. O amadorismo verificado no concurso realizado no último dia 26 em um teatro de Salvador, sem a anuência da Enter-Entertainment Experience, braço de eventos da Rede Bandeirantes responsável pela concessão do Miss Universo para o Brasil, é a prova da falta de fiscalização do Grupo Bandeirantes para com os concursos estaduais.

Divulgação

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Bruna Diniz: sem documento

No ramo desde 1992, como declara o cartaz de propaganda de esquina, Antônio Miguel conseguiu a concessão do Miss Bahia(*) junto ao esquema mantido pela Globo em conluio com a ex-produtora do Miss Brasil no SBT, Marlene Brito, além, claro, de esconder o concurso da mídia até os dias atuais. Com as bençãos do “painho”, senador e ex-ministro Antônio Carlos Magalhães (PFL, atual DEM) e de seus herdeiros na Rede Bahia, Antônio Miguel conseguiu que a afiliada da Globo em Salvador escamoteasse o concurso local em anúncios discretos, cifrados, em intervalos das novelas das oito (quando passavam às oito e não às nove, como acontece no presente dia). Em 2005, o “reinado mineral” de Antônio Miguel na concessão local do concurso Miss Brasil-Miss Universo, administrado pela máfia da gaeta(**) promoções e eventos, foi interrompido por denúncias feitas pelo jornalista e produtor Roberto Macedo em seu site especializado Miss News. Em contrapartida, como troca de favores, Macedo ganhou da gaeta(*) a concessão baiana da etapa brasileira do Miss Universo. Mas não esquentaria cadeira por muito tempo: em 2007, Antônio Miguel, numa operação escusa e suspeita, retomou a concessão do MB/MU para a Bahia.

Reprodução/Jornal Massa!

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Em um jornal da Rede Bahia, afiliada da Globo, as provas da fraude…

Divulgação/CBS

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…a serem investigadas pela CSI Julie Finn (Elisabeth Shue), na Rede Record

As denùncias apresentadas pela empresária Luciana Ferreira, mãe da candidata de São Felipe, Fernanda Sales, ao jornal Massa!, ligado à Rede Bahia, afiliada da Rêde Globo, de que teria pago R$ 8 mil a Miguel para que a elegesse Miss Bahia 2012 são apenas a base de um gigantesco iceberg de acusações contra o empresário. Entre elas, está a incitação de vaias à Miss Brasil(*) 2011, a gaúcha Priscila Machado, imediatamente após a sua coroação, sob os gritos de “peladona” (Priscila posara nua para um editorial de moda). Inconformado até hoje com a derrota de sua candidata, Gabriela Marcelino, no concurso nacional, Antônio Miguel tenta posar de santo milagreiro ante os agentes do CSI retransmitido pela TV Itapoan, propriedade da Rede Record, e que já organizou o Miss Bahia entre 1960 e 1990 (ano em que o Miss Brasil não foi realizado a tempo do Miss Universo, realizado em Los Angeles – alías, nem concurso teve). A situação escabrosa do Miss Bahia(*) nos dias atuais (sob a ditadura de Antônio Hosni Muguel Mubarak) não é caso nem para D.B. Russell, nem para Julie Finlay investigarem. Mas, principalmente, para o Conselho de Segurança da ONU, para a liderança do PSDB na Câmara, para os jurados do American Idol, mas não para os jurados (Paula Abdul e Nicole Scherzinger) nem o apresentador do The X-Factor USA, Steve Jones, todos demitidos.

Reuters

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Antônio Miguel, coordenador do Miss Bahia(*), negando o roubo na TV

Fora da competição

Com a eclosão das denúncias da mãe de Fernanda Sales, são mais fortes os rumores em Salvador de que Antônio Miguel tenha negada a sua permissão para representar o Miss Universo Brasil junto à Enter. Até porque, por possuir uma emissora própria na cidade, a Band tem preferência contratual e a exclusividade de escolher a representante da Bahia na etapa brasileira do Miss Universo. O mesmo acontece em relação às etapas do Amazonas, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal, unidades da Federação onde a Band tem preferência para organizar as etapas regionais do Miss Universo Brasil. Se prevalecer a força da grana dos patrocinadores do Miss Universo da Band, esse terá sido o último ano de Antônio Miguel como representante do Miss Brasil-Miss Universo para o Estado da Bahia.
Na prática, esse ímbróglio tiraria a representante da cidade de Santa Luz, Bruna Diniz, eleita Miss Bahia(*) 2012, da etapa brasileira do Miss Universo. Mas a manteria apta a outra disputa nacional de menor porte, válida pelo Miss Beleza Internacional. Com esse quadro, somado ao problema já existente no concurso Miss Ceará, cria-se um buraco no quadro de candidatas já eleitas nos Estados para o Miss Universo Brasil – três, até agora. Situação dramática essa que deve ficar como está, a ponto de tirar o Brasil da disputa do título de Miss Universo 2012.
Caso perca a concessão do Miss Universo Brasil (como de fato já perdeu, nem nunca teve), Antônio Miguel terá que se resignar com os concursos representados pela quadrilha tucana-mineira da gaeta(*). O agonizante Miss Beleza Internacional. O irrelevante Miss Continente Americano. O obscuro Miss Brasil Globo. A sombra dos laranjas demo-tucanos dos herdeiros do carlismo e da ditabranda na mídia baiana.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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6 respostas para Concurso de Miss Bahia(*) está sob suspeita e não vale para o Miss Universo(*) Brasil

  1. Pingback: EXCLUSIVO: Mesmo sem sede definida, concurso Miss Universo 2012 tem sua 12ª avaliação parcial divulgada pelo Críticas | TV em Análise Críticas

  2. Fico lesada como Produtora nesta história de fraude, porem levo minhas candidatas para um concurso ao qual mexe com os sentimentos e emoções das moças participantes, e depois de tudo fico sabendo dessa fraude sem cabimento. Além de tudo ainda pago caro para minha candidata desfilar com toda esperança, e tudo já estava pronto!!!

  3. Manoel Carlos Trezze disse:

    Roberto macêdo você reclama mais foi na sua gestão que em 2006 na cidade de Lauro de Freitas eu que fui torcer pela candidata da minha cidade salvador, ví que uma candidata de Valença com o nome de Danielle, conquistou a todos e inclusive foi a melhor para ser a miss bahia 2006, e ai vocês deram descaradamente o título a Ilheus, todos ficaram indignados pela candidata de Valença não ter ficado nem entre as 5 colocadas, pelo menos Salvador ficou em 3º, lembre que depois daquele título retirado de Valença, vocês tambem perderam a posse do Miss Bahia, Falar dos outros é fácil, lembrar dos nossos erros é que é difícil.
    Passar Bem.

  4. Juliana Pinheiro disse:

    eu sou de Madre de Deus e lembro desse episódio em Lauro de Freitas, lembro da candidata de Valença, ela se chamava Daniele Rosas Teixeira e todos daqui de Madre de Deus até hoje não entendemos o motivo daquela candidata valenciana não ter sido a Miss Bahia, lembro que no final, o jurado e costureiro Di Paula, se chateou e falou em alto e bom tom que todos escolheram Daniele a vencedora e~queriam saber o motivo dela não ter ficado nem em 3º lugar…. Hoje ~já sabemos a resposta. rrrrr, foi golpe.

  5. Ana Lucia Crisóstomo (da coordenação do concurso de 2006) disse:

    Só pode ser uma mesma pessoa falando da Miss Valença. Essa moça era bonita sim, mas o concurso teve um nível altíssimo. Tanto que a vencedora ficou entre as cinco finalistas do Miss Brasil. Na apuração dos votos houve fiscais das candidatas acompanhando tudo. Teve empate para o primeiro lugar, e, como mandava o regulamento, quem desempatou foi o presidente do júri, o presidente da OAB-BA. A Miss Valença já tinha sido candidata em 2005, no ano anterior, e tinha ficado em 5º lugar. As planilhas de votação até hoje estão arquivadas no Ministério Público para quem quiser consultar. Falar em injustiça ou manipulação é coisa de brasileiro mau caráter, que se for identificado vai responder na Justiça. E a reportagem é uma maluquice, com muita informação errada. O autor só não será processado também porque não tem a menor credibilidade todos no meio dos concursos de miss sabem que ele é digno de pena pelos seus devaneios.

    • João Lima disse:

      Me desculpe, Ana Lúcia, mas as informações da reportagem estão todas corretas. E serão mantidas como tal. E mais: louca é a senhora, com essa conversinha de Ministério Público, et caterva e tal. Deixa o FBI pegar as coordenadoras da Olivia Culpo em Rhode Island e os “meninos” escondidos do balanço da Globo.

      A redação do Críticas

      Texto de Paulo Henrique Amorim:

      A propósito do post “o que o balanço da Globo esconde” – http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/03/28/o-que-o-balanco-da-globo-esconde/ – o ansioso blogueiro recebeu furioso telefonema de Dalva Capela:

      – Meu filho, você não aprendeu nada comigo!
      – Olá, Dalva! Há quanto tempo!
      – Pois é, você vivia lá embaixo na Contabilidade, xeretando as contas do Adolpho e não aprendeu nada.
      – Eu não xeretava nada, Dalva, ia lá pra te ver.
      – Sei, tá… Você estava de olho era na Tereza, aquela morena do arquivo de fotografias que acabou casando com o Justino.
      – Nas duas, Dalva…
      – Você se meteu a entender do balanço da Globo e foi dar trela praquele malandro do Dirceu…
      – O que ele me disse de errado?
      – Não, não disse nada de errado. Mas ele se esqueceu de incluir umas parcelas importantíssimas no faturamento dos meninos.
      – Você quer dizer os filhos do Roberto Marinho… aqueles que não tem nome próprio…
      – Eles mesmos. Não cresceram…
      – Crescer, cresceram, Dalva. Mas, e daí, onde mais eles faturam?
      – Na pessoa física, seu idiota!
      – Sim, como?
      – Na pessoa física eles são sócios das empresas afiliadas…
      – Ah … Entendi.
      – É o que o Adolpho deveria ter feito, mas não tinha grana.
      – E o que mais?
      – E tem o que eles faturam em sociedade com as afiliadas.
      – Quem?
      – Ora, menino. Com o Sarney no Maranhão, os Maiorana no Pará, o ACM na Bahia, a RBS no Sul, no Ceará com a sogra do Tasso Jereissati…
      – O tenho jatinho porque posso…
      – Como é que é?
      – Nada, Dalva.
      – Meu filho, eles só na jurídica faturaram um bilhão no ano passado. Sabe o que é isso? Um bilhão.
      – Um bilhão, Dalva! Um bilhão!
      – E têm 9 bilhões em caixa. Podem comprar qualquer empresa de comunicação do país.
      – E como tomam publicidade do Governo, Dalva.
      – Nem o Adolpho, meu filho, nem o Adolpho tomou tanto dinheiro do Banco do Brasil, da Caixa! E no tempo do Juscelino!
      – E dão um pau no Governo…
      – Esse Governo gosta de apanhar.
      – Paga pra apanhar, Dalva.

      Pano rápido.

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