Assunto da semana: o humor boquirroto da pobrecita Max e da sofisticada Caroline


A superficialidade patricinha das garçonetes de 2 Broke Girls

Darren Michaels/Warner Bros./CBS/Divulgação

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Max e Caroline: a nova classe C (de crise) norte-americana

Certa vez, o comediante Carlos Alberto de Nóbrega, o da Praça é Nossa, disse que no Brasil “faz-se televisão (aberta) para analfabetos” (como ainda se faz até hoje). Isso foi em 1991 na extinta revista popularesca Semanário, que trazia também fotos de mulher pelada. E 2 Broke Girls (Warner, 3ª, 19h30), ambientada numa lanchonete nova-iorquina parece seguir premissa igual. Ou, às vezes, um pouco piorada.

Darren Michaels/Warner Bros./CBS/Divulgação

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2 Broke é versão sexista, combinada e piorada de Seinfeld e SATC

Co-criada para a rede americana CBS pelos roteiristas Michael Patrick King (Sex And The City) e Whitney Cummings (também criadora e protagonista de Whitney, na NBC e ex-painelista do Chelsea Lately, do canal pago E!), 2 Broke Girls a princípio trata de duas garotas falidas com a crise vigente desde 2008. Lorota. Nada mais é que a comédia típica sobre o nada, o oblíquo, cujo padrão foi sedimentado por Seinfeld e seus alunos (Larry David, Julia Louis-Dreyfus, etc.).
Centrada na premissa da garota pobre/babá de socialite (Max, Kat Dennings, Thor, Vovó… Zona 2, dentre outros créditos cinematográficos) e da garota que nasceu rica mas perdeu tudo (Caroline, Beth Behrs, American Pie: O Livro do Amor, filme sacado direto para as locadoras, e pontas em Castle e NCIS: Los Angeles), 2 Broke Girls é uma espécie de apêndice sexista de Seinfeld. Peca pelos defeitos.
Agraciada com temporada completa e indicação ao People’s Choice Award de comédia estreante, 2 Broke Girls coloca a crítica americana em saia mais justa que as usadas por Max e Caroline na lanchonete onde trabalham. É a elitização do popularesco, aclimatada ao padrão SATC de piadas de conteúdo sexual. Obviamente, pegando leve para a audiência do sistema aberto americano. E você, o que pensa? Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (1º/1)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Água oxigenada, Coluna da Semana, Humor, Séries e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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