Assunto da semana: o último Natal de Wisteria Lane


A embalagem do ciclo final de Desperate Housewives

Divulgação/ABC

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As senhoras de Wisteria: restos de nada do que já foram

Fria e sem empolgação, a premissa da última temporada de Desperate Housewives (Sony, 6ª, 21h) remete mais a essas cartas chochas de despedida, de até breve, sem ter o sal necessário. Com a base de elenco mantida (exceção feita a Brenda Strong, cuja Mary Alice Young passa a ganhar mais tempo de exposição), os segredos do caminho final de Desperate se resumem a uma embalagem murcha de presente.
Desembrulhados os seus últimos presentes de Natal, Desperate Housewives teve um começo de temporada tímido, para não dizer coisa pior, em termos de recepção de público por parte da ABC americana. Com público girando até aqui entre 8,2 e 9,9 milhões de telespectadores (variando de acordo com o episódio), o começo do desmonte de Wisteria Lane não convenceu, tampouco empolgou. Não lembra sequer a Desperate do começo, mais “caliente” no bom sentido.

Divulgação/ABC

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Solis y su turma, procurando agulha no palheiro

Por coisa “caliente” não entenda-se necessariamente a presença da Eva Longoria no arco central de personagens (nesse caso, Gabriela Solis). E sim colocar mais ingredientes que prendam o público tal qual ocorreu nos episódios finais de Lost, da mesma ABC, em 2010. O que mais falta? Um traque? Um assassinato de peso? Mais nada. Desperate cumpriu seu ciclo. Há outros projetos à espera.
Em seu último Natal, Desperate Housewives conseguiu antecipar em seis meses o seu próprio canto de cisne, tal qual no filme que deu o Oscar à Natalie Portman. Salvo alguma circunstância extraordinária, a meia-temporada final de Housewives (a ser exibida aqui entre fevereiro e março) já guarda preocupação no que diz respeito a enredo. E coloca as senhoras de Wisteria na marca do pênalti. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (25/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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