Começou a transição da gaeta(*) para a Band


Do Clube da Esquina da Natália Guimarães para Nora Walker, noviças voadoras, Juliana Paes e os reacionários de Belo Monte, Lady GaGa, Datena, Jennifer Nettles, Sugarland, Casa Grande, Senzala, Gilberto Freyre, Michelle (Fernandes da) Costa e a pauta do jornal nacional

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Deadbolt

https://i0.wp.com/static.thedeadbolt.com/images/2011/12/lady-gaga-and-sugarland-grammy-concert.jpg
Na foto, Wanessa Camargo cantando com Paula Fernandes no Miss Ceará(**) 2012

Acabaram os trabalhos da gaeta(*) promoçõe$ e evento$ para o concurso Miss Brasil(**) válido pelo Miss Universo(**). A partir de agora, quem assume as rédeas da preparação da etapa brasileira do Miss Universo(**) 2012 é a Enter, braço de eventos da Band, aliada por ora da Globo no monopólio do futebol. Não se trata de notícia velha, requentada e sim de um fato concreto: Nayla Micherif foi reduzida à claque, tal qual a oposição raivosa do Tea Party da Globonews e os atormentados de novelas que se insurgem contra Belo Monte e o direito de indígena de Santarém ver a final do American Idol, as finais da Copa Stanley de hóquei no gelo ou a cerimônia de entrega do Oscar na íntegra.
Tal qual Gaddafi, Mubarak e Ceaucescu, Nayla mandava e desmandava na (falta de) coordenação do concurso Miss Brasil(*), cujos direitos na prática pertencem à Rede Globo, mas que no papel, na teoria, pertencem a uma firma testa-de-ferro do PSDB de Minas Gerais, a gaeta(*), formada em 1999 por dissidentes de Paulo Max, ex-coordenador do certame para os Diários Associados até sua concordata, em 1980, causada pela cassação de sete das nove emissoras da Rede Tupi determninada pelo governo do general João Figueiredo (1918-1998), aliado da quadrilha de Roberto Marinho, Boni e dos ianques da Time-Life. Como em American Horror Story, o concurso de Nayla era um concurso de beleza só na aparência. Mas que escondia aspectos escabrosos, a saber:

1-Obrigava participantes de concursos estaduais a posarem nuas, no decorrer de seus reinados, sob a condição de ocultarem seus respectivos títulos locais (Adriana Sant’Anna, como Miss Campos de Goytacazes[**] [RJ] 2011 e Michelle Fernandes da Costa, como Miss Pernambuco[**] 2008, ambas sob o rótulo de ex-competidoras do Big Brother do monopólio da Globo);
2-Operava um esquema de compra de votos de jurados de modo a prejudicar candidatas de Estados menores, como o Piauí (como demonstrado nas avaliações que o Críticas fez para o Miss Brasil[**] 2010 e 2011), de modo a favorecer superpotências da fraude missológica, como Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Vejam o que aconteceu no Miss Brasil[**] 2008: Natália Anderle, anabolizada por implantes de silicone, venceu o concurso de forma fraudulenta, influenciada pela quadrilha da então governadora tucana Yeda Cruisius, ex-empregada do Grupo RBS(***), afiliado da Globo em Porto Alegre;
3-Usava suas misses para fins de promoção ideológica do projeto neoliberal da aliança entre PSDB, PPS e DEM, respaldada pelo coronelismo eletrônico de grupos como Globo, Folha(****), Estadão, Abril e, claro, Band;
4-Por baixo, Nayla sonegava impostos para operar seu esquema de fraudes na organização do Miss Brasil(*), operada por baixo pela Globo e pelo consórcio PSDB-PFL (em janeiro de 1999) com o intuito de defender a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil, dos Correios, da Caixa Econômica Federal, do Banco do Nordeste, do Banco da Amazônia, da Chesf, da Eletronorte, de Furnas, da Eletrosul, das universidades federais, e dos CEFET’s (antigas escolas técnicas federais) para empresas norte-americanas e europeias (exceção feita à Estácio de Sá, universidade carioca).

Para quem pensa em dias melhores para o Miss Brasil(**) na Band, pode esquecer: para uma emissora que tem histórico de defender ruralistas, bandidos como Gilmar Mendes, criminosos sexuais como Roger Abdelmassih (médico queridinho de celebetes globelezadas durante o (des)governo FHC, que levou o Brasil três vezes ao FMI, afundou a economia e sucateou a indústria naval a ponto de encomendar petroleiros em Cingapura, sede do Miss Universo 1987) e estelionatários como Daniel Dantas, satanizar movimentos sociais como o dos estudantes da USP na base do cassetete, da “pedra na mão” (como na música do Capital Inicial de 1988) e do “tiro no coco” (cabeça, na acepção do general Figueiredo), escamotear irregularidades também na preparação do país para a Copa FIFA de 2014 via boquirrotos de plantão médico do programa Mãe Paulistana padrão Ronaldo Fenômeno, Sally Field, Datena, Fernando Mitre, Joelmir Betting, Adriane Galisteu, Rachel Sheherazade, Joseval Peixoto, dentre outros e, sobretudo, a destruição do Brasil e do Mercosul, não cai bem na ficha defender o chavão “mulher brasileira em primeiro lugar”. Primeiro, é preciso desmantelar os 27 cartórios estaduais camuflados em coordenações que não tem utilidade alguma. Não passam de agências de modelos destinadas a servir de fachada para crimes eleitorais e outros mais hediondos, como prostituição, corrupção, esteliionato, falsidade ideológica. Vejamos o que aconteceu com o sr. Jerry Sandusky, ex-coordenador defensivo da equipe de futebol americano da Penn State University: é a cara da coordenação que indica a Miss Roraima(**), respaldada por políticos locais, empreiteiras e multinacionais do agronegócio, anunciantes do canal pago Terraviva, financiado por ruralistas. É o Brasil, acorda!!!
Para quem, incautamente, pensava que o pesadelo missológico brasileiro tinha acabado quando a Enter assinou com a Miss Universe Organization para transmitir (via Band/Globo) 12 etapas estaduais, as linhas acima foram uma verdadeira ducha de água congelada da Sibéria. Para onde o sr. Ali Camel(*****) vai depois que perdeu poder sobre a Patrícia Poeta, o Ryan Seacrest, a Guiliana Rancic, Copérnico, Criolo, Marcelo Geneci, Emicida, Astro, The Stereo Hogzz, Demônios da Garoa, Jennifer Hudson, Daughtry, Jason Aldean, Ludacris, Zeca Camargo, Kelli Giddish, Mulher Maçã, Clay Aiken, Steve Jobs (com s, não com e, cantora Gracy Kelly!!!), Maura Tierney e o elenco original de The Facts of Life depois que a Fátima Bernardes foi ejetada no canhão humano do jornal nacional para apresentar um circo de horrores matinal (tal qual o concerto que a Lady GaGa ensaiou na última quarta-feira, em Los Angeles, durante as indicações ao Grammy, para aparecer no Miss Ceará[**] 2012, promovido por uma subsidiária da Rede Globo no Ceará, a TV Diário).
Aos fatos, a faxina da Band na preparação das etapas estaduais do Miss Universo Brasil consiste no seguinte:

1-Descredenciamento dos coordenadores estaduais que permitiram que suas misses posassem nuas para revistas masculinas sob qualquer condição (participante do BBB, do Ídolos, do America’s (ops!) Brazil’s Next Top Model, et caterva, enfim seja de que reality for) (regra essa válida para Pernambuco, sobretudo);
2-Fidelização dos coordenadores estaduais ligados a filiadas ou afiliadas da Band. Neste contexto, continuariam no Morumbi os concursos do Pará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte (este último, com a coordenação baseada em Natal). E entrariam Bahia e Amazonas;
3-A tal formação do banco de dados de uma agência de modelos que a Enter pretende abrir não passa de promessa. Remete mais ao enredo de Once Upon a Time, no qual a Branca de Neve da Ginnifer Goldwin do Aqui na Clube do Brasil Urgente do Bones do Jornal da Band é a coordenadora camuflada de estelionatária. Tal qual Nayla Micherif-Sandusky-Neves-Cerra e seu bando. Como diria Kris Humphries para Kim Kardashian antes do casamento alka-seltzer de 72 dias, “vai crescer, Galisteu!”. Vão trabalhar, vagabundos!
4-Para tais medidas entrarem em prática, estas precisam de aprovação do Manu Ginobili da incompetência missológica brasileira, o diretor de conteúdo da Band, o argentino Diego Guebel, espécime de cabeça-dura da NBA mais interessado em A Liga do que produzir concurso de miss. Como já foi demonstrado pelo Provocador do R7, cujas linhas republicamos abaixo:

“Concurso de miss é uma das maiores chatices que já inventaram. Parecia ter caído no merecido esquecimento, mas eis que ressurge das cavernas da TV brasileira esse show de feiúra e cafonagem.
Talvez na década de 60 ainda fizesse algum sentido esse desfile de mulheres seminuas e soterradas em laquê. Faz parte do anedotário universal as declarações imbecis das candidatas querendo se passar por meninas puras e noras ideais.
Tenho certeza que a associação de beleza com burrice vem desse circo de horrores. É um enredo tão engessado, fútil e artificial que dá vontade de casar com a primeira baranga que aparecer.
Mais insuportável que um amontoado de feministas gordas e mal-humoradas, só uma fileira de magrelas sorrindo à toa. Pobres mulheres.
Por outro lado, a nudez feminina se tornou algo tão banal e estúpido que pode haver uma dose de saudosismo nessa ressurreição das barbies. Como eram bons os tempos em que modelos se comportavam como garotas de programa (de TV, que fique claro).
Porque, convenhamos, ainda mais no Brasil, ver uma moça bonita, despida, em poses sensuais, se tornou tão comum quanto sexo na novela das oito. Democraticamente, os homens agora também tiram a roupa em público. Que beleza.
Pelo menos elegeram uma negra. Bonita, a moça. Já a brasileira, deve ter sido convocada pelo Mano Menezes. E, sinal dos tempos, já posou para sites pornográficos. Mais um pouco, farão test drives com jurados?
Mas, como todas as misses que já vi, perdem fácil se formos a uma praia e prestarmos atenção nas meninas que passam, tão cheias de graça, num doce balanço, a caminho do mar…”

Frederic J.Brown/Getty Images

http://latimesblogs.latimes.com/.a/6a00d8341c630a53ef0162fd291128970d-pi
Acima, Lady GaGa cantando numa micareta de Halloween promovida pela Band de Manaus

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(***)Não é Rede Brasil Sul e sim Rede Bunda Suja (da Natália Casassola), afiliada global em Santa Catarina que tem entre seus diretores o pai de um dos estupradores juvenis de Florianópolis denunciado pelo Tijoladas do Mosquito e pelo Jornal da Record
(****)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(*****)Ali Camel é aquele que se utiliza da Globo, de suas afiliadas e respectivas empresas-satélite para povoar mentes desérticas e disseminar ideias golpistas e conservadoras (sem muito sucesso)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em American Idol da incompetência missológica brasileira, Globelezação, Música, Nossas Venezuelas, Pesadelo de Miss, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s