Assunto da semana: Uma história americana de horror, sexo, bullying e incesto


American Horror Story é Ryan Murphy puro em essência

Robert Zuckermann/FX/Divulgação

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Os Harmon: família feliz só nas aparências

Bastam poucas cenas para descrever a crueza artística do enredo de American Horror Story (FOX, 3ª, 22h) a partir de seu piloto, exibido no Brasil no último dia 8. Primeira delas: remete à introdução da casa da família Harmon como estava em 1978, na pensata de seus criadores Ryan Murphy e Brad Falchuk (ambos de Glee, Nip/Tuck). Ambiente sombrio, combinado de programa policial e novela das onze.
Motorizado pelo padrão Psicose, American Horror dá ao telespectador a impressão de estar de assistindo um remake pesadíssimo da macrossérie O Astro, com mais sangue, cenas de sexo, incesto, masturbação e por aí vai. A começar da relação tensa entre o casal Vivien (Connie Britton, Friday Night Lights) e Ben (Dylan McDermott, Ally McBeal, Big Shots) e da agressão escolar sofrida pela filha, Violet (Taissa Farmiga, irmã caçula da indicada ao Oscar Vera).

Robert Zuckermann/FX/Divulgação

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Taissa Farmiga, irmã da Vera, é a menina que segura o cãozinho (o animal, não cantor de forró nascido em Itainópolis) à direita

Renovada para uma segunda temporada, American Horror Story deu ao braço americano do canal FX (que o exibe) sua maior audiência para uma série novata: 3,18 milhões de telespectadores. Misturando causa de novela de Manoel Carlos (menina com síndrome de Down) com gritos, pavor e etc. e tal, a trama do duo Murphy/Falchuk revela-se pesadíssima para passar em TV aberta. Nem para as 4h59 da manhã serve.
Se a trama agridoce/musical de Glee serviu de transição entre o drama tenso de cirurgiões plásticos endinheirados e o projeto atual sobre a mudança sombria dos Harmon de Boston para Los Angeles, American Horror Story é a parada final nesse processo. Entre o cancelamento de uma trama já saturada e a concepção de outra mais pesada para o FX americano, a dupla fez um importante acerto. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (4/12)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Circo de horrores, Coluna da Semana, Novelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Séries e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Assunto da semana: Uma história americana de horror, sexo, bullying e incesto

  1. O Brazil só faz porcaria em forma de seriados de tv, com toda essa tecnologia, só engulimos ma qualidade de emissoras como a globo, os filmes nacionais já melhoraram muito, busquem inspiração, crie, faça e aconteça em 2012.

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