Assunto da semana: Kandahar é aqui


Combat Hospital retrata o Afeganistão que não se vê por aí

Divulgação/Shaw Media/Global Television Network/ABC

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Elenco de Combat, no set de gravação no Afeganistão: horrores da guerra padrão Grey’s Anatomy

Pensada para retratar o cotidiano de um hospital de guerra em Kandahar, Combat Hospital (AXN, 4ª, 20h) se aproxima e ao mesmo tempo se afasta do padrão M*A*S*H de dramas desse gênero. Se aproxima logo de cara pelo ambiente de cirurgiões, médicos, etc. E se afasta por seu caráter dramático, tenso e denso para tratar não da guerra do Vietnã. Mas da ocupação do Afeganistão pós-11 de setembro.
Em seus dois primeiros episódios (Bem Vindo a Kandahar e O Inimigo Está Perto), a trama concebida para a canadense Global Television Network, com transmissão simultânea pela americana ABC, salta 30 anos no tempo em relação a Goodbye, Farewell, Amen em relação a conceito de drama de guerra. Mas patina no que diz respeito à recepção de crítica e de público (de 5,32 milhões de telespectadores na estréia americana, em 21 de junho, caiu para 4,63 milhões na segunda semana).

Divulgação/Shaw Media/Global Television Network/ABC

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Cena do segundo episódio, com audiência recorde nos Estados Unidos e nem tanto assim no Canadá: morfina, bombas, injeção contra febre, decepção de crítica e declínio de público

Colocado como drama de verão para tapar os buracos das reprises de praxe (tal qual a bem-sucedida Rookie Blue), Combat Hospital se mostra como um acerto conjunto da Shaw Media e da ABC para o verão usualmente “morto” para a maioria das redes abertas americanas em termos de programação roteirizada. Com elenco modesto e orçamento na casa dos US$ 2 milhões, Combat mostra mais acertos que se pensa.
Com Bin Laden e Gaddafi já capturados e mortos por SEAL’s (forças especiais da marinha americana) e rebeldes da Líbia (não os Rebeldes da novela da Rede Record!), respectivamente, Combat Hospital é o tipo de discurso anti-bélico que, na teoria, parece perdido no tempo. Mas, em tempos de Grey’s Anatomy, faz algum sentido em continuar. Há conversas fortes nesse sentido. Torçamos. Até domingo.

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte que circula no domingo (13/11)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Coluna da Semana, Mondo cane, Séries, Sônia Abrão, Vasto mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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