Após a ‘cereja do bolo’ ter ido para a Band, sobra sofrimento para os outros concursos nacionais de beleza no Brasil


A gaeta(*), a Look Top Beauty e a MMB Produções que paguem a conta a partir de agora

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Divulgação/Miss World Organization

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Juceila Bueno (dir.), em castelo escocês: sofre, Brasil

Com a passagem da concessão do Miss Universo para a Enter-Entertainment Experience, braço de eventos da Rede Bandeirantes (sócia por ora da Globo no futebol brasileiro e não mais no Carnaval carioca), sobrou para a gaeta(*) promoçoe$ e evento$, a Look Top Beauty e a MMB Produções arcarem com a partilha dos outros outrora principais concursos de beleza feminina no Brasil – o Miss Mundo Brasil (uma facção criada pelo SBT para dissociá-lo do Miss Brasil-Miss Universo), o Miss Brasil Beleza Internacional (que continua com a quadrilha de Nayla Micherif e Boanerges Gaeta Jr., lobistas da Globo e do PSDB mineiro) e o Miss Terra Brasil (o mais irrelevante de todos, criado a pedido dos organizadores filipinos do Miss Terra, existente desde 2001).
Retirando-se o Miss Terra Brasil, a rachadura é mais que notável nos três principais concursos internacionais de beleza feminina em suas representações para o Brasil. Não tem mais volta. Retorna-se, com isso, ao patamar de estagnação em que o país se encontrava no Miss Universo, no Miss Mundo e no Miss Beleza Internacional no período de 1981 a 1989. Nenhum título, algumas semifinalistas e nenhum resultado concreto. A experiência da Band com Paulo Max para o Miss Beleza Internacional foi um desastre completo. Morreu no primeiro ano (1982) e não passou daí. A partir de então, mulher brasileira em primeiro lugar só em capa de revista masculina do Grupo Abril (que tem como sócios os sul-africanos da Naspers, que apoiaram o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos), em novela da Globo e em reality de gosto duvidoso da mesma emissora, a qual ignoraria o comício das Diretas Já, as finais do American Idol de 2010 e 2011 e o Pan de Guadalajara que acabou neste domingo (30), com desempenho recorde para o Brasil fora do próprio país.
De produções rastaqueras, podres e medianas, as competições do Miss Mundo Brasil, do Miss Brasil Beleza Internacional e do Miss Terra Brasil são invendáveis, imprestáveis e inegociáveis para os mais aceitáveis padrões publicitários. Os quais preferem uma Miss Brasil(**) eleita para o Miss Universo(*) do que para um concursinho internacional de 93ª categoria. São os casos do Miss Mundo, Miss Terra e Miss Beleza Internacional, cujo interesse da grande mídia é nulo, afinal fazem menos de dois meses que a Miss Universo 2011 (a angolana Leila Lopes) foi eleita e o consórcio Band-Globo-Estadão-ESPN não quer pegar carona nessa ressaca. Gastaram-se R$ 36 milhões (cerca de US$ 72 milhões) na organização do Miss Universo(**) em São Paulo, feita pela Globo e repassada à Band com a anuência da Comcast-NBCUniversal e da Trump Organization. Tudo às custas do bolso sofrido do contribuinte paulistano, paulista e brasiliense. Pasmem! O contribuinte de IPTU da capital federal pagou por míseros 2:30 de inserção publicitária travestida de documentário ante míseros 5,3 milhões de telespectadores nos Estados Unidos (perdeu para Bachelor Pad, Monday Night Football, Hell’s Kitchen e cia.) sobre os preparativos para a Copa do Mundo FIFA 2014 (com maquete do novo Estádio Nacional incluída). Era o que já dizia o falecido sociólogo Vicente Matheus acerca dos problemas que a Enter-Band já enfrenta para credenciar coordenadores estaduais para o Miss Universo Brasil (nova versão reloaded do velho Miss Brasil, comprado pela Globo em 1990 após uma negociata fracassada envolvendo a Miss Brasil 1989 Flávia Cavalcante para participar de uma novela das oito – Meu Bem Meu Mal).
Embora tenha enviado uma candidata tecnicamente favorita a figurar em listas de sites tipo GlobalBeauties (a gaúcha Jucélia Bueno), a organização do Miss Mundo Brasil erra feio quando escolhe seus parceiros de mídia. Primeiro foi a CNT, que passou seus canais para a turma de Nelson Tanure (e meteu a MMB Produções no imbróglio do Miss Mundo Brasil 2007, que nem o rotweiller do rapper/ator Ice-T viu). Atualmente, tem como único canal de mídia o UOL(***), portal do Grupo Folha(****) que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, realizado em Miami, emprestava seus carros de reportagem aos serviços de repressão da ditadura militar tais quais DOI-Codi, DOPS, etc. Basta ver a novela Amor e Revolução (SBT) para ver o tamanho do estrago que essa aliança causou ao país.

Divulgação/Miss Brasil Oficial

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Danielle Kniedel: mais desgraça para o Brasil

No que restou da gaeta(*) para concursos internacionais, Gabriela Marcelino não tem a mínima condição técnica de figurar entre as semifinalistas do Miss Beleza Internacional, que acontece neste domingo (6) em Chengdu (China comunista). O que dizer de Danielle Kniedel para o Miss Continente Americano??? Nada. O concurso já aconteceu em 22 de outubro e a acreana amergou uma classificação humilhante entre as seis semifinalistas. Isso num universo de apenas 21 candidatas (para 45 possíveis participantes). É a lata do lixo. Desempenho ridículo, horroroso. Mesma coisa se deve esperar de Jucélia no Miss Mundo 2011, no mesmo domingo, em Londres. Nos concursos internacionais de beleza feminina, o Miss Mundo é a segunda divisão; o Miss Beleza Internacional, a terceira; e o Miss Terra (que acontece no dia 3 de dezembro, em Manila), a quarta.

Divulgação/Miss Brasil Oficial

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Gabriela Marcelino: outra tragédia anunciada

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(***)UOL é o braço de Internet do Grupo Folha(****) em associação com a Abril-Naspers, que, quando governou a África do Sul, apoiou o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos. E, durante os 15 anos de governos tucanos em São Paulo, ofereceu assinaturas de suas revistas sem licitação (inclusive livros pornográficos e revistas de mulher pelada) às escolas públicas do Estado.
(****)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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