Recomenda-se ao colunista Cláudio Barros trabalhar como roteirista de sitcom na rede norte-americana NBC


Whitney e 2 Broke Girls, para começar

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Mitchell Haaseth/NBC/Divulgação

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Whitney Cummings e Chris D’Elia, duas “vitimas da mídia golpista” segundo Barros

Na sua colona(*) humorística de domingo passado no JMN, o confrade Cláudio Barros soltou a infelz pérola sobre a blogosfera independente que denuncia as pornochanchadas do PIG(**):

“O PCdoB e o PT, dois partidos que construíram o pouco que ainda lhes resta de reputação ilibada com boas e necessárias denúncias sobre as malfeitorias de seus congêneres conservadores de direita, agora querem vender a imagem de vítimas de uma conspiração da mídia golpista. Sempre acostumados a serem baladeira e não vitrine, recorrem a um truque rastaquera de presdigitação política. Se há denúncias, melhor apurá-las. Ver nisso um movimento golpista, uma armação da elite ou coisa que o valha é conversa para boi dormir. Enganação grossa, porque boa parte dos partidos ‘de direita’ se aninha muito bem no vastíssimo arco de alianças montado pelo Partido dos Trabalhadores”.

Lamentavelmente, Cláudio Barros construiu sua reputação com o que restou de reputação dos “princípios editoriais” do consórcio Globo/Estadão: nada. O texto de Barros desqualificando as denúncias do PC do B e do PT contra o jornalismo porco que se pratica pelo establishment da mídia brasileira – capaz de fabricar porcarias fonográficas como Paula Fernandes, Luan Santana, Restart, Dudu Gavassi, dentre outras mais – remete mais a uma piada mal escrita a ponto de selar seu curriculum vitae para ser enviado à comediante norte-americana Whitney Cummings, ex-painelista do Chelsea Lately e atualmente focada em dois projetos: a sitcom que leva seu prenome na NBC (ordenada para uma temporada completa) e a co-criação de 2 Broke Girls na CBS (também agraciada com uma full-season). Reparem, senhores. Cláudio Barros não faz jornalismo quando ataca as conquistas sociais do Brasil nos governos Lula e Dilma. Faz isso sim é humor negro às custas da desgraça alheia, sobretudo de concorrentes e desafetos eleitorais da Rede Globo e suas empresas-satélite.

Richard Cartwrhight/CBS/Divulgação

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Max (Kat Dennings) mostra a Caroline (Beth Behrs) a colona(*) Frente Ampla da semana passada, redigida por um protegido de Gilmar Mendes, FHC, Daniel Dantas e Bill Clinton

O mesmo que Cláudio Barros disse na ária imbecil acima deve ser dito de PSDB, DEM, PSD e PPS, quatro partidos da direita retrógrada brasileira padrão Globo/Sarah Palin’s Alaska da novela das nove regada a litros de sangue, gestos faciais de ódio do William Waack (cabedal da Casa Branca para o jornal da globo) e lágrimas copiosas da Danica Patrick na ESPN norte-americana após a tragédia de Las Vegas que ceifou a vida do piloto inglês Dan Wheldon numa prova da IndyCar Series acostumados a satanizar não apenas as conquistas e avanços sociais na era Lula/Dilma (o povão passou a ver a World Series e o Sunday Night Football graças ao Bolsa Família e ao Fome Zero). Mas, principalmente, movimentos sociais como o MST, que lutam contra a grilagem de terras da União (como as praticadas criminosamente há séculos pela paulista Cutrale e durante 11 anos pela Rede Globo num terreno contíguo à sua sede paulistana, na região da Berrini, usada para compor o cenário dantesco do concurso Miss Universo 2011(***), da Globo, cedido à Band numa negociação com a NBC). E, principalmente, contra padres de esquerda como Frei Betto, excomungado pelo papa João Paulo II em 1984 por falar verdades sobre a exploração criminosa do agri-business.
Meus pêsames, Cláudio Barros, pelo desserviço que prestaste.
Para terminar, versos abaixo do Lázaro do Piauí servem para detratores do Piauí na imprensa do Piauí, como Barros. Prestem bastante atenção:

Só por amor

“Fico triste se vejo um conterrâneo
Falando ou deixando falar
Dizendo que não ama o Piauí
Que quando puder vai se mudar
Eu lamento a falta de amor
Pelo berço onde ele foi gerado
Aí é que eu grito mais forte
Ninguém fala mal do meu estado
Fala não que eu não vou deixar
Ninguém fala mal do meu lugar”.

(Lázaro do Piauí)

Reproduções/Blog O Caso Bianca Abinader

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Em sentido horário, a nota do Nassif e a médica amazonense Bianca Abinader, vírima do jornalismo espúrio praticado pelo Estadão em que Barros trabalha e pela Globo via CBN Manaus, através de um apresentador que comprou diploma de jornalista, em palavras do correspondente do jn na Inglaterra Marcos Losekann

(*)Convém lembrar que colona não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. Tratam-se de colonistas que, na visão de Paulo Henrique Amorim, “…tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso específico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…”. Para o Críticas, tratam-se de colonistas sociais que tratam o Brasil como um combinado de Venezuela em termos missológicos com um Sudão em termos econômicos, sociais, de infra-estrutura (vide a campanha que a Globo e a Band fazem contra a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Verão de 2016 por causa dos aeroportos) e de educação. Mais: tratam-se de colonistas sociais, calunistas de sites de celebridades, de jornais facistóides e de revistas de entretenimento que jamais reconhecerão Haley Reinhart, James Durbin, Scotty McCreery e Lauren Alaina, finalistas do American Idol em 2011, como promessas da indústria fonográfica. Preferem a Paula Fernandes, o Neymar, o Elano, o Luan Santana, a Nayla Micherif, a Mariana Rios, namorada do Di do NXZero e a Giovanna Lancelotti, namorada do Pê Lanza do Restart, ambas empregadas da Rede Globo, à Pia Toscano, ao Paul MacDonald, ao Ruben Studdard, à Lindsey Vonn, ao Johnny Weir, ao Clay Aiken, ao Francis Lopes, ao saudoso Raimundo Soldado, ao Israel Lucero, ao LeeDewyze, ao Goffredo da Silva Telles Jr., autor da Carta aos Brasileiros de 1977, à Sarah Michelle Gellar….
(**)In none serious democracy in the world, conservative, low-quality and even sensationalistic newspapers and only one television network matter as much influence as they do in Brazil. They have become a political party, the PIG (Pro-Coup Press Party). These are their stories
(***)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Elliot Stabler da direita, Força da Grana, Globelezação, Imprensa monopolista, Jornalismo, Monopólio da informação, Poderes ocultos, Podres poderes, Realidade brasileira, Séries e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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