Para onde vai Nelito Marques, após o desmantelamento do Miss Brasil(*) da gaeta(**)? Para lugar nenhum


A velha história do cão sem dono, ainda mais se tratando de misses piauienses

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotos Reprodução 180graus e Reprodução/CidadeVerde.com

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Quem matou Rosie Larsen?: veja no Lifetime Movie do mês,
depois da macrossérie
O Astro, logo depois desse babacóide

Após a expulsão da gaeta(**) promoçoe$ e evento$ da espelunca do concurso Miss Brasil(*) válido pelo Miss Universo, começou o assédio da Band aos ex-coordenadores estaduais da gaeta(**), tentáculo do monopólio da Globo que atrasou em 25 anos o desempenho brasileiro em concursos internacionais de beleza. Em se tratando do colunista social Nelito Marques, coordenador desde 1991 do concurso Miss Piauí (historicamente atrelado à quadrilha de Nayla Micherif e Boanerges Gaeta Jr. desde meados dos anos 1990), a coisa fica mais séria. Ainda mais se tratando de um Estado paupérrimo e sem condições técnicas de eleger uma Miss Universo. Quase chegou lá em 2010 com Lanna Lopes, mas as mãos serristas do consórcio Globo/Band/gaeta(**) impediram a moça de Ipiranga do Piauí de ir para Las Vegas disputar a coroa com outras 82 candidatas.
Depois da implosão do covil da gaeta(**) pela Miss Universe Organization à meia-noite de 13 de setembro, começou a se desenhar um cenário de perplexidade e incerteza para a maioria dos 27 (esse número pode subir para 31) coordenadores estaduais do antigo concurso Miss Brasil(*), no extinto modus operandi adotado tanto pelos Diários Associados quanto pelas Organizações Globo/gaeta(**)/PSDB/DEM/CCC/UDR/TFP/Tea Party/Cansei/PSD. Não apenas para Nelito quanto para Miguel Braga, coordenador do Miss Pernambuco cuja adesão ao Miss Universo Brasil da Enter, empresa de eventos da Band, já foi negada. O triste episódio envolvendo o ensaio de nudez da Miss Pernambuco 2008 Michelle Fernandes da Costa para a Playboy de março de 2009 ainda em pleno reinado (mesmo tendo sido escondida sob a manta de ex-Big Brother da Globo) pesou para que Francisco Nogueira desse uma carta sentenciatória a Braga, cientificando-o das rígidas normas da Miss Universe Organization. Coisa que a gaeta(**) não levou a sério. E foi posta para fora do salão de baile.
Em sua colona(***) do dia 30 de setembro no jornal Diário do Povo, Marques expôs uma teia de contradições pior que a do casal Nardoni naquela disgusting, deprimente entrevista que obrigou a Rede Globo a mudar o nome de sua ex-revista eletrônica de Fantástico para Chantástico(****) dado o fel de ódio de suas reportagens contra concorrentes, opositores, desafetos e American Idols (menos a Kelly Clarkson, cuja condição os cangaceiros da famíglia Marinho fazem questão de ocultar, tal qual o Leando “Pica-Pau” Lopes do Rapazolla e o Scotty McCreery). Uma aberração do início ao fim.
Sem ter o que explicar, Nelito Marques (que assinaria com a Enter/Geo Eventos dias depois) tenta explicar o inexorável. Mas não vai ao pus da coisa: o crime da Rainha das Rosas é pior que a série de crimes hediondos contra a economia popular cometidos pela Globo, pela gaeta(**) e seus padrinhos políticos. Uma coisa é certa: a estudante de Direito Fernanda Lages não morreu nos braços de Nayla Micherif. Basta perguntar para a Polícia Civil do Piauí, para o Robert Goren, para a Barbara Walters, para o Walter Cronkite, para o L.A. Reid, para a Paula Abdul e para o Ryan Seacrest que eles tem as melhores respostas.
Para completar a pensata, o brilhante editorial da Maria Carcará publicado no Portal Meio Norte em 2 de setembro (10 dias antes da gaeta[**] ser expulsa da franquia brasileira do Miss Universo) mostra que tipo de jornalismo Nelito Marques realmente esconde:

Quem matou Fernanda Lages Veras, a Rainha das Rosas?

A pergunta que intitula este editorial poderia ser encarada como um clichê típico das telenovelas brasileiras. Isto se o assassinato não tivesse acontecido com uma pessoa próxima a nós, uma pessoa que a gente acompanhou o crescimento. O que aconteceu com a Rainha das Rosas Fernandinha se repetiu tentas vezes este ano no Piauí. Tantas mulheres morreram vítimas de homens que acreditavam que podem dispor da vida da mulher pelo simples fato de ter se relacionado com ela. O crime de Fernanda pode até não ter sido passional, mas foi cometido por um homem, ou um monstro que astutamente a levou para o ‘cheiro do queijo’ e lá a assassinou cruelmente. Não tão só assassinou a Fernanda, mas implantou um sentimento de medo em todos os pais de Teresina que não dormem mais preocupados com seus filhos. No lugar dela, poderia ser qualquer uma. Quantas Marias, Clarices, Joanas, Lucianas, Carolinas não são assassinadas diariamente por aí simplesmente porque o machismo não permite que certos homens deixem as mulheres viver em paz?
Fernanda era uma menina ainda. Tinha 19 anos e muita vida pela frente. Do momento que saiu do Bar do Pernambuco onde ficou até cerca de 4:30 da manhã com quatro amigos até o momento que seu corpo foi encontrado no canteiro de obras do Ministério Público Federal passou-se cerca de 2 horas. O que aconteceu durante este tempo? Por que ela não ofereceu resistência para entrar? Conhecia o seu algoz? Confiava nele? Por que um silêncio ensurdecedor envolve este crime? Por que o delegado Mamede entregou o caso? Por quê?
Já são nove dias sem um resultado concreto, sem um suspeito, sem um caminho que aponte para verdade. Nós perdemos a Fernanda. Nada a trará de volta, mas temos o direito de saber quem fez isso e de vê-lo respondendo por este crime. A morte de Fernanda não pode ficar como muitos outros no Piauí sem resposta. Quem matou Abraão Gomes? Quem matou Donizetti Adalto? Quem matou Otacílio Fortes? Quem matou o fotógrafo Marcos Chapéu? Quem matou o funcionário da Funasa, Alípio Ribeiro, em Campo Maior? Quem matou o empresário Antônio dos Santos, o “Toim do Camarão”? Quem matou o contador Guilherme Castelo Branco no Saci? Estas são perguntas que nunca saberemos a resposta. Um filme que já assistimos e que não queremos ver ser reprisado”.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(***)Convém lembrar que colona não tem nada a ver com cólon da Gyselle Soares. Tratam-se de colonistas que, na visão de Paulo Henrique Amorim, “…tratam o Brasil da perspectiva do que imaginam que a Metrópole imaginaria o Brasil. No caso específico de Gaspari, ele trata o Brasil da perspectiva do que imagina que os professores de Harvard pensariam do Brasil e dele…”. Para o Críticas, tratam-se de colonistas sociais que tratam o Brasil como um combinado de Venezuela em termos missológicos com um Sudão em termos econômicos, sociais, de infra-estrutura (vide a campanha que a Globo e a Band fazem contra a Copa de 2014 e as Olimpíadas de Verão de 2016 por causa dos aeroportos) e de educação. Mais: tratam-se de colonistas sociais, calunistas de sites de celebridades, de jornais facistóides e de revistas de entretenimento que jamais reconhecerão Haley Reinhart, James Durbin, Scotty McCreery e Lauren Alaina, finalistas do American Idol em 2011, como promessas da indústria fonográfica. Preferem a Paula Fernandes, o Neymar, o Elano, o Luan Santana, a Nayla Micherif, a Mariana Rios, namorada do Di do NXZero e a Giovanna Lancelotti, namorada do Pê Lanza do Restart, ambas empregadas da Rede Globo, à Pia Toscano, ao Paul MacDonald, ao Ruben Studdard, à Lindsey Vonn, ao Johnny Weir, ao Clay Aiken, ao Francis Lopes, ao saudoso Raimundo Soldado, ao Israel Lucero, ao LeeDewyze, ao Goffredo da Silva Telles Jr., autor da Carta aos Brasileiros de 1977, à Sarah Michelle Gellar….
(****)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Globelezação, Imprensa monopolista, Mondo cane, Nossas Venezuelas, Projetos especiais, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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