Começo de semana: o enterro simbólico da gaeta(*)


O último adeus ao entulho missológico que atrasou o Brasil em 10, 20 anos seu desempenho no Miss Universo, mas ainda assusta em outros concursos internacionais

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Fotomontagem Blog Misses Estaduais sobre Divulgação/Gaeta

http://missesestaduais.files.wordpress.com/2011/09/mb_gaeta.jpg
Nunca mais

Não foi surpresa nenhuma a Enter, empresa de eventos do Grupo Band, ter puxado o tapete da máfia da gaeta(*) promoções e eventos na franquia brasileira do concurso Miss Universo, cuja imagem andava combalida desde 1986, quando o país cerrou um ciclo de 24 classificações não consecutivas na disputa internacional, e desde 1990, quando executivos da Rede Globo selaram o destino do certame numa reunião a portas fechadas com a produtora Marlene Brito, recém-demitida do SBT, que acabara de abandonar a representação brasileira do Miss Universo. Não mesmo. Nos anos em que a quadrilha de Paulo Max, Paulo Max Junior, Ana Paula Sang e Boanerges Gaeta Jr. mandou e desmandou na coordenação nacional do Miss Universo, o país teve apenas cinco classificações entre as semifinalistas, num total de 18 participações. Esse cálculo, no entanto, exclui o periodo em que Brito coordenou o Miss Brasil sem a chancela de nenhuma emissora e, ainda assim, sofrendo represálias de anunciantes do Jô Soares Onze e Meia e do Programa Sílvio Santos, por exemplo, que não queriam associar suas marcas ao que chamavam de “lixo sexista”, “praga”, “verminose”, “incentivo à prostituição”, “apelação”, “sensacionalismo” e “aberração às custas da audiência”. Não são palavras minhas e sim de publicitários da cepa de Washington Olivetto (da W/Brasil), Mauro Salles, Francesc Petit, Roberto Dualibi (da DPZ) e colunistas do pedigree de Ferreira Netto, lobista na surdina dos interesses direitistas da famíglia Marinho em sua coluna diária, reproduzida jornais país afora.
A entrada da Enter-Entertainment Experience na coordenação brasileira do Miss Universo, se não é o curativo que todos desejam, serve ao menos como paliativo para atenuar a desgraça brasileira no Miss Universo. Desde 2007, em plena jestão calamitosa da gaeta(*), o país vinha acumulando três eliminações seguidas, o que seria um absurdo em outros tempos. Para os Diários Associados, a desgraça do Miss Universo no Brasil só não foi maior porque o Grupo Sílvio Santos assumiu, no inventário da Rede Tupi, em abril de 1981 perante o Ministério das Comunicações do governo militar do presidente João Figueiredo (outro aliado da Globo), a herança dos concursos de Miss Brasil e Miss Universo, mas o Miss Mundo viria à parte, em negociação separada, realizada em 1983. Entre a morte de Assis Chateubriand, em 1968, e a concordata do grupo, em 1980, o Brasil foi para fora da lona das semifinais cinco vezes (três delas consecutivas, entre 1976 e 1978). Logo no ano em que a Tupi respirava por aparelhos e vivia a sua eutanásia, Eveline Schroeter foi a última representante brasileira no Miss Universo a ser passada a faca nas preliminares devido à incompetência técnica do condomínio que arruinou os Associados, então encabeçado pelo então senador capixaba João Calmon (1916-1999).
No SBT, o Miss Universo nunca foi visto como produto jornalístico de grade. Mas, mesmo assim, começou a dar dor de cabeça em 1983, quando veio a primeira sequência de desclassificações, interrompida pela carioca Márcia Gabrielle (eleita Miss Brasil pelo Mato Grosso) em 1985. Após os louros midiáticos de Deise Nunes como a primeira afrodescendente a representar o país no Miss Universo, a emissora não soube aproveitar as oportunidades e, em 1987, torrou todo o orçamento destinado ao Miss Brasil 1988 e Miss Universo 1988 na contratação milionária de Jô Soares, humorista então dissidente da Rede Globo, cujo manifesto contra a emissora carioca foi lido abertamente no Troféu Imprensa 1988.
Em 1989, o SBT ainda detinha os direitos de representação do Miss Universo para o Brasil, mas o contrato da Paramount (distribuidora do certame em nível internacional) com a Miss Universe Inc. já havia acabado. E sobraram mais problemas para o Grupo Sílvio Santos. Fora a falsa candidatura de Senor Abravanel ao Palácio do Planalto, a emissora não assinou com a ITT Tecnologies, nova proprietária do certame, para exibir o Miss Universo 1989 em sua grade. Nem minuta de contrato havia sequer. O SBT, por aparelhos, dependia da Paramount para exibir o Miss Universo 1989. Mas bebeu da fonte errada: o Miss Universo 1989 foi realizado no México (Cancún) já sob novos organizadores. E isso Guilherme Stoliar, sobrinho carioca de Sílvio Santos à época responsável pela coordenação da rede do SBT, não levou em conta. Foi para a rede descansar enquanto as candidatas (inclusive a Miss Brasil Flávia Cavalcante) desfilavam ante fotógrafos nos boxes do Grande Prêmio do México de Fórmula 1, realizado cinco dias após a realização do certame.
A gota d’água viria em 15 de abril de 1990, quando Marlene Brito, indignada, telefonou para Sílvio Santos informando da realização do Miss Universo 1990 naquele dia, em Los Angeles, no teatro chinês do Shubert Theatre. Afetadíssima pelo Plano Collor I, Marlene, que viu muitos de seus colegas de produção do Miss Brasil-Miss Universo terem sido demitidos na espadada pós-medidas econômicas desastrosas de 16 de março foi a última a saber da mancada que foi não colocar o Brasil na disputa do Miss Universo 1990. Outros países, como a Venezuela e os Estados Unidos, haviam escolhido suas candidatas ainda entre fevereiro e março, quando nem parte da equipe que iria coordenar o Miss Brasil 1990 havia sido formada. Pior: nem um produtor sequer fora contratado para os concursos de Miss Rio de Janeiro, Miss São Paulo e Miss Rio Grande do Sul, cujos calendários estavam atrasados em três meses em relação ao habitual.
Altamente revoltada com a nota do jornal O Estado de S. Paulo, Marlene tentou ligar para Sílvio Santos, o próprio Stoliar, e o vice-presidente Luciano Callegari, sem sucesso. Na manhã da segunda-feira, 16 de abril, foi recebida na sede da Vila Guilherme com uma carta de rescisão de contrato, assinada por Sílvio. Era ela a última das 324 almas postas para fora do SBT devido à contingência de gastos imposta pela “Era Collor”, que desgraçou o Brasil em 10 anos. Missologicamente, o país atrasara em 15 anos em relação a potências como Suíça, Colômbia, Suécia, Venezuela e Estados Unidos. Em junho de 1990, Marlene foi para Los Angeles para se reunir com diretores da Miss Universe Inc., sem que seus ex-patrões soubessem. Na teoria, o SBT ainda tinha a representação do Miss Universo no país quando, na prática, estava tudo perdido. O contrato entre Marlene Brito (que constituiu às pressas uma firma denominada Most of the Brazilian Beauty, com diretores do SBT servindo como “laranjas”) e a ITT Tecnologies foi assinado em 16 de junho, sem que nenhum repórter soubesse. Nem Ferreira Netto. Nem Giba Um. Nem a grega Alice Kostakis. Nem a Sônia Abrão. Muito menos a goma de cabelo usada pelo Alec Baldwin em seus filmes e pelo então presidente Collor de Mello.

O grande Golpe

A razão para Marlene Brito ter sido expulsa do SBT é descohecida até hoje. Mas, extra-oficialmente, a demissão da coordenadora geral do Miss Brasil-Miss Universo para o canal paulista foi motivada por uma nota de Ferreira Netto, semanas antes, na revista de fofocas Amiga, da Bloch Editores, do mesmo grupo proprietário da Rede Manchete (que exibia à ocasião o smash-hit ecológico/ambientalista Pantanal) insinuando que a Miss Brasil 1989, Flávia Cavalcante Rebêlo, baiana eleita pelo Ceará para representar o país no Miss Universo 1989, fora convidada para integrar o elenco de uma novela em produção na Rede Globo para a faixa das 20h30. Tratava-se da substituta de Rainha da Sucata, Meu Bem Meu Mal, encomendada a Cassiano Gabus Mendes (1929-1993). Formalmente, Flávia jamais fôra convidada para integrar o cast da produção, recordista de audiência entre o final de 1990 e o começo de 1991. Mas a lenda da reunião secreta entre Marlene e os filhos de Roberto Marinho para tratar da contratação imediata da Miss Brasil 1989 para integrar o cast global ainda persiste.
Marlene foi afastada da representação brasileira do Miss Universo secretamente em agosto de 1993, quando um grupo de colunistas sociais, insatisfeitos com as proibições da chefe da Most of the Brazilian Beauty, redigiu uma carta indignada aos diretores da Miss Universe Inc. e à rede norte-americana CBS, expressando sua indignação com o que chamavam de “descaso”, “irresponsabilidade” e “desatenção” para com as representantes brasileiras na disputa. Segundo documentos da época, Leila Schuster, semifinalista no Miss Universo 1993, “não recebeu nenhuma garantia financeira da Rede Bandeirantes, emissora que pagou para não transmitir [o concurso] em favor de eventos esportivos divididos com a Rede Globo”. Mais adiante, a carta altamente revoltada dizia que “o Grupo Sílvio Santos, desde 1990, pagava por um evento que não transmitia”. E assim o foi até 2002, quando o SBT escondeu a transmissão do Miss Universo pela última vez.
Foi nessa ocasião que apareceu um empresário carioca desconhecido, Boanerges Gaeta Jr., que serviu como intermediário nas negociações para tirar o Miss Universo de Marlene Brito e, por tabela, do SBT e da Band. Notório lobista das Organizações Globo, Gaeta assumiu a franquia brasileira do Miss Beleza Internacional em 1981, após o Grupo Sílvio Santos ter sido declarado vencedor da licitação para os canais da Tupi em São Paulo, Belém, Porto Alegre e uma antiga emissora local do Rio, a TV Continental, que seria usada para exibir a programação da Rede Record na capital fluminense. De livre trânsito entre globais, plutocratas, neoliberais tucanos e generais de pijama da ditabranda militar, Boanerges Gaeta Jr. serviu como avalista nas negociações obscuras entre a Associação Brasileira de Colunistas Sociais (ABRACOS), a Rede Globo e a Miss Universe Inc.. Pelo acordo, a Globo pagaria US$ 50 milhões para não transmitir o Miss Universo nem noticiar nada sobre o concurso pelos período entre 1994 e 1999, renovável por mais cinco anos. A preço de tabela, isso significava afundar ainda mais a reputação brasileira no Miss Universo através de matérias tendenciosas no Chantástico(**), editoriais grosseiros no jornal O Globo e escondendo as misses estaduais e misses Brasil na condição de figurantes de programas humorísticos tipo Casseta e Planeta Urgente! e Chico Total e de suas novelas.
Gaeta não apareceu nos créditos da direção do Miss Brasil em 1994, outorgada a Paulo Max, antigo apresentador do certame na Rede Tupi. Na chincha, foi usado como “laranja” da Globo pela ABRACOS para impedir a sua divulgação pela mídia, fosse ela eletrônica ou impressa. Max morreu em um acidente de carro na Serra Fluminense em agosto de 1996, sem ter conseguido, pessoalmente, lograr uma classificação entre as semifinalistas no Miss Universo. Além do Miss Universo, a firma de Paulo Max ficou também com a concessão do Miss Mundo e do Miss Beleza Internacional, de modo a esconder também estes certames da mídia, amparada no projeto neoliberal e privatizante dos então presidentes Itamar Franco (1930-2011) e de seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, empossado em 1º de janeiro de 1995 após uma campanha suspeita de eleição no primeiro turno, apoiada pela ABRACOS e pela Globo.
Com a morte de Paulo Max, Boanerges Gaeta Jr. foi, aos poucos, tomando poderes de Paulo Max Jr. e Ana Paula Sang, filhos do ex-coordenador do Miss Brasil. Em junho de 1998, ao saber da exibição de uma edição do Miss Universo em horário nobre pelo SBT, Gaeta telefonou para Roberto Marinho para saber como neutralizar o que a rede de Sílvio Santos batizara como “evento televisivo” em plena época de Copa do Mundo FIFA, realizada na França e transmitida pelo canal paulista a exemplo de outras quatro redes abertas (fora a Globo, Band, Manchete e Record) e dois canais de TV por assinatura (ESPN Brasil e Sportv). “Trata da doença do Leandro (da dupla Leandro e Leonardo) que é mais importante”, assinalou o chefão da Globo, numa clara tentativa de desviar o foco. Na verdade, o Miss Universo 1998 havia sido realizado no dia 12 de maio, no Stan Sheriff Arena, em Honolulu, e o SBT insistia em levar ao ar o evento como se fosse “ao vivo” e exclusivo. Trocaram os pés pelas mãos e o plano deu errado: o certame perdeu Ibope para o Ratinho Livre da Rede Record, o programa H da Band e a série nacional Mulher, na Globo. Resultado: mais uma vez, Globo e Gaeta esconderam o Miss Universo do público brasileiro, mesmo sabendo que sua candidata (a sul-matogrossense Michela Marchi) ficara entre as 10 semifinalistas a duras penas e sem qualquer apoio.
O último garrote de Gaeta contra os herdeiros de Paulo Max foi dado em setembro de 1998 quando, numa reunião secreta com Donald Trump, novo proprietário do concurso Miss Universo, selaria a assinatura de um contrato secreto com a recém-formada Miss Universe Organization, sem o aval da Globo nem da ABRACOS, que foram as últimas a saber da piada. Implodia-se aí a Singa Brasil, para desespero de Ana Paula Sang e Paulo Max Jr., desamparados e sem ter como arcar com um custo alto para uma franquia já decadente do Miss Universo, logo em plena América do Sul. E logo, em pleno Brasil, terra de dançarinas do Tchan, Tiazinha e Feiticeira.

A rolha do poço

Em janeiro de 1999, Gaeta formou a gaeta(*) promoções e eventos para assumir as concessões antes pertencentes a Paulo Max e seus herdeiros (Miss Universo, Miss Mundo e Miss Beleza Internacional). Foi visto com desconfiança pelo mercado publicitário paulista, que enxergava nele um estróina, um imprestável para profissionalizar os concursos de misses no Brasil. Mais grave: para muitos coordenadores estaduais que trabalhavam desde a época do SBT, Gaeta era uma espécie de ovelha negra, de Rob Kardashian da incompetência missológica que se implantava no Brasil a partir de então. Verbalmente, a gaeta(*) cedeu o vídeo do Miss Brasil 1999 para a emissora da CNT no Rio de Janeiro sem nenhum tipo de acordo, sem nenhum contrato, apenas na base de cessão de horário e da confiança, o que foi feito. Imprestável, o Miss Brasil 1999 foi parar na pauta do Chantástico(**) atendendo a um antigo pleito da famíglia Marinho: esconder o Miss Brasil em favor de atriz promissora de telenovela que iria posar nua para uma revista masculina do Grupo Abril, cuja sociedade com a sul-africana Naspers ainda nem existia. Tradução: o que interessava à Globo não era a Renata Fan e sim mostrar a Débora Secco pelada nas páginas da Playboy, em pleno Suave Veneno da opressão contra os movimentos sociais e os jornalistas de oposição a FHC.
Em 2000, Gaeta tentou vender a ideia do Miss Brasil a publicitários da Avenida Paulista e dos Jardins, mas estes achavam mais vantajoso anunciar nos esgotos da Globo (Tela Quente, Casseta, Zorra Total e minisséries nacionais) do que num concurso sem projeto nem emissora. Foi à sede da CNT em São Paulo e não foi nem sequer atendido: Flávio Martinez, diretor da emissora, sugeriu a Gaeta que procurasse Roberto Irineu Marinho para acertar a ida do Miss Brasil e do Miss Universo para a Rede Globo. Gaeta não o atendeu e foi à CNT do Rio, no bairro de São Cristóvão, para acertar a exibição do concurso, a contragosto da TV Globo que, mesmo assim, manteve a pauta, mas se calou no Miss Universo 2000, vencido por uma indiana e realizado em Nicósia (Chipre). A Globo preferia as Olimpíadas de Verão aos concursos de misses e assim se comportou, desgraçando ainda mais o país, cuja economia estava seriamente abalada por crises e mais crises desde a megalomania do milagre econômico da ditabranda militar, patrocinada pela própria Globo em associação com o Grupo Folha(***) no jornal de negócios Valor Econômico.

Nip/Tuck

Outro exemplo de como a gaeta(*) não soube aproveitar oportunidades ocorreu em 2001, quando o caso da gaúcha Juliana Borges, Miss Rio Grande do Sul que assumira ter feito 19 cirurgias plásticas para participar do Miss Brasil daquele ano, no Rio de Janeiro, vazou para a grande mídia encabeçada pela Globo. Ante a gravidade do escândalo, que arruinaria para sempre a credibilidade do Miss Brasil, a gaeta(*) simplesmente se calou. Não emitiu uma nota oficial sequer. Nem assessoria de imprensa tinha. Para piorar, o quadro de funcionários se resumia a sete pessoas que recebiam sem trabalhar durante boa parte do ano. Em 2002, na ânsia de canonizar sua imagem ante os publicitários paulistanos, Gaeta fechou outro acordo verbal, desta feita com a Rede TV!, para produzir e transmitir o Miss Brasil 2002 numa boate carioca chamada Ribalta (que já sediara o Miss Brasil por duas vezes na década de 1990). Para a rehab do Miss Brasil, Gaeta escalou Nayla Micherif, Miss Brasil eleita em 1997 e desempregada até então. Estudante de turismologia, Nayla foi escalada pela gaeta(*) para acertar os contratos de TV, de patrocínio e de montagem de um site oficial. Tudo sem qualquer tipo de concorrência.
As irregularidades da gaeta(*) na gestão fraudulenta do Miss Brasil foram tema de inúmeras postagens dos blogs TV em Análise desde a sua criação, em 2005. A revelação por este Críticas da existência de uma máfia para manipular os resultados do concurso nacional válido pelo Miss Universo, em abril de 2009, foi a ponta do iceberg na já tumultuada relação com a Rede Bandeirantes, entre 2003 e 2011. Resultado: após a criação da Enter, a gaeta(*) ficou sem a franquia do Miss Universo para o Brasil. E Nayla Micherif, por sua vez, terá de arranjar outro emprego. Que não seja o de apresentadora/orquestradora de resultados do Miss Brasil-Miss Universo. A Justiça e a Polícia Federal (se é que isso vá acontecer) é quem dará a palavra final sobre esse ciclo de absurdos na missologia brasileira.

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência
(***)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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