Assunto da semana: Sarah Linden não é modelo da Lancôme


The Killing chega à TV paga brasileira com cara de telefilme

Divulgação/AMC

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Aqui, beleza não é fundamental. Crueldade e pauta de açougue, sim

Mireille Enos não ganhou o Primetime Emmy de melhor atriz em série de drama, mas The Killing (A&E, 2ª, 23h) começou bem no conceito a sua jornada de exibição na TV paga brasileira. Feita a partir de uma conhecida trama dinamarquesa (Forbrydelsen, a ser exibida logo no Globosat HD), a trama do canal pago AMC pega no fio motor do “quem matou?” logo no primeiro bloco de dois episódios.
Adaptada por Veena Sud e produzida pela FOX, The Killing ganhou fôlego para uma segunda temporada graças ao foco do “quem matou Rosie Larsen?”, jovem assassinada nas cercanias de Seattle, reduto também de Grey’s Anatomy, da cafeteria Starbucks e da Boeing. Com tinturas políticas, tal qual no original, The Killing patina entre a pauta do Brasil Urgente e o telefilme nas acepções do piloto e de The Cage, episódio que veio logo a seguir.
E não foi à toa que Sud acertou com as duas mãos ao tirar do porta-malas de um carro a grande questão que aterrou não apenas os pais da adolescente morta, interpretados por Michelle Forbes (indicada ao Emmy de coadjuvante em drama) e Brent Sexton. O desespero digno de pauta do Ronda do Povão ao abrir-se o porta-malas de um carro serve como baliza para a crueza da ficção. Altamente cortante.
Na lâmina entre os dois primeiros episódios e os dois próximos (de um conjunto de 13), The Killing supera Dexter não no trato humanístico. Mas na crueza de sua maquiagem superpesada, que derruba convenções de estética, a começar da personagem de Enos. Ante Sarah Linden, Annie Frost (Kelli Giddish, Chase, 2010-2011) parece competidora de concurso de miss. Show de horrores do mais puro. Até domingo.

Divulgação/AMC

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A arte de explorar a desgraça alheia, que rendeu indicação ao Emmy

Publicação simultânea com o caderno Notícia da TV do Jornal Meio Norte, que circula no domingo (2/10)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Água oxigenada, Coluna da Semana, Mondo cane, Séries, United States of Tara Conner, Vasto mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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