Efrém Ribeiro manda Daniel Dantas, Eike Batista, Roger Agnelli (Vale) e Antônio Ermírio de Moraes irem ‘para aquele lugar’


É a Rede Meio Norte criando seu aprendiz de Ricky Gervais

ATAS/Zap2it

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O repórter do JMN na cerimônia dos Primetime Emmys 2011, derrotada no Ibope pela NFL e pelo Chantástico(*)

O Críticas toma a liberdade de reproduzir a peça abaixo, do repórter Efrém Ribeiro do Jornal Meio Norte, acerca da esculhambação mineralógica que pode custar o desenvolvimento do Piauí. Não tem graça. Reparem:

Especulação fizeram com que terras das reservas de ferro da região de Paulistana e Jacobina já fossem vendidas três vezes, diz Wilson Martins

Com a anúncios de investimentos milionários, de oferta de trabalho para milhares de piauienses, grande empresas mineradoras e os homens com maiores fortunas do país – Eike Batista, Vale, Antônio Ermínio de Moraes e Daniel Dantas, compraram grandes extensões de terras, encontraram grandes reservas de minérios no Piauí, mas não estão produzindo ou beneficiando os minérios, produzindo riquezas ou ajudando o desenvolvimento do Estado.
Isso não acontece porque em vez de extraírem os minérios, beneficiarem e venderem para os mercados nacionais e internacionais, as empresas e milionários estão especulando as terras e para controle da oferta e dos preços dos minérios.
O governador Wilson Martins (PSB), que aposta da exploração mineral como um dos pilares para o desenvolvimento do Piauí, percebeu a estratégia das mineradoras.
O governador Wilson Martins diz que por causa da especulação, as terras onde existe uma reserva de ferro e manganês de 1,1 bilhão de toneladas nas regiões de Paulistana e Jacobina do Piauí já foram vendidas três vezes. Ele mostra como é o esquema de especulação: o empresário de pequeno ou médio porte pesquisa genericamente sobre a reserva e vende as terras para uma empresa rico e mais organizada, que avança, com mais recursos nas pesquisas, e, por sua vez, vende para uma grande companhia mineradora.
“Existe a especulação”, afirmou Wilson Martins.
Martins diz saber que os investimentos em mineração demoram para dar resultados. Admite que as pesquisas são lentas e as empresas fazem rigoroso levantamento das viabilidades econômicas da exploração das reservas, mas acha é preciso regular essa demora para evitar a especulação de terras sem a efetiva exploração dos minérios.
Wilson Martins informou que vai enviar para a Assembleia Legislativa projeto de lei dando prazo para as mineradoras iniciarem a efetiva exploração e beneficiamento dos minérios sob a pena da retirada dos incentivos fiscais concedidos pelo Governo do Estado.
“Vamos enviar projeto de lei para a Assembleia Legislativa projeto vinculando um prazo para a exploração e beneficiamento dos minérios à manutenção dos incentivos fiscais concedidos pelo Governo do Estado às empresas”, falou Martins.

Governo do Estado quer ficar na frente das pesquisas para escolher melhor as companhias parceiras

O governador Wilson Martins disse que as pesquisas da ANP (Agência Nacional de Petróleo) sobre petróleo e gás, após levantamentos por satélites e de perfuração de solos, apontam que os indícios estão em uma área de 22 mil quilômetros quadrados, equivalentes ao tamanho de Sergipe.
Essas áreas irão para leilões programados para o início de 2012.
Wilson Martins acha que este modelo usado para os combustíveis pode ser usado para a área da mineração. Martins acha que se o Estado sai na frente das pesquisas de minérios e petróleo, com o conhecimento em mãos, pode escolher os melhores parceiros para a exploração e beneficiamento dos minérios e dos combustíveis.
“Se o Estado sai na frente das pesquisas e das ocorrências de minérios e combustíveis podemos escolher os melhores parceiros, os que realmente vão produzir e não como é agora, quando são as mineradoras que saem na frente das descobertas, compram as áreas e resolvem produzir quando é melhor para elas”, falou o governador Wilson Martins.
Essa imposição das empresas quando devem ou não utilizarem uma área que têm para efetivamente produzir fica claro em entrevista que o presidente da Vale, Murilo Ferreira, ao jornal Valor.
Ele diz que a empresa tinha 70% do mercado interno de fornecimento de minério de ferroe hoje está em 50%. Segundo ele, a previsão para 2014 é baixar para 29%.
“Ora, sabemos que a economia tem altas e baixas. E temos passado por ciclos muito positivos no passado recente. Eu quero ter um mercado cativo no Brasil de minérios. Queremos, portanto, recuperar nossa participação e, para isso, estamos agindo como indutores de projetos. O da usina de Pecém (CE), por exemplo, é uma associação com as coreanas Posco e Dongkuk. No início, vai começar com 50% da Vale e 50% das coreanas. Mas já está combinado que até 2013/2014 vamos reduzir nossa participação para 20% . A Posco vai adquirir 30%”, afirmou Murilo Ferreira.
Nada deixa mais claro que em Estados do Nordeste, a Vale adquire as terras e espera por muito tempo para entregar grande parte para as mineradoras estrangeiras, atuando como intermediária.

PF investiga participação da Vale em grilagem de terras públicas

A Polícia Federal (PF) investiga a participação da mineradora Vale em uma suposta fraude para a aquisição de terras públicas pertencentes ao Estado de Minas Gerais. A área, localizada na região Norte, tem um potencial estimado em 10 bilhões de toneladas de minério de ferro, informou o jornal Folha de S. Paulo.
No dia 20 de setembro, o Ministério Público Estadual e a PF desarticularam um esquema de grilagem chefiado pelo secretário extraordinário de Regularização Fundiária, Manoel Costa. As investigações demonstraram que a Vale teria repassado pelo menos R$ 40 milhões a pessoas ligadas a quadrilha.
A operação policial resultou na prisão de oito pessoas, além de 20 mandados de busca e apreensão. Funcionários do Instituto de Terras do Estado de Minas Gerais registravam terras públicas em nome de laranjas e depois as revendiam a preços milionários.
Em muitos casos, eram forjados documentos para facilitar a desapropriação de agricultores e posseiros. A expulsão dos produtores rurais contava com a participação de policiais civis. Documentos comprovam que a Vale adquiriu uma propriedade, que pertencia ao Estado, localizada entre os municípios de Salinas e Grão Mogol.
Estimativas da PF indicam que os danos aos cofres públicos somam mais de R$ 200 milhões. A empresa Floresta Empreendimentos também se beneficiou das irregularidades.

Vale está há oito anos sem produzir uma grama das 80 milhões de toneladas que tinha prometido

A Vale chegou no Piauí em 2003, depois de trazer toda a sua direção para anunciar seu projeto no Palácio do Karnak, com a promessa de investir R$ 32 milhões na prospecção de jazida de níquel no município de Capitão Gervásio de Oliveira (545 de Teresina).
Quando chegou no Piauí, a Vale informou que é uma mineradora que trabalha transformando recursos minerais em ingredientes essenciais para o dia a dia, tais como automóvel, celular, utensílios domésticos, componentes de aparelhos de TV e computadores.
A Vale em 2003 montou um acampamento para iniciar as pesquisas, mas em 2007, com a concessão de lavra do Departamento Nacional de Produção Mineral, a vale instalou uma usina-piloto. A oferta da mão de obra ampliou no município.
A Vale anunciou que estava investindo cerca de R$ 32 milhões na prospecção da jazida de níquel em Capitão Gervásio de Oliveira, estimada em 80 milhões de toneladas, considerada como a maior do Brasil, segundo pesquisas realizadas pela própria empresa.
A expectativa era que a produção ultrapassas se as 30 mil toneladas por ano. A Vale também descobriu na região uma grande reserva de calcário, de cerca de 200 toneladas, que iria servir tanto para a siderurgia quanto para a correção de solos.
Oito ano depois, a Vale não produz efetivamente uma tonelada das 80 milhões de toneladas que prometera”.

(*)Combinação da chantagem jornalística do padrão global para dar Ibope e vender jornal e revista com a estética ultrapassada e retrógada do Fantástico, capenga na audiência

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Blue Bloods, Força da Grana, Mondo cane, Poderes ocultos, Podres poderes e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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