Rachadura missológica brasileira é definitiva e irreversível. Não tem mais volta


Ruptura da Miss Universe Organization com a gaeta(*) encerra um ciclo de assenehoramento dos concursos nacionais válidos pelas principais disputas internacionais de beleza. Mas, por outro lado, cria uma bolha de vidro midiática que isola o Miss Universo Brasil, da Band, dos demais certames, que começam a agonizar (ou estão agonizando há muito tempo)

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Reprodução/Cortesia/Blog Fernando Machado

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O que espera Gabriela Marcelino é a sua desgraça
no Miss Beleza Internacional, resíduo tóxico da gaeta(*)

Após o terceiro lugar da gaúcha Priscila Machado no concurso Miss Universo 2011, acabaram-se os anos negros da gaeta(*) promoções e eventos no concurso comandado por Donald Trump. Em calamitosos 13 anos de má gestão da franquia brasileira do Miss Universo, o país conseguiu apenas quatro classificações (duas semifinalistas, um terceiro lugar e um segundo lugar). Desempenho esse pior, inclusive, que o obtido pelo Brasil nos anos em que a representação do Miss Universo ficou com o Grupo Sílvio Santos (quatro classificações entre 1981 e 1989 – um quarto lugar e três semifinalistas – em apenas nove anos de gestão). Isso sem somar as pasagens desastrosas de Marlene Brito (uma classificação em três anos – 1991 a 1993) e dos herdeiros de Paulo Max (uma classificação – 1998 – em apenas dois anos de gestão).
Última Miss Brasil eleita pela máfia da gaeta(*), Priscila Machado entrega para a Enter, empresa da Band, um concurso nacional praticamente em ruínas, tal qual Pompeia após a erupção do Vesúvio. A julgar pelas constantes quedas de audiência, o Miss Brasil(**) da gaeta(*) imposto à Band vinha tendo público semelhante a um concerto do grupo inglês Pink Floyd nas ruinas da cidade italiana. A reparar abaixo:

À semelhança do concerto da banda inglesa, o Miss Brasil da gaeta(*) parecia um concurso para ninguém assistir. Nem o cachorrinho da Kendall Jenner. Nem o caseiro Francenildo. Muito menos o Clay Aiken, tampouco a secretária do presidente da Petrobras, o sergipano José Sérgio Gabrielli (esta prefere ver a mulata difícil do Zorra Total da TV Globo ao America’s Next Top Model). Um evento feito em hospício para débeis mentais assistirem. Por sorte, executivos da Band admitidos desde 2004 começaram a enxergar o tamanho do carcinoma que Nayla Micherif estava causando à área artística da emissora. Era uma pessoa infiltrada pela gaeta(*) se passando por Bozó, por suposta funcionária da emissora. No fundo, Nayla, mineira de Ubá, era tida entre os diretores mais radicais do jornalismo e da área artística da Band como uma intrusa, como uma impostora, como um penetra desses do Pânico na TV que constrangeu amigos reais e familiares da falecida cantante inglesa Amy Winehouse, morta horas antes de Priscila ser credenciada a ser a anfitriã brasileira do Miss Universo 2011.
Após a expulsão determinada pela MUO, a gaeta(*) passou a servir apenas ao Miss Beleza Internacional, um concurso irrelevante sediado no Japão, mas cujas finais atualmente acontecem na China comunista, país de economia de mercado, democracia fechada e notória violadora dos direitos humanos. E também a outra irrelevância denominada Miss Continente Americano, organização sediada no Equador que realiza esse evento desde 2006, geralmente com candidatas fracassadas no Miss Universo.
Não é esse o primeiro duro golpe que a gaeta(*) sofre. No início de 2006, a quadrilha de Boanerges Gaeta Jr. já havia perdido a concessão do Miss Mundo, segundo concurso mais importante de beleza do mundo em popularidade e publicidade, atrás apenas do Miss Universo. Embora tenha maior número de candidatas (este ano, 121 candidatas participarão), o Miss Mundo não tem sido levado em conta pelas principais redes abertas e programadoras de TV paga estabelecidas no Brasil. Todas temem represeálias da Miss Universe Organization caso deem ênfase ao Miss Mundo em detrimento do Miss Universo. A começar da Band, que já está compromissada com a MUO. Globo, SBT, Record e Rede TV! já fecharam a porta para a organização do Miss Mundo Brasil e já negaram espaço. Após uma fracassada incursão na CNT, o MMB agora tenta sobreviver dos acordos de Internet (via UOL[**], portal do Grupo Folha[***]).
Em 2010, após a derrota na passarela (e nas urnas) da capixaba Débora Lyra (Miss Brasil[**] de então apoiada pela gaeta[*], pela Rede Globo e pelo P$DB de José Serra e Aécio Neves), o então coordenador do concurso Miss Minas Gerais, José Alonso Dias, rompeu com a máfia de Nayla Micherif em uma carta aberta que reprisamos a seguir:

“COMUNICADO OFICIAL

Informamos que, desde 01 de outubro de 2010, não fazemos parte da coordenação do Concurso Miss Minas Gerais e Concurso Miss Brasil.

Tal desligamento foi opcional devido à incompatibilidade de conduta entre as partes, uma vez que preferimos zelar pela idoneidade e credibilidade inabalável de nosso trabalho.

Nestes onze anos de realização de concurso Miss Minas Gerais, desde 1999 quando assumimos a coordenação, tivemos resultados reconhecidos nacional e internacionalmente, tais como a eleição da mineira Natália Guimarães como Miss Brasil e Vice-Miss Universo 2007, e Débora Lyra, Miss Divinópolis, Miss Minas Gerais e Miss Brasil 2010. Além disso, três misses mineiras conquistaram a segunda colocação no concurso nacional, representadas por Fernanda Tinti (2001), Iara Coelho (2004) e Rayanne Morais (2009). Alessandra Nascimento ficou com o terceiro lugar em 1999 e várias Misses Minas Gerais foram classificadas entre as cinco semifinalistas, tais como Fernanda Soares (2000), Tatiane Alves (2005) e Marina Marques (2008). Já as misses Rafaela Tinti (2003) e Marcela Duarte (2006) ficaram entre as Top 10 do Miss Brasil.

Nossa ampla experiência nos credencia a continuar com a promoção de outros concursos estaduais, nacionais e internacionais, como já fazemos há vários anos, oferecendo à sociedade espetáculos de beleza, glamour, simpatia e entretenimento de qualidade. É desta forma que prosseguiremos valorizando os talentos das mulheres mineiras e brasileiras e divulgando o nome do nosso Estado e País de maneira digna, moral, ética e transparente.

Divinópolis, 29 de outubro de 2010.

José Alonso Dias
Diretor da Look Top Beauty Promoções Ltda.”

José Alonso, desde então, já vinha coordenando a franquia brasileira do Miss Terra, outro concurso irrelevante criado em 2001 por uma produtora filipina para promover causas ambientais. Apesar da boníssima intenção, o Beleza Brasil, como ficou chamada a etapa nacional do Miss Terra, não sobreviveu por muito tempo após uma troca misteriosa em sua direção, realizada em 2007, após um título, dois segundos lugares e quatro desclassificações nas semifinais. Com parca repercussão (a Band transmitiu apenas uma edição em rede nacional, em 2004), o concurso perdeu diretores, interesse da grande mídia e a atenção que esperava tomar do Miss Universo Brasil.
Com essa base rachada, o Brasil perde uma grande chance de melhorar suas classificações nos principais concursos internacionais de beleza feminina. O terceiro lugar de Priscila Machado no Miss Universo foi apenas um paliativo, mas não resolve os graves problemas que atravessam as coordenações brasileiras do Miss Terra, Miss Mundo e Miss Beleza Internacional, respectivamente. O acordo da Miss Universe Organization com a Band foi apenas a ponta do iceberg para a consolidadção definitiva da desgraça do Brasil nos concursos internacionais. Em níveis de organização, preparação de candidatas e relações com a mídia, os concursos rivais do Miss Universo Brasil estão sim ao nível da Eritréia, da Somália e da mais fechada ditadura do mundo, Myanmar, a antiga Birmânia.

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(***)UOL é o braço de Internet do Grupo Folha(****) em associação com a Abril-Naspers, que, quando governou a África do Sul, apoiou o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos. E, durante os 15 anos de governos tucanos em São Paulo, ofereceu assinaturas de suas revistas sem licitação (inclusive livros pornográficos e revistas de mulher pelada) às escolas públicas do Estado.
(****)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em American Idol da incompetência missológica brasileira, Axé-besteirol, Água oxigenada, Criminal Minds: Pesadelo de Miss, Criminal Minds: Suspect Behavior do Evandro Hazzy, Law & Order: Pesadelo de Miss, NCIS: Pesadelo de Miss, Nossas Venezuelas, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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