Classificação de Priscila Machado em 3º lugar no Miss Universo 2011 não atenua risco de apagão missológico brasileiro


Após três desclassificações consecutivas, direção da gaeta(*) ainda não tem muito o que comemorar; se ritmo de desclassificações brasileiras no Miss Universo(**) continuar até o fim da década, país irá à ruína no concurso internacional de beleza

Da redação TV em Análise

Paulo Whitaker/Reuters

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Como diria Chico Buarque, depois da segunda-feira vem a desgraça

Mesmo com o sucesso repentino de Priscila Machado no concurso Miss Universo(**) 2011, onde conquistou o terceiro lugar ante 88 candidatas, a direção da gaeta(*) promoções e eventos ainda encontra-se no gargalo da obrigação de classificar ao menos duas semifinalistas até 2013, quando encerra seu contrato de representação do concurso internacional. Em 24 de agosto de 2010, o Críticas no WordPress havia denunciado que, caso o ritmo de desclassificações no Miss Universo seja retomado a partir de 2012, o Brasil corre sim sério risco de deixar de ser uma potência missológica a partir de 2014, mesmo com a realização de uma outra edição do certame no país, o que não está descartado.
Em 57 participações no Miss Universo, o Brasil conseguiu 30 classificações às semifinais, o que equivale a um aproveitamento de 52,71%, um dos mais baixos obtidos pelo país na história do certame. Até o ano passado, esse percentual era de 51,78%. Quando Natália Guimarães ficou em segundo lugar no Miss Universo(*) 2007, esse percentual era de 54,71%. Desde então, houve uma queda de 25,87% no aproveitamento das candidatas brasileiras nas semifinais do certame.
Caso a sucessora de Priscila Machado não se classifique no Miss Universo 2012, esse aproveitamento cairá para 51,72%. Se esse feito negativo se repetir no Miss Universo 2013, o percentual cairá para 50,84%. Quando forem celebrados os 60 anos de participações brasileiras no Miss Universo, em 2014, o risco será ainda mais grave: caso a vencedora do Miss Brasil 2014 não se classifique nas semifinais do Miss Universo 2014, o percentual de aproveitamento cairá para a metade.

Tradição sob risco de extinção

Perigo mesmo deve acontecer a partir de 2015, quando o aproveitamento, a prevalecer o ritmo sucessivo de desclassificações, deverá cair para menos de 50%. Se a representante brasileira no Miss Universo 2015 não se classificar, o aproveitamento do país no certame desabará para 49,18%. Em 2016, ano de Olimpiada, esse percentual cairá para 48,38%. Em 2017, para 47,61%. Em 2018, para 46,87%. E em 2019, para 46,15%. Uma conjunção de fatores deverá ajudar nessa derrocada negativa para o Brasil no Miss Universo, como o fim dos acordos publicitários e de transmissão televisiva (o atual, com a Band, acaba em 2013 mas tem preferência contratual para renovação futura) e a debandada cada vez mais frequente de anunciantes (a transmissão do Miss Brasil 2011 só rendeu à Band duas cotas nacionais de patrocínio, uma para o laboratório Boehringer e outra para a Unilever).
Tamanha desgraça deve render ao Brasil um aumento ainda mais agravado no jejum de títulos de Miss Universo, vigente desde 1968. Caso o país não leve a coroa até 2019, terão sido até lá 51 anos sem vitórias no certame, cujas direções no país trocaram como se estivessem trocando de roupa – dos Associados para o SBT, do SBT para sua ex-funcionária Marlene Brito e de Marlene Brito para a desgraça da jestão da gaeta(*), iniciada à sombra de Paulo Max e de seus herdeiros, entre 1994 e 1998, e com luz própria há 13 anos. Na gestão Paulo Max/Singa/gaeta(*) (1994-2011), o Brasil obteve cinco classificações em 18 participações, o que equivale a um aproveitamento de 27,77%. Menos que o acumulado nos 12 anos das gestões SBT/Marlene Brito (1981-89 e 1991-93): 41,66%. Ou o acumulado pelas gestões Folha(***) da Manhã/Diários Associados (1954-80): 74,07%, incluindo-se aí os títulos de Ieda Vargas (1963) e Martha Vasconcellos (1968).

(*)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(**)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(***)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em American Idol da incompetência missológica brasileira, Água oxigenada, Concursos de beleza, Criminal Minds: Pesadelo de Miss, Datamisses, Eventos, Fora Gaeta, Jóia da coroa, Law & Order: Pesadelo de Miss, Mondo cane, NCIS: Pesadelo de Miss, Nossas Venezuelas, Numb3rs, Prime Suspect Behavior da Sônia Abrão, Projetos especiais, Realidade brasileira, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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