Susan Lucci e a destruição da TV Cultura de São Paulo pelo PSDB


O que interessa à Globo não é o concurso de Miss Universo(*) e sim novelinha juvenil de 938ª categoria

Da redação TV em Análise

Divulgação/ABC Daytime e Fotomontagem/Blog do Miro

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Na foto, uma atriz do Rá-Tim-Bum, demitida por Cerra

Nota do TVbytheNumbers:
Susan Lucci Blames ABC Daytime Head Brian Frons For ‘All My Children’ Cancellation

Written By Bill Gorman
September 3rd, 2011

Ever since the ABC soap operas All My Children and One Life To Live were marked for cancellation this spring, fans have been calling for the head of ABC Daytime head Brian Frons blaming him for their fate. AMC star Susan Lucci agrees.
In a new epilogue to her book, that was obtained by the New York Post she shared a few quotes certain to fire up the fans:

“I think our being in this position is the result of some very bad decisions by you.”

“I watched Brian Frons’ decisions destroy the production of our show and the lives of people on both sides of the country.”

“I cannot fathom any network executive choosing to alienate millions of loyal viewers in these economic times.”

There’s much more where that came from, including some not so kind wishes for Mr. Frons’ dog”.

Recomenda-se à atriz desempregada de All My Children a leitura do texto abaixo, sobre cenário parecido na TV Cultura de São Paulo. Está em português (idioma que Susan Lucci não entende), mas a história também é assustadora:

Tucanos detonam a TV Cultura

Por Altamiro Borges
Em seu blog
Publicado originalmente em 11 de julho de 2011

O Estadão teve acesso com exclusividade a um relatório interno da TV Cultura. O cenário é desolador. A sua audiência despencou nos últimos anos. A média atual é a mais baixa da sua história – corresponde a 0,8 ponto, o equivalente a 47,2 mil domicílios. Essa queda teve reflexos na própria arrecadação da emissora: em maio, a receita obtida foi 58% menor do que a prevista pela atual administração.
O jornal relata o crime, mas suaviza nas críticas aos criminosos – o PSDB, que há quase duas décadas no comando de São Paulo promove o desmonte da outrora respeitável emissora pública. O Estadão também evita condenar as últimas medidas de “ajuste” na TV Cultura, encabeçadas pelo truculento João Sayad, atual presidente da Fundação Padre Anchieta, que aceleraram a sua destruição.

993 trabalhadores demitidos

Nos últimos 12 meses, a direção da emissora demitiu 993 trabalhadores – 46% dos seus funcionários. O desmonte, apresentado como “modernização empresarial”, afundou de vez a TV Cultura. Segundo o repórter Jotabê Medeiros, “historicamente, as audiências eram baixas, mas nunca chegaram a tal patamar… A queda média de audiência é de 26% em um ano, e a Cultura ficou 21 dias no penúltimo lugar e 10 dias no último na Grande São Paulo em maio”.
Ainda segundo o jornalista do Estadão, “todos os indicadores do relatório são negativos. A meta de arrecadação de fontes externas, em maio, era de R$ 4,7 milhões, e a emissora conseguiu levantar R$ 1,99 milhões. O governo investe R$ 84 milhões na Cultura, que tem dividido com a TV Gazeta os últimos lugares de audiência”. Diante do desastre, as bravatas “gerenciais” de João Sayad passaram a incomodar até integrantes do novo governo estadual.

Menosprezo pela emissora pública

A estratégia de “enxugar custos”, demitindo funcionários e reduzindo a programação da emissora, pode resultar na sua total inanição. “Corremos o risco de a TV não agüentar esse processo. É impossível de sustentar”, alerta um conselheiro da emissora, que preferiu não se identificar. Crescem as críticas também ao desvio de funções. O estudo aponta que 22 funcionários recebem pela emissora para, na verdade, atuarem na Secretaria de Estado da Cultura.
O desmonte da TV Cultura confirma o total menosprezo dos tucanos pelo sistema público de comunicação. O PSDB já conta com o apoio da mídia privada, que omite suas maracutaias e ineficiências. Além disso, por sua concepção neoliberal, o partido é contrário a presença do Estado neste setor estratégico. Autoritários, os tucanos têm uma visão instrumental da emissora pública, utilizando-a apenas para os seus projetos eleitoreiros.

Os exterminadores Serra e Alckmin

Nos últimos cinco anos, a TV Cultura teve três presidentes, cada um ligado a um governador. “Marcos Mendonça, no período 2004-2007, começou o mandato no governo Geraldo Alckmin, mas teve de sair por exigência de José Serra. O tucano escolheu como substituto o jornalista Paulo Markun, que o desagradou progressivamente, por não conseguir ‘enxugar’ a televisão no ritmo almejado. Ao deixar o governo para disputar as eleições, em 2010, Serra encaminhou uma nova mudança: instruiu o sucessor, Alberto Goldman, a apoiar a eleição do então secretário de Cultura, João Sayad, para o comando. Mas o custo político que o desmonte da Cultura traz, segundos fontes, tem desagradado ao atual governador”.”.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em American Horror Story do JPB, Força da Grana, Globelezação, Mondo cane, Novelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Realidade brasileira, The Star Spangled Banner e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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