Começo de semana: a boca-livre suspeita da organização do Miss Mundo Brasil 2011 para jornalistas


MMB Eventos pagou passagens para repórteres cobrirem concurso que aconteceu ontem em um resort de Angra dos Reis; etapa brasileira do Miss Mundo passa por dificuldades financeiras e corre risco de acabar ao término do contrato, em 2014

Da redação TV em Análise

Isac Luz/EGO

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Desfile de Jucélia Bueno como nova Miss Mundo Brasil: boca-livre paga para repórteres e namoro com jogador de time de futebol aliado da Rede Globo

Depois da eleição suspeita da Miss Brasil(*) 2011, Priscila Machado, outro escândalo mancha a indústria dos concursos de beleza no Brasil. Levantamento exclusivo do TV em Análise Críticas constatou que os jornalistas que foram cobrir o concurso Miss Mundo Brasil 2011, realizado ontem à noite em Angra dos Reis (RJ), foram pagos pela organização para “pautarem” as agendas de seus respectivos veículos, mesmo sabendo que o Miss Mundo Brasil não conta, desde 2009, com contratos de transmissão pela TV. O compromisso com a rede CNT não foi renovado.
Pela apuração do Críticas, reportagens de portais como EGO (das Organizações Globo) e R7 (ligado à Rede Record) foram pagas pela MMB Eventos, empresa que organiza o Miss Mundo Brasil desde 2006, quando a gaeta(**) promoções e eventos perdeu a representação do concurso de Miss Mundo para o Brasil. Desde então, a gaeta(**) tem enviado as vencedoras do Miss Brasil(*) apenas para o Miss Universo e concursos menores.
De acordo com o que preconizam os manuais de redação de veículos como Folha(***) de S. Paulo, o jornal ou site deve expressar que “a reportagem do site A ou B viajou a convite da produção do Miss Mundo Brasil”. Até aí, nenhuma conduta vedada, não fosse pela farra do boi que a MMB Eventos promoveu, desesperada, para angariar espaços na mídia, principalmente após o fim do contrato com a CNT. Boicotada por outras redes, temerosas de sofrerem represálias se “eclipsassem” o Miss Brasil(*) da gaeta(**), a MMB fechou acordo de live-streaming com o portal UOL(****), ligado ao Grupo Folha(***), socio das Organizações Globo no jornal de negócios Valor Econômico.

Nova representante brasileira no Miss Mundo declara quantia irrisória para produção

De acordo com o portal EGO, da Globo, a ganhadora da noite, a gaúcha Jucélia Machado, declarou ter investido R$ 185 na sua preparação. Quantia 100 vezes inferior à gasta por Priscila Machado em sua preparação para à etapa brasileira do Miss Universo(*) 2011, toda vinda de anunciantes da Band de Porto Alegre, aliados da ex-governadora Yeda Crusius (PSDB). “O valor que eu gastei foi apenas para imprimir os meus portifólios. O restante veio através de doações”, declarou Jucéla, namorada de um jogador Edilson, do Grêmio de Football Porto-Alegrense, clube aliado da Rede Globo que ajudou a manietar a licitação realizada recentemente pelo Clube dos 13, entidade que reúne os grandes clubes de futebol brasileiros, para a venda dos direitos do Campeonato Nacional de Futebol relativa ao período 2012-2014.
Ou seja, indiretamente, a Globo ajudou a eleger até mesmo a representante brasileira no combalido concurso de Miss Mundo, cuja audiência televisiva se restringe à Europa, África, Ásia e partes da América do Norte e do Caribe colonizadas por ingleses. Da mesma forma que elege o presidente da República, a Miss Brasil(*)-Miss Universo(*), governadores de estado, prefeitos, vereadores, deputados, indica ministros, secretários de Estado e de municípios, o técnico da Selecinha brasileira de futebol e forja prisões de ex-diretores de bancos estatais para rasgar códigos de ética e princípios jornalísticos (Com comentários de João Eduardo Lima, editor e criador dos blogs TV em Análise).

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(***)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista o então governador da Paraíba Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(****)UOL é o braço de Internet do Grupo Folha(***) em associação com a Abril-Naspers, que, quando governou a África do Sul, apoiou o regime de apartheid que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos. E, durante os 15 anos de governos tucanos em São Paulo, ofereceu assinaturas de suas revistas sem licitação (inclusive livros pornográficos e revistas de mulher pelada) às escolas públicas do Estado.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Ética nos concursos de beleza, Força da Grana, Globelezação, Jóia da coroa, Nossas Venezuelas, Poderes ocultos, Podres poderes, Política nos concursos de beleza e marcado , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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