Em poucas palavras: o golpe e os ‘princípios editoriais’ da Globo para derrubar Priscila Machado da disputa do título de Miss Universo(*) 2011


Emissora usa site de celebridades para rasgar princípios éticos lidos no jornal nacional; gaúcha foi eleita Miss Rio Grande do Sul(*) e Miss Brasil(*) 2011 contra o regulamento e contra a ideologia do governador Tarso Genro

Da redação TV em Análise

Reprodução/EGO

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Acima, uma prova da má-fé da Rede Globo e de suas empresas-satélite

Após o jornalista Rodrigo Vianna revelar a trama satânica da Globo para derrubar o ministro Celso Amorim, da pasta da Defesa, a emissora da famíglia Marinho teve a pachorra de divulgar um documento cínico e inverossímil em termos de definição de princípios editoriais. Logo na abertura:

“De todas as definições possíveis de jornalismo, a que as Organizações Globo adotam é esta: jornalismo é o conjunto de atividades que, seguindo certas regras e princípios, produz um primeiro conhecimento sobre fatos e pessoas. Qualquer fato e qualquer pessoa: uma crise política grave, decisões governamentais com grande impacto na sociedade, uma guerra, uma descoberta científica, um desastre ambiental, mas também a narrativa de um atropelamento numa esquina movimentada, o surgimento de um buraco na rua, a descrição de um assalto à loja da esquina, um casamento real na Europa, as novas regras para a declaração do Imposto de Renda ou mesmo a biografia das celebridades instantâneas. O jornalismo é aquela atividade que permite um primeiro conhecimento de todos esses fenômenos, os complexos e os simples, com um grau aceitável de fidedignidade e correção, levando-se em conta o momento e as circunstâncias em que ocorrem. É, portanto, uma forma de apreensão da realidade.”

Princípios esses que, nesta terça-feira (9) o site EGO tratou de infringir, novamente, ao mostrar fotos da, por ora, candidata brasileira ao título de Miss Universo(*) 2011, Priscila Machado, com os seios à mostra ao lado de outra modelo, numa mostra clara de infração ao regulamento tanto do concurso nacional quanto da disputa internacional.
Ou seja, a Globo usa o EGO para promover um alarmismo desnecessário, mas crucial à sobrevivência da candidatura de Priscila. Pelas normas da MUO, ensaios como esse são proibidos. Pela regra, Priscila Machado estaria banida da disputa do Miss Universo(*) 2011. A baiana Gabriela Marcelino assumiria o posto.
No próprio documento da Globo, se assume a cachorrada para desnudar Priscila Machado numa das próximas edições da Playboy, da Editora Abril. Reparem:

“a) Os veículos jornalísticos das Organizações Globo devem ter a isenção como um objetivo consciente e formalmente declarado. Todos os seus níveis hierárquicos, nos vários departamentos, devem levar em conta este objetivo em todas as decisões.

(Não é o que se observa no caso da Miss Brasil[*] Priscila Machado. Veladamente, sua afiliada baiana faz campanha para que Marcelino assuma a vaga brasileira no Miss Universo[*] 2011. É repetir o mesmo expediente da francesa Valeríe Bégue, banida do Miss Universo 2008 após a publicação de fotos similares na revista Paris Match).

“b) Na apuração, edição e publicação de uma reportagem, seja ela factual ou analítica, os diversos ângulos que cercam os acontecimentos que ela busca retratar ou analisar devem ser abordados. O contraditório deve ser sempre acolhido, o que implica dizer que todos os diretamente envolvidos no assunto têm direito à sua versão sobre os fatos, à expressão de seus pontos de vista ou a dar as explicações que considerar convenientes.”

(Desde o caso Erenice Guerra, a Globo implodiu o contraditório ao lado de uma pilha de CD’s legalizados dos vencedores do American Idol que não passaram pelo crivo da Globo para tocar em novela terrorista das 21h, escrita pelo Dick Wolf em colaboração com o Gilberto Braga. E contraditório, só o que interessa à escumalha do PSDB gaúcho, que bancou a candidatura de Priscila Machado ao título de Miss Brasil 2011[*]).

d) Não pode haver assuntos tabus. Tudo aquilo que for de interesse público, tudo aquilo que for notícia, deve ser publicado, analisado, discutido”

(Certo: a matéria do EGO pode até mostrar a vagina da Priscila Machado como poderia ter feito. Deixa aparecerem fotos mais comprometedoras para a consumação do Golpe de Estado).
Priscila foi eleita Miss Brasil(*) 2011 contra a vontade do PT gaúcho, alérgico a concursos de beleza.
Só aliviaram a barra depois que Evandro Hazzy, o chefão da Camorra missológica gaúcha, neutralizou os ataques dos petistas mais radicais aos concursos de beleza.
Ofereceu aos aloprados ursinhos Pimpão em troca de compra de votos junto ao júri técnico para favorecer Priscila Machado.
E prejudicar a piauiense Renata Lustosa, coroada com a mera faixa de Miss Simaptia.
Tarso Genro é desses petistas que tem horror a concursos de misses.
(Sua filha ex-deputada, Luciana, do PSOL, também).
Até ontem, o PT gaúcho tinha nojo do Miss Brasil(*).
Tinha horror até mesmo na época da Deise Nunes, casada com um lobista do Detran.
Resumindo: a Globo quer se valer da situação complicada da Priscila Machado junto à Miss Universe Organization para instigar a eleição de outra Miss Brasil(*) para o Miss Universo(*) 2011.
Quer coroar a Gabriela Marcelino no Bahia Mei Dia (aliás, já coroou).
Quer usar do título da Gabriela Marcelino para derrubar o ministro da Defesa.
E acabar com as Forças Armadas.
Abaixo, para ilustrar bem a coisa, outro exemplo da “ética” praticada pela Globo (e pela Band também):

E mais outro:

Fotos Reprodução/Playboy Argentina

https://i2.wp.com/www.rumberos.net/rumberos/images/stories/life/home/Mariana-Diarco-Revista-Playboy-Argentina-Agosto-2011.jpg

E mais outro:

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A argentina Mariana Diarco, no papel de Priscila Machado

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Ética jornalística, Globelezação, Nossas Venezuelas, Sienna Miller do Estadão, Siobhan Magnus do alarmismo da RPC, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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