Advinhe quem vai pagar a conta do jantar de boas-vindas às candidatas ao título de Miss Universo(*) 2011. E você, estúpido!


Governo paulista vai financiar banquete de recepção às 89 candidatas no Palácio dos Bandeirantes; sede do Executivo fica próxima à da Band, emissora que, no papel, promove o concurso no Brasil – na prática esse direito é da Rede Globo

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Divulgação/HBO

https://i0.wp.com/s2.daemonstv.com/tv/up/2010/08/Boardwalk-Empire-10-550x366.jpg
Na foto, uma reunião de Alckmin (Steve Buscemi) com prefeitos do interior paulista, aliados do PSDB, do DEM, do PPS e do PSD do Kasab para acertar detalhes do Miss Universo(*) 2011, gravada para aparecer no insensato coração da TV Globo

O pequeno empresário que contribui com seu ICMS junto à Secretaria da Fazenda ou o motorista que paga seu IPVA em dia junto ao Detran de São Paulo podem ter uma surpresa desagradável após a leitura desta reportagem. De acordo com a agenda do concurso Miss Universo(*) 2011, no dia 24 de agosto, haverá uma recepção formal do governador Geraldo Alckmin (PSDB) às 89 competidoras do título em pleno Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. Evento pago com o dinheiro do povo paulista para atender interesses privados, sobretudo da Enter-Entertainment Experience (ligada à Rede Bandeirantes) e da Geo Eventos (ligada às Organizações Globo e ao Grupo RBS[**]). Coisa de R$ 30 mil, levando se em conta o jantar, feito sem licitação e nas barbas da legislação vigente.
Para se ter uma ideia do absurdo que o Erário está gastando com a promoção do Miss Universo(*) 2011, prefeituras do litoral paulista travam uma guerra de tronos contra os governos do Paraná, Rio de Janeiro e Bahia, que já agendaram recepções e viagens, pagas com o seu dinheiro, para Salvador, as Cataratas do Iguaçu e à capital fluminense. Tudo pago do seu imposto. Na surdina, executivos da Band teriam acertado com as prefeituras de Ilhabela e de Santos (ambas administradas por aliados de Alckmin) para tirar das candidatas a vista da Baía de Todos os Santos em Salvador, capital da Bahia, administradas por João Henrique Carneiro (PP, ex-Arena e ex-PDS, partidos de sustentação da ditadura militar que afundou o Brasil entre 1964 e 1985) e pelo petista Jaques Wagner, respectivamente.
(Ou seja, é a mesma coisa que impedir a Alyssa Campanella de ouvir É Doce Morrer no Mar [da concorrencia com o final de temporada do Bachelor Pad na ABC americana e com reprisezinhas do Havaí 5-0 e do Castle] [já parafraseando o título da música do falecido Dorival Caymmi]).
Mais grave: a prefeitura de São Paulo, administrada por Gilberto Kassab (PSD), teria pago cerca de R$ 300 mil à Enter para impedir que atividades do Miss Universo(*) 2011 fossem realizadas fora do Estado de São Paulo. Como desculpa, a Enter cita “razões logísticas”. Razões essas que, para o leitor comum, não colam. Para se ter uma ideia, a Globo pagou R$ 30 milhões ao Governo do Estado e à Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro para organizar o sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA 2014. Uma soma estratosférica ante o que a prefeitura paulistana e o governo paulista pagaram à Band para deter as candidatas a Miss Universo(*) no quintal de Mayara Petruso, na Sodoma de Reinaldo Azevedo, na fábrica de esgotos da imprensa golpista(****) (Globo, Estadão, Folha[***], Grupo Abril, Band).

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)Não é Rede Brasil Sul e sim Rede Bunda Suja (da Natália Casassola), afiliada global em Santa Catarina que tem entre seus diretores o pai de um dos estupradores juvenis de Florianópolis denunciado pelo Tijoladas do Mosquito e pelo Jornal da Record
(***)Folha é o jornal que não se deve deixar a sua tataravó ler porque publica palavrões e mostra sem censura os seios, os pêlos pubianos, a vagina e a bunda da miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes da Costa, em revista masculina publicada a poucos dias de passar a faixa à sua sucessora, em março de 2009. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista o então governador da Paraíba Cássio Cunha Lima DEPOIS de cassado e pergunta o que ele achou do processo no TSE, da ditabranda, do câncer de Fidel, da ficha falsa da Dilma, das mulheres-fruta, das ancas da cantora Jôsy, do ódio a piauienses encampado pelo Rafinha do Emocore, da Carla Perez lecionando “i” de iscola, da Rayanne Morais “eleita” Miss Brasil 2009 pelo site EGO, ligado à Globo (sócia da mesma Folha no jornal de negócios Valor Econômico), que vestiu FHC com o manto de “bom caráter”, porque levou dezoito anos para reconhecer um filho seu fora do casamento (com uma jornalista empregada da Globo), que mandou a Diane Sawyer da Globo News avacalhar o cantor itainopolense Frank Aguiar por causa de um filme e de uma entrevista sórdida com uma aspirante a aspirante a aspirante de celebridade paulista a uma aprendiz de Oprah do Primetime da Rede TV!, que publicou texto sórdido de um professor de comunicação da USP sobre o Miss Universo 2007, que ainda fala mal do Saulo Roston (vencedor do Ídolos 2009), que matou o senador paulista Romeu Tuma e depois o ressucitou, mandou a Mariska Hargitay falar mal do Piauí e a Tamara Tunie, o Ice-T e o Christopher Meloni bancarem o Sérgio Ricardo quebrando o violão no Festival da Record de 1967 em Law & Order: Special Victims Unit , deixou o elenco de Law & Order: Criminal Intent e o Robin Williams avacalharem o Brasil em seriado da USA Network e programa de entrevista da CBS, é o que é porque o dono é o que é e que, quando a mineira Elaine Parreira Guimarães ficou em quinto lugar no Miss Universo 1971, emprestava os carros de reportagem aos torturadores.
(****)In none serious democracy in the world, conservative, low-quality and even sensationalistic newspapers and only one television network matter as much influence as they do in Brazil. They have become a political party, the PIG (Pro-Coup Press Party). These are their stories

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em Blue Bloods, Jóia da coroa, Nossa Grana, Nossas Venezuelas, Todas as Venezuelas do mundo e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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