Nayla Micherif é o Murdoch da missologia brasileira. Pergunte a PHA que ele tem o caminho das pedras (e das pedradas)


Como a Globo ajudou a eleger Priscila Machado como Miss Brasil(*) 2011

Da redação TV em Análise

J.R. Duran/Playboy/Divulgação

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Na foto, uma peladona empregada da News Corporation da Band

Passada a eleição fraudada da Miss Brasil(*) 2011, este Críticas recorre a um texto de Paulo Henrique Amorim que desnuda exatamente a podridão das relações promíscuas entre Ricardo Teixeira (o Al Capone da CBF) e a Rede Globo. Poderia servir também para as relações de promiscuidade entre a emissora carioca e a Band, não apenas na cessão dos direitos do futebol. Mas, principalmente, na maneira como interfere na escolha das misses brasileiras para o Miss Universo(*) desde 2003.
Convém lembrar: a gaeta(**) é uma empresa testa-de-ferro da Rede Globo. Em abril de 1990, Marlene Brito, recém-demitida da coordenação do Miss Brasil do SBT (esse foi um dos cargos extintos pela emissora paulista em função do Plano Collor, que ceifou os empregos de 324 sbtistas, inclusive a Simony), teve uma reunião secreta no Jardim Botânico com os filhos do Roberto Marinho – que não tem nome próprio. Era para tratar do convite à então detentora do título, a baiana Flávia Cavalcante Rebelo, para atuar na novela Meu Bem Meu Mal. Mentira: Marlene foi ao Rio saber que a Globo negociara, na surdina, com a Miss Universe Inc. para comprar os direitos do concurso de Miss Universo(*) para o Brasil. E, por tabela, pagar por estes direitos por 10 anos para que o concurso não fosse exibido por nenhuma rede nacional de televisão (à época eram apenas quatro: Globo, Manchete, SBT e Band).
Na ocasião, a Globo tomara da Band o boxe do Mike Tyson. E Tyson foi para a cadeia após bater em uma miss América Negra, Desiree Washington e na atriz Robin Givens, sua então esposa.
(Anos mais tarde, Tyson abandonou o desporto, virou ator – Se Beber Não Case e tem reality de criação de pombos no Animal Planet, do grupo Discovery).
Desde então, o que tem interessado à Globo não é o Miss Brasil(*) e sim botar vagina de atriz de novela e bunda de atriz de humorístico em revista masculina do Grupo Abril, a Playboy.
A Abril, como até o reino mineral de Michael C. Hall sabe, tem como sócia os sul-africanos da Naspers, que apoiaram o regime de segregação racial que manteve Nelson Mandela na cadeia por 27 anos.
Agora, a realidade é outra: não interessa à Globo o concurso de Miss Brasil(*) e sim botar a Miss Pernambuco 2008, Michelle Fernandes, pelada na Playboy de março de 2009, a pouquíssimos dias de fazer sua sucessora, no agora sucateado Teatro da UFPE, na Cidade Universitária do Recife.
Mesma regra vale para a tuiteira Tessália, a dançarina Lia Khey, a passista Jaqueline e a atriz de pornozinho Maria Melillo, que tenta emprego na Globo.
Assim como a Marylia Bernardt, Miss Paraná 2010, conseguiu em uma reporcagem da RPC TV Cataratas de Foz do Iguaçu.
Agora, o texto:

Teixeira e a Globo são o Murdoch do Brasil. E não duram muito

Por Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada

Nenhum político inglês ousava contrariar Murdoch.
Ele escolhia os primeiros ministros e decidia a política externa que melhor servia a seus interesses comerciais, ou seja, aos Estados Unidos.
Foi o que ele fez ao pressionar o primeiro ministro Tony Blair a se conformar ao papel de George Bush no Iraque.
Murdoch controlava uma paixão nacional inglesa: as revelações dos tablóides inescrupulosos.
A imprensa “séria” não tocava em Murdoch.
O Judiciário fazia vistas grossas.
Murdoch e a Metropolitan Police, a Scotland Yard, serviam um ao outro.
Até que …
Barack Obama se recusou a dar entrevista à Fox News de Murdoch: não era uma rede de televisão, mas instrumento político do Partido Republicano.
O repórter Nick Davies do jornal inglês The Guardian entrou na sala do editor chefe, Alan Rusbridger e perguntou se ele se interessava pela informação de que o filho de Murdoch, James, tinha feito um acordo secreto para pagar um milhão de dólares e abafar provas de comportamento criminoso dentro da empresa.
A apuração de Nick tambem interessou o New York Times, que passara a enfrentar Murdoch diretamente no mercado americano, com a compra – e a subsequente degradação – do Wall Street Journal.
Rusbriger resume o desfecho provisório da denúncia contra o ex-todo poderoso Murdoch:

o fechamento de um jornal lucrativo, o News of the World;
o fracasso da compra de uma empresa de teve a cabo e uma espécie de CNN européia;
a desmoralização da Scotland Yard;
a classe política foi obrigada a desnudar-se diante de uma opinião pública perplexa;
e repulsa generalizada a um Al Capone que edita jornais como se contrabandeasse uísque falso do Canadá.

Além do desmantelamento da Ley de Medios inglesa, que se mostrou incapaz de coibir o generalizado e criminoso sistema de grampos e a cumplicidade da Polícia em abastecer a imprensa de esgoto de Murdoch.
Nenhum político brasileiro ousa enfrentar a Globo.
(Com três exceções: Leonel Brizola, Garotinho e Roberto Requião.)
A Globo parece imbatível – como Murdoch.
A Globo controla uma paixão nacional: o futebol.
O Campeonato Nacional e a Seleção Nacional.
(A Band, com a permissão da Globo, controla o Miss Brasil[*] atada a um acordo com a gaeta[**]-J.E.L.).
Ela ganha dinheiro com isso, como Murdoch com a vida íntima da família real, tal qual exposta nos tablóides.
A Globo derruba o técnico, escala os jogadores, decide onde jogam a seleção e os clubes, e a que horas.
Porque a Globo tem um parceiro poderosíssimo – e que pode ser a corda com que ela se enforcará.
É Ricardo Teixeira.
Como Murdoch e a Globo, nenhum político ousa enfrentar Teixeira.
A mídia “séria”, aqui chamada de PIG(***), poupa Teixeira.
(Da mesma maneira que poupa a nova Miss Brasil, Priscila Machado – J.E.L.).
O Ministro dos Esportes trata Teixeira como um Chefe de Estado.
A Justiça ignora Teixeira.
O Ministério Público foge mais do Teixeira do que do Daniel Dantas.
Uma CPI que incriminou Teixeira 11 vezes teve o efeito desastroso de aguar (um pouco) o chopp que ele servia num restaurante no Jockey Club do Rio.
Teixeira move a Globo e por ela é movido.
É o veículo flex da política nacional.
Ainda mais que vem aí a Copa.
E quem ousaria enfrentar a Gloteixeira?
É aí que reside o perigo.
Um outro repórter inglês, Andrew Jennings, a serviço da BBC, escreveu o livro “Jogo Sujo” e, num documentário , fez a pergunta que retirou a primeira pedra da monumental arquitetura: Mr. Teixeira, did you accept the bribe?
A Justiça da Suíça apura se Teixeira aceitou a propina e, depois, como o sogro, Havelange, teve que devolver para abafar o caso.
Se o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, e o do Exterior, Antônio Patriota, quisessem proteger a biografia, apresentavam o Brasil à Justiça da Suíça como interessado em acompanhar o processo e descobrir se Mr. Teixeira accepted the bribe.
O dono da Copa se dá a receber – e devolver – propinas?
Não basta perder quatro pênaltis?
(E desclassificar duas piauienses seguidas?-J.E.L.).
Murdoch despiu a Inglaterra.
É um desses escândalos que magoam a alma de uma Nação e expõem as vísceras.
O povo inglês se viu num óleo de Lucien Freud e se envergonhou do que viu.
A imprensa de Murdoch instalou a Inglaterra e os Estados Unidos num reality show.
Como o reality show da Globo e Teixeira: onde ganha o mais malandro, o esperrrto, que faz o que quer, numa boa.
(Como o concurso de miss da Galisteu: onde ganha a miss estadual gaúcha que posou pelada para “campanha de prevenção ao cancer de mama-J.E.L.).
E se alguém percebe fica por isso mesmo.
Quem ousaria punir ou contestar o dono do circo.
De todos os circos?
Só que é na frente de todo mundo.
Num futebol de quinta categoria.
(Num concurso de beleza de 836ª categoria).
Numa seleção que não vai para a semifinal.
(Numa Miss Brasil[*] que também não vai para a semifinal – J.E.L.)
E a Globo e Teixeira ganham um monte de dinheiro.
Trinta milhões para organizar festa de uma noite só!
A Globo e Teixeira, juntos, estão acima do certo e do errado.
(A gaeta[**] e a Band também).
É uma aliança que escreve a sua própria Ética, o próprio código de conduta.
Como Murdoch.
Mas, Ricardo Teixeira e a Globo correm o risco de, eles mesmos, serem lançados numa sala fechada, envidraçada , com as luzes acesas.
E lá fora, uma Nação indignada.
Furiosa.
Quem manda manipular a paixão de um povo?”.

Voltando ao assunto: em 1993, Marlene Brito, pressionada pela Globo, vendeu a franquia do Miss Universo no Brasil a um consórcio de colunistas sociais, aliados da famíglia Marinho. Nelito Marques entre eles.
Tradução: o Miss Brasil(*)-Miss Universo de hoje em dia é produto da carnificina global.
Que assassinou prefeito afro-descendente de São Paulo.
Que matou do coração a mãe da ex-ministra Erenice Guerra (Casa Civil, governo Lula, 2010).
Que arruinou a reputação dos donos da Escola Base.
Que prega a destruição do Brasil.
Que apoiou a eleição de Fernando Henrique em 1994.
Que apoiou Serra e Alckmin nas suas disputas presidenciais.
Que defende a privatização da Petrobrás, dos bancos públicos e das universidades federais.
Que ofereceu prêmio de educação recusado pela professora potiguar Amanda Gurgel e pela cantora inglesa Cheryl Cole.
Que elege as misses Brasil da Band desde 2003.
Para depois transformá-las em suas empregadas.
Seja para atuar em novela ou apresentar telejornal golpistas.
Na chincha, a Nayla Micherif só manda começar o Miss Brasil(*) depois da novela terrorista do Gilberto Braga.
Que já foi um dos melhores autores do gênero neste país.
(A ele, minhas mais sinceras condolências por uma ficção tão porca).
A propósito: jogue a entrevista do Erlanger ao iG no lixo.

Ass.: Dick Wolf
Mariska Hargitay
Kelli Giddish
Danny Pino
Pauley Perrette
Cardinot
Ruben Studdard
O resto dos vencedores do
American Idol
Kris e Bruce Jenner
O resto dos Kardashians
O resto dos detetives de
NCIS
E o resto dos detetives da franquia
Law & Order

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(***)In none serious democracy in the world, conservative, low-quality and even sensationalistic newspapers and only one television network matter as much influence as they do in Brazil. They have become a political party, the PIG (Pro-Coup Press Party). These are their stories

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em American Idol da incompetência missológica brasileira, Globelezação, Imperialsmo midiático, Imprensa, Imprensa monopolista, Imprensa sulista-separatista, Nossas Venezuelas, Projetos especiais e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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