Em poucas palavras: Amy Winehouse, as festinhas da Globo e da Band com o seu dinheiro e o pum mortal dos bueiros cariocas


Vasto mondo cane

João Eduardo Lima
Editor e criador dos blogs TV em Análise

Getty Images

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Porralouquices da Winehouse e farras da Globo e da Band com o Erário: A gente se liga em você

O título pode até não ter relação alguma, mas existe sim alguma conexão entre a cronaca anunciada da cantante inglesa Amy Winehouse (1983-2011) e as explosões de bueiros da Light, concessionária de energia elétrica da cidade do Rio de Janeiro. Primeiro texto do Provocador:

Globo e Fifa pegam dinheiro público até para bancar festinha

Depois dizem que é implicância. Mas caramba, a Globo vai receber R$ 30 milhões para organizar o evento em que será realizado o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014. Quem vai pagar essa conta? Adivinha? A iniciativa privada? A Fifa? As empresas fantasmas de Ricardo Teixeira? Vai ser o governo do Estado e a prefeitura do Rio de Janeiro? Dinheiro público!
É o fim da picada. É muita cara de pau. É um descalabro. Perderam completamente o pudor. Por que o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes resolveram sangrar os cofres do povo para patrocinar um evento que deveria ser pago pelos donos da festa, a Fifa e a Globo? Por quê? Por quê?
Enlouqueceram? Claro que não. Essa turma faz isso há décadas, debaixo do nosso nariz. Todo mundo sempre soube que a conta toda dessa Copa do Mundo ia sobrar para o Estado brasileiro. Mas eles não precisavam exagerar. Faltou um mínimo de decência.
Os R$ 30 milhões pagos pelos contribuintes servirão para remunerar a Geo Eventos, empresa das Organizações Globo e do Grupo RBS(***). Ela foi contratada com exclusividade pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 para conseguir patrocínios para a tal festinha, a ser realizada dia 30 de julho.
Dizem os representantes da Geo que foram ao mercado e não encontraram nenhuma empresa interessada em por a mão no bolso. Duvido. Foram direto aos amigos de sempre, na certeza de que seriam atendidos, sem nenhum esforço. E cabe a pergunta: se ninguém se interessou em patrocinar essa bagaça, por que logo o governo do Estado e a prefeitura teriam que se meter a trouxas?
Quando vierem as próximas enchentes, quando outro bueiro explodir, quando algum turista for assassinado na orla, quando houver um novo arrastão no Túnel Rebouças, todos temos a obrigação de lembrar como é usado o dinheiro dos cidadãos cariocas e fluminenses. Tá vendo como esse pessoal se liga em você?”.

Segundo texto:

A cidade do pum mortal

As entranhas do Rio de Janeiro estão explodindo diariamente. Bueiros voam por conta dos gases que se acumulam nos subterrâneos da cidade. Como um grande e sonoro pum da Light e do governo na cara dos cidadãos fluminenses.
Escatologia é o que se refere às nossas mais profundas manifestações humanas. Não aquelas ligadas aos sentimentos, sonhos e ambições. Mas tudo aquilo que vem de dentro de nossos corpos mortais, que diariamente se decompõem. Excrementos. Não há palavras bonitas ou agradáveis para falar sobre isso, lamento.
Portanto, perdoem-me o termo escatológico. Mas é um fato: a administração pública está soltando flatulências, ventando e andando para a população, que vive em pânico diante da iminência de ser lançado aos ares junto com labaredas e pedaços de calçada.
Pessoas ficam seriamente machucadas. Morrem. Tudo porque nossos governantes não conseguem cuidar de seus compromissos mais básicos. Em plena rua, fazem suas necessidades primitivas: em vez de zelar pela vida de quem paga impostos, desviam dinheiro, se omitem e mandam às favas suas obrigações mínimas.
É uma imundície o que fazem essas pessoas poderosas. São uns porcos. É uma nojeira fétida o descaso e a incompetência desses senhores. As desculpas que proferem são com um arroto na opinião pública. Usam nossos ouvidos como pinicos.
Quantas vidas serão desperdiçadas até que se recupere o direito de simplesmente andar pelas ruas — sem o risco de ser estilhaçado pelas indecências que se acumulam no estômago podre do poder?
O Rio de Janeiro solta puns mortais. Dá vergonha de dizer isso, mas é o que sobra diante de tanta escatologia. Que nojo”.

A última flatulência de Winehouse aconteceu hoje, quando legistas acharam a cantora sem vida, no apartamento londrino.
Voltando ao Brasil: a Band está organizando o Miss Universo(*) 2011 com dinheiro dos contribuintes das cidades de Salvador, Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro e São Paulo. Por valor não revelado, organiza o concurso também às custas dos contribuintes dos Estados de São Paulo, Paraná (Estados governados pelo PSDB), Rio de Janeiro (op citatum no “pum mortal” do Provocador) e Bahia (governada pelo PT de Jaques Wagner desde 2007).
Não à toa, em 2007, Amy Winehouse lançou seu primeiro e talvez único álbum de destaque na carreira.
Desde então, a saga brasileira no Miss Universo tem se resumido a isso: uma carreira inteira da Amy Winehouse destruída por drogas, álcool e outras porcarias.
Um verdadeiro Rehab, um autêntico Back to Black da incompetência missológica nacional (vídeos abaixo):

Desde então, Globo e Bandeirantes tem procurado destruir o Miss Brasil e as participações brasileiras no Miss Universo.
Após o segundo lugar de Natália Guimarães na Cidade do México, o que a gaeta(**), a Globo e a Band tem produzido em ternos de representantes brasileiras no Miss Universo não tem passado de uma tropa de Amy Winehouses sóbrias, sem envolvimento com drogas e ensaios de nudez em função de realities shows porcos.
Exceção neste último tópico: Michelle Fernandes, Miss Pernambuco 2008, que quase perdeu a coroa por ter posado para a Playboy, nos pelos pubianos do regulamento do Miss Universo, seguido por coordenações nacionais, estaduais e municipais.
Com tanta farra de dinheiro público, tanta explosão de bueiro e tamanha irresponsabilidade nos concursos de misses no Brasil, dá para a senhorita Winehouse descansar em paz?
A meu ver, dependendo da gaeta(**), da Geo, da Band, da UDR, do PSDB, do DEM e do Grupo Abril, não.

(*)Na teoria, a Band é dona dos direitos de transmissão do concurso Miss Brasil e de seus concursos estaduais quando, na prática, estes pertencem à Globo (que desde 1990 paga para não transmití-lo). É a mesma coisa que a emissora da famíglia Marinho fez (e ainda faz) com as séries da FOX, como Glee, Bones, Burn Notice e outras (fora as animações)
(**)gaeta é o modo como a Gaeta Promoções e Eventos deve ser sempre escrita: em minúsculas, para provar o quanto o Brasil é uma sub-Venezuela, um sub-Porto Rico, uma sub-Colômbia (tipo um Whooper Jr.) ou uma Guatemala tamanho-família (tipo esses sanduíches Whooper do Burger King, Sub do Subway, Big Bob, Big Mac e afins) em termos de concursos de misses
(***)Não é Rede Brasil Sul e sim Rede Bunda Suja (da Natália Casassola), afiliada global em Santa Catarina que tem entre seus diretores o pai de um dos estupradores juvenis de Florianópolis denunciado pelo Tijoladas do Mosquito e pelo Jornal da Record

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
Esse post foi publicado em American Idol da incompetência missológica brasileira, Esportes, Eventos, Jóia da coroa, Música, Mondo cane, NCIS: Divinópolis, NCIS: Pesadelo de Miss, Nossa Grana, Nossas Venezuelas, Personalidades, Poderes ocultos, Podres poderes, Projetos especiais, Sônia Abrão, Sienna Miller do Estadão, Siobhan Magnus do alarmismo da RPC e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

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