Provocador: Precisamos zerar o futebol brasileiro


Por Marco Antônio Araújo
Do R7

Fotos Daniel Garcia/AFP e EFE

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Selecinha: “fracasso de um modelo de gestão condenado às páginas policiais”

Perder quatro pênaltis após 120 minutos sem fazer um único gol contra a insignificante equipe do Paraguai é a consagração definitiva da mediocridade em que a CBF colocou o futebol brasileiro.
Robinho, ao final do vexame, declarou aos repórteres que é a “hora de levantar a cabeça”. De boa, o momento é de abaixar a cabeça, ajoelhar, pedir perdão. Foi uma vergonha.
A seleção se tornou a perfeita tradução do fracasso de um modelo de gestão condenado às páginas policiais.
Dentro de campo, não há a mais pálida lembrança daquele que já foi o futebol mais talentoso e vitorioso do planeta. Só vimos um amontoado de jovens milionários sem alma, capitaneados por uma comissão técnica covarde, sob o comando de cartolas corruptos que se lixam para o povo brasileiro.
O recado está dado. Chegaremos à Copa de 2014 em frangalhos. O país demonstra que fora de campo também está despreparado para assumir compromissos mínimos. Não teremos estádios, aeroportos, trem-bala, metrô ou rede hoteleira decentes. Não teremos nem mesmo uma equipe digna. Será humilhante.
O futebol virou um pasto descampado para desmandos, incompetência e corrupção. Nesse terreno baldio nada de bom florescerá. É terra arrasada.
Que essa tragédia sirva ao menos para decretar a falência de uma era de equívocos. Que o placar de hoje, 17 de julho de 2011, fique como um aviso: precisamos zerar o futebol brasileiro. Antes que ele acabe de vez.

Sobre João Lima

Crítico de entretenimento desde 2001, João Eduardo Lima escreve no Jornal Meio Norte. Foi repórter de Regional, Polícia e Nacional. Em 2005, entrou no mundo da blogosfera independente com o pioneiro TV em Análise. Suas postagens sobre os bastidores do Miss Brasil-Miss Universo mostraram ao público um lado dos concursos de beleza que os organizadores não querem que você saiba. E, ainda por cima, querem, na base da mordaça, impedir você, leitor, contribuinte e pagador de impostos, de saber o que está por trás do manto vermelho da missologia nacional.
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